sábado, 30 de agosto de 2014

Grupo Estado Islâmico > Guerra ao Terror trilhando o mesmo "caminho de sucesso" da Guerra às Drogas, iniciada por Richard Nixon (!): bilhões gastos em militarização/corporações mercenárias => aumento constante do que DIZEM querer erradicar!!!


Nas imagens acima:

Nixon: "Nós fechamos o cerco ao vício em drogas nos EUA. O vício em drogas nos EUA está sob controle."

Após 40 anos lutando na guerra às drogas, é mais fácil comprar maconha do que comprar cerveja!

47% dos americanos, acima de 12 anos, admitiram que usaram drogas ilegais!

Bush (filho): Missão cumprida (na Guerra ao Terror - Iraque)  [?!]

(...) Nos últimos três anos, os extremistas se aproveitaram do vazio de poder criado pela guerra civil da Síria, se infiltraram entre os rebeldes sírios, roubaram armas enviadas pelos americanos para tentar derrubar o regime do ditador Bashar Al-Assad, enfrentaram os próprios rebeldes de quem foram aliados e tomaram mais de 30% da Síria, inclusive campos de petróleo, que agora ajudam a financiar o terrorismo. Em junho, os extremistas avançaram pelo Iraque, conquistaram, entre outras, a segunda maior cidade iraquiana, Mosul. E estão a 100 quilômetros de Bagdá.

Há duas semanas, para conter o avanço dos extremistas, a Força Aérea Americana atacou o Iraque pela primeira vez em quase três anos. Segundo Barack Obama, foi para proteger cidadãos americanos que trabalham na região e milhares de iraquianos cercados pelo Estado Islâmico.

Depois da execução do jornalista James Foley, Obama ganhou mais um argumento. O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, agora diz que o Estado Islâmico não é 'apenas um grupo terrorista'. "Eles unem ideologia com sofisticação militar e são extremamente bem financiados. Vai além de tudo o que nós já vimos", ele afirma.

Seriam, portanto, mais organizados, ricos e perigosos até do que a rede terrorista Al-Qaeda, que derrubou as Torres Gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

Um documentário produzido pelo canal de notícias da revista canadense Vice mostra em detalhes as ambições e a crueldade dos extremistas na Síria. O documentarista foi guiado por Abu Mosa, o homem que se apresenta como assessor de imprensa do Estado Islâmico. Abu Mosa aparece na gravação enfrentando as tropas do ditador sírio Bashar al-Assad e desafiando os Estados Unidos: "Não sejam covardes, atacando nossos homens com veículos não-tripulados. Mandem seus soldados, como aqueles que humilhamos no Iraque".  (...)

Texto completo:
Edição do dia 24/08/2014
24/08/2014 23h39 - Atualizado em 25/08/2014 13h44
Estado Islâmico: conheça o grupo radical que espalha terror pela Síria e Iraque
Grupo radical deseja criar um governo próprio no Oriente Médio e ainda quer chegar à Turquia.


O custo da Guerra às Drogas

A estimativa é que já tenha sido gasto US$ 1 trilhão nessa guerra, e que 40% da população carcerária mundial esteja presa por causa das drogas

Pesquisa publicada pela London School of Economics "Acabando com a guerra das drogas" aponta que a redução do consumo de drogas será mais eficiente por meio da redução de danos e da mudança no foco das políticas públicas, sendo necessário buscar alternativas, como fez José Mujica no Uruguai, e que esse não é um problema apenas de saúde pública, mas também de economia. A estimativa é que já tenha sido gasto US$ 1 trilhão nessa guerra, e que 40% da população carcerária mundial esteja presa por causa das drogas 

Guerra contra as drogas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.  http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_contra_as_drogas

A guerra contra as drogas é o termo comumente aplicado à proibição e intervenção militar feita pelo governo dosEstados Unidos para acabar com a produção, o consumo e o tráfico de drogas, o termo foi usado pelo presidente Richard Nixon numa grande ofensiva inspirada numa convenção da ONU de combate às drogas em 1962.

Em junho de 2011 a Comissão Global de Política de Drogas declarou: "A guerra global contra as drogas falhou, com consequências devastantes para indivíduos e sociedades pelo mundo. Cinquenta anos após o início da Convenção de Narcóticos da ONU, e anos depois do presidente Nixon ter lançado a guerra contra as drogas, reformas fundamentais em controle global de drogas nacional e internacionalmente são urgentemente necessárias"[1]

Ver também


Política de guerra às drogas gera apenas violência e exclusão social

João Pedro Pádua - Especial para o UOL09/06/201406h00  http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/06/09/politica-de-guerra-as-drogas-gera-apenas-violencia-e-exclusao-social.htm

A política de guerra às drogas é um sucesso inegável.  Afinal, pelo menos desde quando o termo foi explicitamente veiculado e difundido por Richard Nixon em 1971, nenhuma outra política pública, abraçada por mais de um país, conseguiu segregar tão bem uma população marginalizada durante tanto tempo e com tanta abrangência.

No entanto, como em toda guerra, a vantagem de um é a desvantagem de muitos. E a guerra às drogas tem várias vantagens para os seus defensores: ela não envolve toda a população na guerra, apenas os que já serão marginalizados de qualquer jeito, como pretos, pardos e pobres.

A guerra não envolve substâncias psicoativas de elite, como calmantes e álcool e, mesmo em relação às substâncias psicoativas ilícitas, quem pertence à elite social e quer usar drogas consegue facilmente essas substâncias.

Várias autoridades e eleitores já perceberam que a política de guerra às drogas, além de gerar violência e exclusão social, sabota o próprio fim a que ela supostamente se destina: promover a saúde das pessoas. 
(..)

Estudo britânico pede fim de guerra às drogas e defende novas estratégias


Estudo de uma das mais prestigiadas universidades britânicas aponta para o fracasso da “guerra” contra as drogas no mundo e defende uma nova estratégia de controle do seu mercado e respectivo consumo, incluindo apoio a iniciativas de legalização.

A London School of Economics divulgou oficialmente nesta quarta-feira o trabalho intitulado “Acabando com a guerra das drogas” e respaldado por cinco prêmios Nobel de Economia (Kenneth Arrow, Christopher Pissarides, Thomas Schelling, Vernon Smith e Oliver Williamson).

O relatório classifica como “positiva” a decisão do Uruguai de regulamentar o cultivo e o comércio da maconha. A lei foi assinada anteontem pelo presidente José Mujica.

O controle à rota internacional não se mostra efetivo na prática, por exemplo. Um “corredor” é fechado, mas outro é aberto para transportar a droga. “A repressão num país pode afetar outros”, diz o relatório.


Cinco prêmios Nobel pedem o fim da guerra contra as drogas

Relatório da London School of Economics foi publicado nesta terça-feira. Autoridades internacionais também assinam documento.

Da France Presse  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/cinco-premios-nobel-pedem-o-fim-da-guerra-contra-as-drogas.html   06/05/2014 09h20 - Atualizado em 06/05/2014 09h33

Cinco vencedores do prêmio Nobel, um ex-secretário de Estado americano, dois ministros latino-americanos e outras personalidades pediram o fim da guerra contra as drogas em um relatório da London School of Economics publicado nesta terça-feira (6).

"Ending the Drug Wars" (Acabando com a guerra das drogas) é o nome do documento da instituição universitária britânica, que tem um prefácio assinado por várias personalidades.

"É hora de acabar com a 'guerra contra a droga' e destinar os recursos em massa para políticas efetivas baseadas em evidências e apoiadas em análises econômicas rigorosas", afirma o prólogo.

O texto está assinado por George Shultz (chefe da diplomacia americana entre 1982 e 1989, no governo de Ronald Reagan), pelo espanhol Javier Solana (chefe da diplomacia europeia de 1999 a 2009) e por cinco vencedores do Nobel de Economia: Kenneth Arrow (1972), Christopher Pissarides (2010), Thomas Schelling (2005) Vernon Smith (2002) e Oliver Williamson (2009).

A lista de signatários inclui autoridades como o vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg, o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, o chanceler guatemalteco, Luis Fernando Carrera Castro, e o ministro da Saúde colombiano, Alejandro Gaviria.

"A insistência na estratégia militarizada e policial de 'guerra contra as drogas' mundial deu resultados muito negativos e provocou danos colaterais", afirma o prefácio em forma de manifesto.

Os resultados negativos são as "detenções em massa nos Estados Unidos, políticas altamente repressivas na Ásia, uma enorme corrupção e desestabilização política no Afeganistão e oeste da África, uma imensa violência na América Latina (...) e a propagação de abusos sistemáticos aos direitos humanos em todo o mundo".

É necessária uma nova estratégia mundial, afirmam as personalidades, baseada em "princípios de saúde pública, contenção de danos, redução do impacto do mercado ilegal, acesso ampliado a medidas essenciais, minimização do consumo problemático, experimentação regulatória rigorosamente monitorada, e um compromisso inflexível com os princípios dos direitos humanos".

O governo dos Estados Unidos, país que é o principal consumidor mundial das drogas, é o que mais estimula a repressão ao consumo e comércio das substâncias, uma estratégia iniciada nos anos 1960.

América Central, Colômbia e México recebem ajuda americana para combater o tráfico, mas ao custo de muitas mortes - 28.000 no México desde 2006. Nos últimos anos os pedidos de mudança de estratégia aumentaram consideravelmente.

O custo da Guerra às Drogas
Portal Libertarianismo

Publicado em 19/10/2012
17 de junho de 2011 foi o 40º aniversário da Guerra contra as Drogas, de Nixon. Você já parou para pensar o quanto ela custa e se vale mesmo a pena?


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2012 Robert Bridge: Meia-noite no Império Americano-Como corporações e seus agentes políticos estão destruindo o Sonho Americano // Deveria o Mundo dos Negócios ser separado da Política, como foi o caso com a separação entre Igreja e Estado?




     Hoje, os economistas, corporações empresariais e instituições financeiras estão atraindo os tiros dentro de nossa democracia, e isso tem tido um impacto significativo em outras áreas da vida que não estão diretamente relacionados com negócios. A agenda corporativa não tem nenhum respeito para com as áreas mais sensíveis da vida, como a cultura, a filosofia e o meio ambiente. Portanto, é necessário cuidar dos assuntos que ficam fora do cenário imediato da economia, e que são extremamente vulneráveis ​​a invasões por forças concentradas de poder econômico.

      O espectro do poder empresarial que influencia todos os aspectos de nossas vidas, desde os tipos de programas que nossos filhos estão assistindo na televisão, a extensão em que as empresas patrocinam nossas campanhas presidenciais, até mesmo a nossa forma de fazer guerra - vai ao cerne de nosso patrimônio nacional. Na verdade, ele vai ao coração do que significa ser americano.

     O poder corporativo atingiu um grau de influência em nossa vida diária, que teria sido condenado como absolutamente escandaloso por nossos Pais Fundadores. Assim, é nosso dever patriótico decidir se o nível atual de poder e influência corporativa é destrutivo para a república, a longo prazo. Se chegarmos à conclusão de que é, então agora é a hora de agir. As decisões que tomarmos (ou deixarmos de tomar) neste momento histórico crítico afetarão para sempre o curso do destino da nossa nação.

Deveria o Mundo dos Negócios ser separado da Política, como foi o caso com a separação entre Igreja e Estado?

Prefácio
     Nós, o povo [norte-] americano, estamos agora enfrentando uma ameaça definitiva: apesar de nossa devoção feroz a independência e liberdade, um punhado de empresas poderosas e interconectadas atendem todas as nossas necessidades sociais e culturais. Elas nos alimentam,vestem e nos dão uma hipoteca. Elas entregam notícias e entretenimento em nossas salas de estar 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana). Quando a dor e o sofrimento são muito grandes,eles nos vendem o medicamento caro. Como a maioria das oportunidades empreendedoras foi consumida por estes monstros monolíticos, dependemos de empresas para nos fornecer empregos e uma aposentadoria decente. Em suma, nós dependemos de corporações para tudo.O Sonho Americano, no entanto, nunca será encontrado em uma prateleira do Wal-Mart. A trágica ironia da nossa situação é que, ao mesmo tempo em que as corporações fornecem-nos tudo, eles tiram o que há de mais precioso: a nossa independência, liberdade e democracia.

     A agenda principal da América corporativa não é mais simplesmente a tarefa de fazer dinheiro.Seu objetivo é controlar as esferas econômicas, social e políticas, e essa tarefa está quase cumprida. Em oposição direta ao espírito da Constituição dos EUA, este usurpador comprou uma presença dominante no interior do nosso sistema político bi-partidário, no entanto, não é controlado / responsabilizável pelo devido processo democrático. Desde a recente aprovação de legislação ferozmente pró-negócios, a um aparato de lobby bem financiado e financiamento de campanhas eleitorais, os nossos representantes no governo tornaram-se os servos submissos de interesses corporativos. Como um câncer rapidamente se espalhando, o poder corporativo sem controle está infligindo danos irreparáveis ​​ao corpo político; ele deve ser removido antes que a república sofra colapso total. No entanto, fechamos nossos olhos para a nossa situação, na crença de que as corporações e as pessoas que as gerenciam são, de alguma forma, um complemento ao processo democrático. Eles não são.

     Enquanto, as entidades corporativas se tornam as novas estrelas do jogo dentro de nossas comunidades, nós, o povo - os indivíduos rudes que fizemos a América grande - só podemos assistir passivamente, à margem do campo da partida. Esta dramática inversão de papéis nos foi imposta por uma série de decisões judiciais impressionantes que concederam "pessoalidade" às corporações, enquanto lhes permite evitar os desprazeres que vêm com essa designação (como morrer polidamente, pagar sua parte justa da carga fiscal e permanecer fora da arena política, por exemplo). Este sequestro corporativo foi possível graças à colaboração   inconstitucional entre os mundos empresarial e político.

     De Main Street a Wall Street, no entanto, as pessoas estão começando a fazer algumas perguntas difíceis a respeito desta captura sem precedentes de poder. Por exemplo, onde os limites da sociedade civil e do mundo corporativo começam e terminam? Quais são as consequências para a nossa herança democrática se não houver fronteiras definidas separando a esfera política da econômica? O que essa  transformação radical significa para o nosso sistema político, que é amplamente dominado por dois partidos, os quais recebem do mundo corporativo a parcela do leão de seu financiamento de campanha? Deveria o mundo dos negócios ser separado da política, como foi o caso com a separação entre igreja e estado? Finalmente, o que o crescimento do poder corporativo significa para o nosso "individualismo áspero", que garante aos homens e mulheres, como indivíduos, o direito de competir contra outros indivíduos (como o capitalismo originalmente pretendia), ao invés de contra organizações monstruosas e sem rosto?

   O mundo regularmente otimista das grandes empresas, muito antes da crise financeira de 2008 ter explodido em cena, estava começando a expressar preocupações semelhantes sobre o que está se tornando o principal problema dos nossos tempos. "Velhas certezas", escreveu o Financial Times, em um editorial sincero de Primeiro de Maio "foram substituídas por uma visão de um mundo sem lei, fora do controle dos indivíduos, em que as empresas com fins lucrativos atropelam livremente as culturas locais. Embora poucas pessoas pareçam preparadas para sacrificar as vantagens do capitalismo, muitos anseiam de alguma forma  por fechar as persianas." [1]

    Até mesmo o próprio maestro da economia, Alan Greenspan, que serviu por quase duas décadas, como presidente do Federal Reserve Board, admitiu que apesar da eliminação do comunismo como um rival, o capitalismo e a globalização também não estão fora de perigo."Embora o planejamento central não seja mais uma forma acreditável de organização econômica, está claro que a batalha intelectual por seu rival  - capitalismo de mercado livre e globalização -está longe de ser ganha", escreveu ele. Então, depois de fornecer uma ladainha das grandes conquistas do capitalismo, como a redução da pobreza e o aumento da expectativa de vida, Greenspan admitiu que, para muitos, "o Capitalismo ainda parece difícil de aceitar, menos ainda de abraçar totalmente. " [2]

    De acordo com uma pesquisa recente, a fé no livre mercado atingiu seu ponto mais baixo de todos os tempos, nos Estados Unidos. Em 2002, 80 por cento dos norte-americanos entrevistados por GlobeScan, uma agência de pesquisas, concordou "fortemente" ou "pouco" que o livre mercado era o melhor sistema econômico para organização de nossa sociedade. Até 2010, o número de indivíduos que declararam fé inabalável em mercados livres caiu para 59 por cento dos inquiridos. Nos estratos menos favorecidos de norte-americanos, aqueles que ganham menos de US $ 20.000, "a fé no capitalismo caiu de 76% para 44% em apenas um ano.”  [3]

1 Financial Times, May 1, 2001, 12.
2 Alan Greenspan, The Age of Turbulence (London: Penguin Books, 2008), 267–268.
3 “Market troubles,” The Economist, April 6, 2011. For G lobeScan data, see

    Quando ajustado corretamente, o capitalismo corporativo é o motor que guia algumas das maiores conquistas da humanidade. Quando ele sai de sincronia, no entanto, é o sistema econômico mais perigoso jamais  concebido, e certamente o mais vulnerável a reação pública. De fato, à luz do movimento popular contra a globalização, muitas pessoas sentem que este grande experimento está pendurado ao final de sua corda de esperança espiritual e física. Tais sentimentos foram apenas exasperados com a crise econômica de 2008, que testemunhou os culpados desta crise global, ou seja, as instituições financeiras e as corporações transnacionais, escaparem  incólumes graças em grande parte a uma ajuda maciça dos governos [bailout e buy-in:assistência financeira a uma empresa ou a economia para salvá-la da falência / compra de ações].  Este assalto em plena luz do dia levou a níveis de tirar o fôlego a consciência das desigualdades econômicas, sociais e políticas, o que não pode mais ser ignorado.

     Hoje, os economistas, corporações empresariais e instituições financeiras estão atraindo os tiros dentro de nossa democracia, e isso tem tido um impacto significativo em outras áreas da vida que não estão diretamente relacionados com negócios. A agenda corporativa não tem nenhum respeito para com as áreas mais sensíveis da vida, como a cultura, a filosofia e o meio ambiente. Portanto, é necessário cuidar dos assuntos que ficam fora do cenário imediato da economia, e que são extremamente vulneráveis ​​a invasões por forças concentradas de poder econômico. O espectro do poder empresarial que influencia todos os aspectos de nossas vidas, desde os tipos de programas que nossos filhos estão assistindo na televisão, a extensão em que as empresas patrocinam nossas campanhas presidenciais, até mesmo a nossa forma de fazer guerra - vai ao cerne de nosso patrimônio nacional. Na verdade, ele vai ao coração do que significa ser americano.

     O poder corporativo atingiu um grau de influência em nossa vida diária, que teria sido condenado como absolutamente escandaloso por nossos Pais Fundadores. Assim, é nosso dever patriótico decidir se o nível atual de poder e influência corporativa é destrutivo para a república, a longo prazo. Se chegarmos à conclusão de que é, então agora é a hora de agir. As decisões que tomarmos (ou deixarmos de tomar) neste momento histórico crítico afetarão para sempre o curso do destino da nossa nação.

     Hoje, mais do que nunca, o grande debate sobre a globalização exige uma entrada de novas vozes. Afinal, não são apenas os economistas, os banqueiros e os políticos que têm interesses nesta grande transformação da vida americana. E, ao contrário de muitos acadêmicos e estadistas, que nunca tiveram o prazer de trabalhar no interior do próprio sistema que eles defendem apaixonadamente, muitos de nós, incluindo o autor, temos experimentado a globalização em primeira mão, de dentro do ventre da besta corporativa. Durante a minha longa relação com o mundo corporativo, cheguei à conclusão de que algo está conspicuamente ausente dentro deste sistema. Esse algo, eu acredito, não é nada menos do que a democracia.

      Os líderes empresariais “tocam trombetas” regularmente sobre as virtudes do "livre mercado", ao mesmo tempo ignorando como os indivíduos são tratada dentro desse sistema "livre". Enquanto o caminho para a felicidade torna-se cada vez mais privatizado nas mãos de uns poucos indivíduos poderosos e suas organizações intocáveis​​, corremos o risco de chegarmos a um ponto de não retorno, quando o povo, finalmente entendendo que a sua voz não pode coincidir com a dos ‘super senhores das corporações’ [corporate overlords], utilizará outros meios menos salubres de exigir justiça. Escusado será dizer que tal curso de ação destrutiva deve ser evitado a todo o custo. Na ausência de algum tipo de "democracia corporativa”, para nos defender contra organizações infinitamente poderosas, nenhum partido político pode protelar a  solução destas muitas injustiças. As questões são supranacionais e exigem todo um novo ‘modus operandi’.

     Finalmente, este livro faz uma pergunta simples que não tem resposta simples: Como nós podemos, como cidadãos e consumidores de uma democracia capitalista, lidar com as mudanças sem precedentes, culturais, sociais e políticas, que a globalização em geral e empresas em particular, têm forçado sobre nós? É dado como certo que a mudança, em todos os seus vários trajes, é uma parte inevitável da vida moderna e, em sua maior parte, uma coisa positiva. Assim, nós silenciosamente aceitamos as novas regras radicais do jogo global: empregos estáveis, com benefícios decentes, são uma raridade cada vez maior, a reciclagem profissional para acompanhar as mudanças tecnológicas é uma interminável exigência, enquanto nossas comunidades locais se transformaram em terreno de manobra para as empresas transnacionais. Ao mesmo tempo em que se espera que aceitemos a reforma radical [radical makeover] da nossa nação, nós temos submetido nossa voz política ao mundo corporativo. Esta situação, que é desprovida da até mais fraca noção de democracia, é inaceitável.

      Antes de o pêndulo social oscilar de volta, em uma reação menos racional ao que se tornou prevaricação corporativa em nível excessivo, precisamos trazer de volta os rudes indivíduos norte-americanos a seu devido lugar na ordem natural das coisas: como os protagonistas dentro de seus muito diversos bairros e comunidades. As corporações podem ser muitas coisas que o sistema legal quer que elas sejam, mas nunca serão substitutas para o ser humano.
3 de Abril de 2012



Texto acima é tradução do prefácio de:

Midnight in the American Empire: How Corporations and Their Political Servants are Destroying the American Dream

2012 Robert Bridge

Prefácio. v

CAPÍTULO I. 1
Cuidando dos Negócios (como de costume)

CAPÍTULO II. 41
O Norte-Americano Incrivelmente Encolhido

CAPÍTULO III. 67
A Guerra Americana (EUA) das Corporações contra os Trabalhadores

CAPÍTULO IV. 91
Recuperando os Bens Comuns do Poder Corporativo

CAPÍTULO V. 129
No Caminho para a Tirania Corporativa

CAPÍTULO VI. 161
Fundações Rachadas da Globalização

CAPÍTULO VII. 179
O Declínio e Morte do Império Americano

INDEX. 203


Vamos conversar?
Conhecer para aperfeiçoar e defender a Democracia


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quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Colapso de Tudo - Os Eventos Extremos Que Podem Destruir a Civilizaçã​o a Qualquer Momento - Como podemos prever os eventos X e talvez até controlá-l​os (em alguns casos)? Ou deixar as sociedades mais preparadas para sua ocorrência​.


TRÊS PARTES SIMPLES
 
A frase de abertura do texto De bello Gallico, de Júlio César, proclama: “Toda a Gália é dividida em três partes.” O mesmo acontece com este livro. A Parte I aborda a relação entre complexidade e eventos extremos, aprofundando o que foi desenvolvido nessas primeiras páginas.
 
Ali, faço uma distinção entre as surpresas desagradáveis da natureza e aquelas causadas por desatenção, inação, engano, estupidez ou mera maldade humana.
 
O prato principal está na Parte II, dividida em onze pequenos blocos, cada um com a história de um possível evento X e seu impacto na vida diária caso ele se concretize. Escolhi esses exemplos de modo a abranger a maior gama de atividades humanas possível, evitando territórios já explorados à exaustão nos últimos anos pelos “eventos extremos do dia”, como o colapso financeiro global de 2007-2008 ou a crise dos reatores nucleares japoneses de 2011. Portanto, a Parte II inclui temas como um colapso no sistema de abastecimento mundial de alimentos, uma pane total da internet, uma pandemia global e até mesmo o fim da globalização. De um modo geral, essas histórias podem ser lidas em qualquer ordem, de acordo com o gosto e o interesse do leitor. Em conjunto, porém, elas retratam como a sustentabilidade do estilo de vida a que estamos acostumados é ameaçada por uma gama variada e grave de eventos X.
 
O final, na Parte III, junta as questões e problemas teóricos da Parte I com os exemplos práticos da Parte II, para lidar com a questão central de como podemos prever os eventos X e talvez até controlá-los — em alguns casos. De forma mais específica, examino até que ponto podemos intensificar o foco no tempo e no espaço em que um determinado elemento transformador começa a apresentar o verdadeiro perigo de se concretizar.
 
Analiso também os tipos de indício “fraco” que servem como aviso para um abalo iminente, além de métodos para pincelar esses indícios da avalanche de besteiras que se fazem passar por informação no dia a dia. O livro se encerra com alguns conselhos preventivos para deixar as sociedades mais preparadas para eventos extremos, incluindo a criação de sistemas sociais mais flexíveis e de infraestruturas menos frágeis.
 
Página 28 / O COLAPSO DE TUDO - final do Primeiro Capítulo
 
 
Quer avaliar se deseja colaborar, alocando sua mente ao tratamento deste assunto?
 
Leia o Primeiro Capítulo – disponível em PDF em:
 
 
 


 
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quinta-feira, 12 de junho de 2014

E o Brasil se mobiliza para torcer pela SELEÇÃO DA CBF ($$$) na COPA DA FIFA ($$$) !!!!


Entrevista com Andrew Jennings  
(BBC - inimigo número 1 da FIFA)

08/12/2013 por tuliorodrigues


Andrew Jennings é o jornalista investigativo que mais causa barulho no mundo investigando e denunciando a corrupção nas duas maiores entidades do esporte mundial como a FIFA e o COI. Desde 2003 foi banido das coletivas da FIFA. Andrew Jennings não teme a nada ao falar de Blatter, Havelange e Ricardo Teixeira como no caso das propinas pagas aos membros da FIFA pela ISL: “O processo terminou em 2010 com pagamentos secretos de algumas das propinas para Teixeira e Havelange. Eles tentaram manter este segredo. A BBC tomou medidas legais para forçá-los a revelar a verdade. Havelange foi forçado a sair do COI“.

No seu livro mais recente, o “Jogo sujo”, Andrew Jennings nos mostra um mundo nos bastidores do futebol mundial desconhecido por muito dos milhares de apaixonados pelo futebol. Corrupção, suborno e fraudes são denunciados desde a primeira página do livro. Perguntado se havia alguém limpo na FIFA para substituir Blatter, Andrew afirma: “Nenhum dos líderes atuais da FIFA. Que tal um torcedor? Ou convidar Romário? Ele poderia montar uma equipe de administradores honestos e ser uma figura importante”.

Confira a entrevista exclusiva com Andrew Jennings para o Blog Ser Flamengo. Falamos sobre as manifestações que houveram no Brasil durante a Copa das Confederações, CBF e sobre o próximo trabalho de Andrew Jennings.

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As negociatas, a corrupção e os podres da FIFA enchem as prateleiras das livrarias
por BLOG DO CURIOSO em mai 27, 2014 22:12

“Não vou torcer contra, até porque o que tinha que ser gasto, roubado, já foi.” Com essa declaração, postada hoje em sua conta no Instagram, Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local (COL) da Copa 2014, filha de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e neta de João Havelange, ex-presidente da FIFA, acaba de justificar oficialmente a avalanche de livros que, a 15 dias da abertura do Mundial, entopem as prateleiras das livrarias com um propósito comum: revelar os podres dos bastidores do futebol.
O responsável por essa avalanche de lançamentos é Andrew Jennings, que acaba de lançar Um Jogo Cada Vez Mais Sujo, pela Editora Panda Books. O jornalista escocês investiga os bastidores da entidade há vinte anos, tendo sido um dos principais responsáveis pelas revelações que resultaram nas saídas de João Havelange e de Ricardo Teixeira do poder, denunciados por corrupção. A versão digital da nova obra de Jennings foi lançada também em outros cinco países.


Em 2011, Andrew Jennings já havia lançado no Brasil o livro Jogo Sujo, também pela Panda Books, que escancara esquemas de compra de votos e outras sujeiras praticadas pela FIFA. Tudo milimetricamente documentado. Em Um Jogo Cada Vez Mais Sujo, Jennings vai além: denuncia com detalhes o esquema fraudulento de venda de ingressos na Copa, responsável pela dificuldade dos brasileiros em conseguir comprar os ingressos. Por essas e outras, a Fifa jamais o processou. Tudo o que conseguiu fazer foi bani-lo de todos os seus eventos – ele é o único jornalista do mundo a conseguir tal feito! – e o tachou como seu “inimigo número 1”.

Na onda aberta por Jogo Sujo e Um Jogo Cada Vez Mais Sujo, vieram Jogada Ilegal, de Luís Aguilar (Editora A Esfera dos Livros); O Lado Sujo do Futebol, da Editora Planeta, escrito pelos jornalistas Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni, Luiz Carlos Azenha (os três da TV Record) e Tony Chastinet (da TV Bandeirantes); e FIFA Máfia, ainda não publicado no Brasil, escrito pelo jornalista alemão Thomas Kistner (na foto abaixo, a edição portuguesa).


Luís Aguilar, jornalista português, passeia pelos bastidores da FIFA em Jogada Ilegal, e mostra como todos os seus setores estão impregnados pela corrupção, desde a escolha do país-sede do Mundial até a votação do prêmio Bola de Ouro. Já os brasileiros de O Lado Sujo do Futebol discorrem sobre o modelo de negócios da FIFA e da CBF, baseado em um esquema de cartas marcadas que só serve para enriquecer – de forma suja, é claro – os envolvidos. O livro foi baseado numa série de reportagens que a TV Record fez para atacar a CBF e a FIFA – numa briga que envolveu também a guerra de audiência com a Globo pelos direitos de transmissão de campeonatos de futebol.  E Thomas Kistner, seguindo também a cartilha de Jennings, mostra em FIFA Mafia o resultado dos vinte anos que passou investigando os crimes cometidos pela instituição.
Além dos títulos em livrarias, há também e-books sobre o tema. Copa Para Quem e Para Quê, que pode ser requisitado à Fundação Henrich Böll via e-mail, é uma compilação de artigos reflexivos sobre o famigerado “legado da Copa”, assinados por jornalistas especializados na cobertura de eventos esportivos e por pesquisadores ativistas de causas sociais. As análises abordam os mundiais da Alemanha (2006), da África do Sul (2010) e do Brasil (2014). Já o e-book A Copa Como Ela É (Companhia das Letras) detalha as investigações do jornalista Jamil Chade, que ao longo de dez anos acompanhou os trâmites que orquestraram a preparação do Brasil para se tornar um país apto a receber uma Copa do Mundo. A editora promete uma edição em papel depois do término da Copa.

Lei da copa não tem nenhum valor. 
É lei dos cartolas da Fifa para roubar o povo. 
É um pagode de safadezas mil
Sou pela desobediência civil. A lei da copa é uma lei colonial, imposta por cartolas corruptos da Fifa, e que visa explorar ao máximo econômica e financeiramente o Brasil e o povo em geral.
Todo mundo sabe que vários clubes internacionais são propriedades das máfias, notadamente do tráfico de drogas e de moedas.
O futebol se tornou um antro de corrupção, e nada mais escravocrata que a venda de passe de jogadores, cujo dinheiro se desconhece a origem e o destino final, inclusive a nefanda prática do tráfico humano, pela exploração de adolescentes.
A Fifa já foi acusada pela prática de diferentes crimes, e impunemente.
Escreve Talita Bedinelli, in El País, Espanha:
“O pagode agora é da FIFA”. A frase circulou nas redes sociais nesta quinta-feira, alarmando os brasileiros que acreditavam ter perdido o direito sob o popular ritmo musical derivado do samba e tocado em muitos bares do país. Logo se imaginou que a tão tradicional “feijoada com pagode” estaria condenada durante as partidas da Copa do Mundo e, talvez, até o final deste ano.
A polêmica surgiu após a divulgação pela imprensa local da informação de que a FIFA havia registrado junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) brasileiro a palavra “Pagode”. Assim, estaria proibido mencionar a palavra com fins comerciais em qualquer estabelecimento ou material promocional até 31 de dezembro de 2014 sob o risco de se levar um processo judicial.
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TERÇA-FEIRA, AGOSTO 16, 2011
Transparência Internacional cobra Fifa sobre casos de corrupção; entidade responde

ONG diz que é primordial criação de órgão independente para investigação de casos envolvendo dirigentes da entidade; Blatter reafirma ‘compromisso’
Equipe Universidade do Futebol

Um abraço à transparência, com limitação do número de mandatos de diretores e criação de órgão independente para analisar denúncias. Essa foi a sugestão da Transparência Internacional, ONG que tem sede em Berlim e é conhecida por fazer um ranking da percepção de corrupção em cada país, à Fifa.

Em relatório apresentado nesta terça-feira, a TI disse que apesar de recentes medidas adotadas, a entidade que comanda o futebol mundial ainda passa a impressão de ser gerida “como uma rede de velhos garotos”.
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