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sábado, 26 de janeiro de 2019

Sociedade Global em 'trabalho de parto' de Instituições Políticas Globais - Reações inúteis e perigosas

(Clique na imagem: Ampliar)

A HUMANIDADE ESTÁ SE TORNANDO UM COLOSSO UNIFICADO - com base nas conexões humanas



Como imagino o futuro
Evento do Facebook: FUTURO: Como você o enxerga?



Globalização Financeira (Lucro Monetário como Medida de "Eficiência") é SUICÍDIO: Finanças NÃO se refere à PRODUÇÃO. Baseia-se em DIVIDAS. E quando as Dividas forem IMPAGÁVEIS?



Como poderia ser Um Dia na Vida de uma Sociedade que evoluiu para além da Economia de Mercado Capitalista (Eficiência de Mercado - Lógica do Dinheiro - Modelo Financista)



Que Sociedade construiremos? Com quais Relacionamentos entre Algorítimos Orgânicos e Inorgânicos?



Humanos e Inteligência Artificial - Trabalho e Vida - na Transição da Economia Industrial para a Economia dos Algorítimos



Teremos a Sabedoria de Ócio Criativo (De Masi = Misto Indivisível de (Diversão +Educação +Trabalho) para Toda a Humanidade? Ou, presos ao "Algoritmo Adão" ("Do suor do rosto o direito de viver"), continuaremos sacrificando boa parte do Potencial Afetivo e Criativo da Humanidade?



Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada
COMO SERÁ FEITA A TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA BASEADA EM RECURSOS?



Precisamos implantar a Democracia Direta Digital - onde os cidadãos propõem e votam em projetos de seu interesse, sob mentoria de especialistas para esclarecer aspectos técnicos e formatar em linguagem jurídica as propostas em debate.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Iniciativa Privada: SIM - Privatarias, petistas ou tucanas: NÃO (Privataria = favorecimento dos amigos da corte no poder)

Recomendo a leitura comparada dos 3 livros abaixo:


O LOBO DE WALL STREET – Jordan Belfort:

“Sem problemas”, disse, dando mais uma cheirada diretamente do frasco. “Mas te garanto que a cocaína pode ajudar a enfrentar o dia por aqui!” Balançou a cabeça e deu de ombros. “É uma profissão de merda, essa de corretor da bolsa. Quero dizer, não me entenda mal: o dinheiro é incrível e tudo o mais, mas você não está criando nada, não está construindo nada. Então, depois de um tempo torna-se meio monótono.” Fez uma pausa, como se estivesse procurando as palavras certas. “A verdade é que somos nada mais do que vendedores de putaria. Nenhum de nós tem a menor idéia de quais ações irão subir! Estamos todos apenas jogando dardos em um alvo, vendendo indiscriminadamente e queimando dinheiro. De qualquer forma, logo você irá perceber isso.”


Privatize Já – ‘privataria petista’:

João Luiz Mauad, Revista Banco de Ideias - Instituto Liberal

“A verdade, deplorável verdade, é que o gosto pelas funções públicas e o desejo de viver à custa dos impostos não são, entre nós, uma doença particular de um partido: é a grande e permanente enfermidade democrática de nossa sociedade civil e da centralização excessiva de nosso governo; esse é o mal secreto que corroeu todos os antigos poderes e corroerá igualmente todos os novos.” (Alexis de Tocqueville – Lembranças de 1848; As jornadas Revolucionárias em Paris)

(...)

Constantino reserva a última parte do livro para denunciar aquilo que ele, muito apropriadamente, chama de “privataria petista”, ou a submissão do Estado aos interesses do partido no poder. Essa “privataria” vai desde a profusão de cargos concedidos aos apadrinhados do partido em empresas estatais, passa pela chamada orgia das ONG’s, que de não governamentais só têm mesmo o nome, já que vivem basicamente do dinheiro público, normalmente destinado àquelas entidades cuja simbiose política e ideológica com o partido é latente, passa também pela concessão de volumosas verbas publicitárias para empresas de mídia“chapas-brancas”, até chegar ao loteamento das agências reguladoras, transformadas em verdadeiros balcões de negócios. Sem esquecer, é claro, do mecanismo facistóide de troca de favores com o empresariado bem comportado, que tem no BNDES seu braço mais importante.

Enfim, como muito bem resumiu Constantino, “está na hora ... de debater o tema da privatização sem deixar as paixões cegarem a razão. O estado pode ter um importante papel como regulador, mas inevitavelmente fracassa como empresário. Não se trata de má sorte, e sim da sua própria natureza. Se cada um souber o seu lugar adequado, então nós, brasileiros, só teremos a ganhar com isso”.




Trecho da apresentação do editor do livro “Príncipe da Privataria”:
No caso presente, não poderíamos deixar de dar guarida, em nossa editora, a este “O príncipe da privataria”, de Palmério Dória, o autor de “Honoráveis Bandidos”. Ele trata de questões dramáticas de nossa história: o governo dos chamados tucanos, sua política econômica neoliberal, sua proclamada relutância em priorizar ações sociais — substituídas pelas chamadas “políticas compensatórias” —, o uso de seu poder político para impedir investigações sobre denúncias de corrupção entre seus pares, a criticada venda do patrimônio público, a qualquer preço, com base em um modelo em que muitos podem ter enriquecido ilicitamente e, finalmente, a espantosa compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, governadores e prefeitos em todo o país.

(Esta apresentação do editor do livro “Príncipe da Privataria” foi copiada abaixo por sintetizar como funciona a “Corte econômico-política”, independente da coligação política que esteja no poder nesta nossa ‘corrompida república’)


Príncipe da privataria e imperador do cinismo:
Se existe um político que não poderia criticar uso de dinheiro público para comprar parlamentares, esse alguém é Fernando Henrique Cardoso. O livro “Príncipe da Privataria” mostra, sem deixar dúvida (a quem tiver uma réstia de honestidade intelectual), que, na pior das hipóteses, o ex-presidente teve o domínio do fato da compra de votos de parlamentares para que aprovassem a emenda constitucional que lhe permitiu disputar a própria sucessão.

FHC não nega que votos tenham sido comprados – quem não souber disso, que se informe. Já deu várias entrevistas em que reconhece que “alguém” comprou deputados para que votassem a favor de sua reeleição. Até a CNBB denunciou isso, à época – e antes da denúncia pela Folha de São Paulo. Mas ele diz que “não sabia” de nada.

Ganha um exemplar de “O Príncipe da Privataria” quem postar aqui o link de uma coluna, de um artigo ou de um editorial de algum grande meio de comunicação em que o “não sabia” de FHC tenha sido ironizado como foi, tantas vezes, o de Lula ao negar que soubesse do mensalão.





Apresentação do editor do livro “Príncipe da Privataria”
Conheci o sociólogo Fernando Henrique Cardoso em meados dos anos 70, quando pequenos grupos de esquerda enfrentavam a ditadura militar pelas armas, sem nenhuma possibilidade de vencer, e outros — entre os quais nos incluíamos — tentávamos fazer este enfrentamento no nível das ideias e das ações desarmadas, políticas.

Já em meados dos anos 80 — quando a ditadura saíra de cena e a chamada Nova República preparava-se para entusiasmar e logo em seguida decepcionar o povo brasileiro — conheci também o ex-presidente da UNE e economista José Serra, que chegara ao país em 1977, de volta do exílio. Eu o vi pela primeira vez dançando numa festa em Brasília, um pouco antes da posse — que não houve — do presidente Tancredo Neves. A partir daí eu o veria muitas vezes mais, em campanhas cívicas, como a do parlamentarismo, e eleitorais.

A partir de 1978, quando fui trabalhar como jornalista e depois editor no jornal O Estado de S. Paulo, algumas poucas vezes eu entrevistei Fernando Henrique Cardoso em seu apartamento da rua Maranhão, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

Quando se elegeu presidente da República, em 1994, eu já não era jornalista, mas consultor de politicas públicas. Não foram poucas as ocasiões em que, a serviço de organizações da sociedade civil, participei — junto com o governo de FHC — do desenvolvimento de políticas de emprego e renda, o que me obrigou a privar da intimidade de ministros e altos funcionários da República. E de reuniões com o próprio presidente, nos palácios do Planalto e da Alvorada.

Naquele período, privei também da intimidade do poderoso ministro Sérgio Motta, a quem admirei, apesar de seus métodos ocasionalmente pouco convencionais. Publiquei um livro sobre a vida dele, Sérgio Motta — um trator em ação, depois de sua morte.

Fiz questão de citar minha presença pessoal ao lado dessas três grandes personalidades da história e da política de nosso país porque, como editor da Geração Editorial, devo, assim creio, explicar por que estamos publicando este livro que você tem nas mãos — depois de ter publicado, com enorme estrondo, recentemente, o “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., com os negócios estranhos de familiares do senhor José Serra, e pelo qual nossa editora está respondendo a meia dúzia de processos, dos quais sem dúvida sairemos vencedores, pois a verdade é uma só.

A Geração Editorial, “uma editora de verdade”, publica — ao lado de clássicos da literatura e outros livros de interesse geral — obras sobre nossa história recente, a chamada “história imediata”. Publicamos “Mil Dias de Solidão”, de Claudio Humberto, sobre os menos de três anos do governo de Fernando Collor; “Memórias das Trevas”, de João Carlos Teixeira Gomes, que precipitou a renúncia do então poderoso senador Antônio Carlos Magalhães; “Memorial do Escândalo”, de Gerson Camarotti, sobre o chamado “mensalão”;  “Honoráveis Bandidos”, de Palmério Dória, sobre o controvertido uso do poder pela família Sarney no Maranhão e o referido “Privataria Tucana”, entre outros.

Assim como defendemos a liberdade de expressão para os jornais e revistas, a defendemos também para os livros. Estranhamente, o judiciário brasileiro tem tratado de forma desigual a imprensa e os livros. Poderosos afetados por denúncias em livros têm recorrido ao judiciário para impedir a circulação das obras e obter indenização por danos morais incomprovados, tentando inibir a liberdade de expressão.

No caso presente, não poderíamos deixar de dar guarida, em nossa editora, a este “O príncipe da privataria”, de Palmério Dória, o autor de “Honoráveis Bandidos”. Ele trata de questões dramáticas de nossa história: o governo dos chamados tucanos, sua política econômica neoliberal, sua proclamada relutância em priorizar ações sociais — substituídas pelas chamadas “políticas compensatórias” —, o uso de seu poder político para impedir investigações sobre denúncias de corrupção entre seus pares, a criticada venda do patrimônio público, a qualquer preço, com base em um modelo em que muitos podem ter enriquecido ilicitamente e, finalmente, a espantosa compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, governadores e prefeitos em todo o país.

As inéditas revelações do ex-deputado Narciso Mendes para esta edição — na qual ele revela ter sido o “Senhor X” que colheu gravações de colegas confessando terem recebido R$ 200 mil cada para apoiar a reeleição — comprova que a base da corrupção e do modelo supostamente democrático que a preserva é o sistema eleitoral baseado no financiamento privado. As revelações de Narciso Mendes são bem mais graves, em dimensão e valor, que as contidas no caso do mensalão.

O que nos obriga a ir direto ao ponto, o que pode ser, como se verá, bastante doloroso.

Em meados do governo Collor, no primeiro trimestre de 1991, quando o controvertido e incômodo amigo do presidente, Paulo Cesar Farias, já se tornara conhecido no meio político e empresarial, a atriz e empresária Ruth Escobar — adida cultural do governo em San Francisco, na Califórnia — ali promoveu um seminário sobre a cultura brasileira, com apoio do Itamaraty e da empresa Hidrobrasileira, de Sérgio Motta, o principal amigo de Fernando Henrique Cardoso.

Participei deste seminário, viajando com recursos próprios da entidade privada para a qual eu prestava consultoria. A variada e numerosa “troupe”, levada graciosamente em classe executiva pela Viação Aérea São Paulo — VASP, recém-comprada por Wagner Canhedo, que depois faliu, era composta, entre outros, pelo então senador Fernando Henrique Cardoso, do PSDB e sua esposa Ruth, pelo senador Eduardo Suplicy, do PT e sua então esposa Marta, o sociólogo Bolívar Lamounier, o economista João Sayad, um dos autores do Plano Cruzado, o deputado José Fogaça, do PMDB gaúcho, o sindicalista Luiz Antônio de Medeiros, da recém fundada Força Sindical, o patrocinador Sérgio Motta e sua esposa Wilma, a agitadora cultural Lulu Librandi e algumas socialites paulistanas. A festa cultural durou uma semana, ao longo da qual Fernando Henrique, com seu inglês esplêndido, discursou no campus de Berkeley, da Universidade da Califórnia, sobre as especificidades da democracia brasileira. De público, falou o que se podia falar sem escândalo.

No entanto, numa manhã tediosa em que José Fogaça, em inglês macarrônico, falava algo ininteligível para americanos e brasileiros, Fernando Henrique levantou-se conosco e foi para o fundo da sala. Ali, de frente para mim e ao lado de Bolívar Lamounier, falou um pouco sobre o governo Collor e as primeiras denúncias de corrupção. O nome de PC Farias surgiu e, sem que ninguém o provocasse, Fernando Henrique defendeu que era urgente uma nova lei eleitoral.

De forma clara e sem censura, falou sobre o financiamento das campanhas eleitorais por empresas privadas, com recursos não contabilizados — o caixa 2 — e admitiu que nenhum partido e nenhum candidato podia naquela época prescindir desses recursos ilegais. E observava:

— Assim é, mas a diferença entre nós e “eles” é que nós gastamos o dinheiro nas campanhas, enquanto “eles” enfiam uma boa parte em seus próprios bolsos.

Nada comentou sobre o que poderia vir depois — as licitações viciadas para devolver aos financiadores o que haviam investido.

Anos depois, já presidente da República, Fernando Henrique Cardoso receberia no Palácio da Alvorada os sindicalistas que haviam apoiado sua eleição e com os quais negociava mudanças na economia que pudessem trazer, a estes sindicalistas, prestígio em suas bases. Um jogo competentemente combinado, para alegria dos dois lados — salvo quando o governo não podia ceder. Ainda assim, o presidente era gentil e paciente. Até que surgia o “trator” Sérgio Motta. Numa dessas noites, em que o presidente e seu ministro do Trabalho Paulo Paiva tomavam seu uísque no Alvorada com o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, o sindicalista histórico José Ibrahim e o ainda desconhecido Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que Medeiros faria seu sucessor, de repente surgiu — sem que tivesse sido convidado — o ministro das Comunicações Sérgio Motta.

— Mas como é possível, Fernando, que vocês estejam aí sem minha presença? — rugiu Serjão.

— Mas é que não queríamos mesmo você aqui — respondeu o presidente jocosamente.

— Mas é bom que você tenha chegado, Serjão — interrompeu Paulinho. — Ouvi dizer que você está comprando deputados para votar a favor da reforma da Previdência, mas vou colocar mil ônibus de trabalhadores na Esplanada para pressionar o Congresso.

— Economize seu dinheiro, rapaz — respondeu Motta — porque a votação está decidida. Já almocei com todo mundo.

Paulinho levou os ônibus, mas os sindicalistas foram derrotados. Isso não os impediu, entretanto, de continuarem apoiando o governo.

Quando da campanha pela reeleição, eles apoiaram a emenda do deputado pernambucano Mendonça Filho e todos os atos de apoio a ela. Quando Fernando Henrique se recandidatou, houve um grande ato das centrais Força Sindical e CGT em Brasília. Por uma obra do espírito santo, as centrais não tiveram que desembolsar muito dinheiro pelo fretamento das centenas de ônibus que transportaram os milhares de trabalhadores, nem pelas “quentinhas” que os alimentaram.

Os sindicalistas da Força Sindical apoiaram efusivamente o programa de privatização do governo tucano. Quando tomaram o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga das mãos da Central Única dos Trabalhadores — CUT, apoiaram a privatização da Usiminas e se deram bem. Em Volta Redonda, sede da histórica Companhia Siderúrgica Nacional — CSN, também assumiram a direção do sindicato dos metalúrgicos local e como o Clube de Investimento dos Trabalhadores tinha 10% das ações da usina privatizada, ele seria o fiel da balança que daria o controle da empresa — ou não — a um dos grandes investidores que disputavam o comando da empresa.

Paulo Pereira da Silva era então o já influente presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo quando um dia surgiu na sua porta um empresário que ele não conhecia, e que se identificou como Benjamin Steinbruch, do grupo Vicunha — um dos donos da CSN privatizada que disputaria o controle com outros investidores, entre eles o banqueiro e ministro José Eduardo de Andrade Vieira, do Bamerindus.

Steinbruch revelou a Paulinho que Vieira poderia estar “comprando” (com dinheiro) os sindicalistas que controlavam o Clube de Investimento dos Trabalhadores. Paulinho negou — de fato ele ignorava isso — e, sem nada pedir em troca, como sempre foi seu hábito, garantiu que os trabalhadores apoiassem o que considerassem a melhor proposta, que parece ter sido a de Steinbruch, pois ele ganhou o ambicionado controle. Anos depois, Paulinho candidato a prefeito de São Paulo, bateu à porta de Steinbruch e pediu apoio para sua campanha, que não era competitiva, mas pelo menos o iniciava na política.

— Não tenho negócios na prefeitura de São Paulo, por que o ajudaria? — perguntou Steinbruch, com um sorriso irônico.

— Mas eu também não vou ganhar, Benjamin. Só quero a sua ajuda oficial, dentro da lei, para fazer uma boa campanha.

— Eu já disse, Paulinho, não tenho motivos para lhe ajudar NESTA campanha. Por que eu faria isso?

— Porque eu lhe dei a CSN, não foi o bastante? — cobrou Paulinho.

— Ah! Então é isso! Naquela época eu lhe daria isso e muito mais, peão — redarguiu Steinbruch. — Mas isso é passado. Por que não pediu naquela época?

— Porque não era candidato, seu FDP! — resmungou Paulinho.

E desde então a relação dos dois azedou.

Porque é assim que funciona. Quando um empresário financia uma campanha eleitoral, ele tanto pode compartilhar o programa do partido daquele candidato — essa hipótese não está totalmente descartada — como terá em mente ter apoio do deputado ou senador para seus propósitos no Congresso ou alguma obra ou negócio no estado ou prefeitura cujos mandatários está financiando.

Mas quando Sérgio Motta, coordenador da campanha de José Serra prefeito, em 1996, precisou de recursos urgentes para pagar outdoors, não foi em alguma empresa privada que o “trator” foi buscar recursos. Acionou a direção da estatal Telefônica de São Paulo, Telesp, quando o governador era outro tucano, Mário Covas, e esta se prontificou a fazer imediatamente uma campanha publicitária de outdoors em todo o Estado de São Paulo. Mas na cidade de São Paulo a maioria dos cartazes efetivamente colocados não tinha nenhuma imagem de telefone — só a cara do candidato Serra e sua mensagem eleitoral.

Convivi, portanto, com os tucanos e seus dramas. Não são diferentes de qualquer outro drama, quando se trata de chegar ao poder e mantê-lo. Daí que, apesar de toda a minha simpatia pelo bonachão Fernando Henrique Cardoso, assim como pelo saudoso Sérgio Motta, não tenho — como editor da Geração Editorial — como recusar a publicação deste livro de Palmério Dória. Ele trata, de forma seca e dura, de uma realidade com a qual convivemos e haveremos de conviver enquanto não houver uma reforma política e eleitoral e não encontrarmos um novo sistema de governo que não essa suposta democracia representativa. O menos pior sistema inventado até agora pela humanidade, mas já com sinais de fadiga.

É no interior, nos intestinos desse sistema que se movem os partidos, com seus cabos eleitorais, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e presidentes da República. O mais cândido dos candidatos não consegue livrar-se dos tais recursos “não contabilizados”, eufemismo para “caixa dois” imortalizada pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Daí que quando terminamos a leitura desse livro fascinante de Palmério Dória, em certo momento, estupidificados, seremos obrigados a nos perguntar: onde estava, no reinado dos tucanos, o ministério público, o procurador geral da República, os Joaquim Barbosa daquele tempo? O chamado “mensalão” — tenha existido ou não — parece coisa de amadores diante do profissionalismo de empresários, burocratas e políticos daquele tempo. Nenhuma CPI. Nenhuma investigação que chegasse ao fim. Nenhuma denúncia capaz de levar a um processo e a uma condenação!

Justiça seja feita: os jornais, as revistas, todos, cumpriram com seu papel de denunciar negociatas, comissões pagas a privatas, desvios, atos de pequenas e gigantescas corrupções. Ler — com os olhos de hoje — o que se denunciou no passado chega a ser, mais do que desconfortável, revoltante. A reprodução de capas de revistas e manchetes de jornais, neste livro, mostram que a imprensa naquele tempo cumpriu com o seu papel. Com destaque para o grande jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, que com a ajuda do “Senhor X” (agora revelado como Narciso Mendes) contou com gravações periciadas a história de como votos foram comprados com dinheiro e financiamentos para ajudar na reeleição.

Finalmente: este livro já estava na gráfica quando um bom amigo do PSDB, extremamente próximo ao presidente Fernando Henrique Cardoso, telefonou-me, já alertado da publicação, para fazer um apelo — não publicar — e transmitir um aviso, quase uma ameaça: já estavam constituindo advogado para enfrentar a questão.

Infelizmente, é nosso dever tornar público o que interessa aos cidadãos e refletir à luz dos olhos de hoje sobre o que, tornado público no passado, ficou sem as devidas consequências políticas e judiciais. Muito do que se mostra neste livro nem sequer é novidade: são os mesmos fatos à luz de um novo mundo, um novo Brasil.

Ou seja: como o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu para mim, naquele distante dia em São Francisco, ao fim e ao cabo não existe muita diferença entre “nós e eles” quando o assunto é financiamento de campanhas eleitorais. Por isso — devemos insistir — a necessidade de uma reforma política e do sistema eleitoral.

Quanto ao resto, é História. Pura e simplesmente História.

LUIZ FERNANDO EMEDIATO
EDITOR





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Claudio Estevam Próspero 
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Nossa Espécie (Homo Sapiens Sapiens Demens - Edgar Morin) Agradece!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um ótimo texto para compreender a MISTIFICAÇÃO dos que se beneficiam e, portanto, defendem como Único Caminho a Democracia "Representativa". Sacerdotes de seus interesses, demonizam como inviável a Verdadeira Democracia

REFLITAM E NÃO SE DEIXEM ENVOLVER PELAS IDEIAS DOMINANTES NOS ÚLTIMOS SÉCULOS:   uma construção intelectual muito bem planejada para DISFARÇAR DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO.

Algumas frases retiradas do texto anexo:

“O mundo hoje se encontra em situação paradoxal. Por um lado, produz riqueza suficiente para proporcionar condições de vida dignas a todos os indivíduos; por outro lado, as aflições e carências básicas atingem patamares nunca antes vistos. O que faz com que haja tanta má distribuição e dissipação de recursos? Para responder a essa pergunta é preciso sair do campo da ciência econômica e fazer uma incursão ao campo da ciência política.”


“O poder é auto extinguível e sempre tende à própria dissolução, de forma tanto mais rápida quanto maior o empenho envolvido para preservá-lo. Portanto, todo o esforço para a manutenção do poder é autófago. Manter o poder significa direcionar os recursos disponíveis para a consecução de interesses individuais ou grupais de curto prazo, em detrimento dos interesses gerais e de longo prazo, que mais cedo ou mais tarde acabam por se manifestar para exigir o seu quinhão. Não importa quanto se obtenha de benefícios individuais apartados do interesse geral, nunca poder-se-á evitar o refluxo advindo da ruína do todo. É como fazer um rombo no casco de um barco e depois lutar para conseguir um bom lugar na ponta do mastro: é inócuo, pois todos afundarão juntos, ainda que alguns submerjam um pouco mais tarde...

É exatamente o que ocorre aos Estados na atualidade. Criados inicialmente para proteger e prover as necessidades da população afetada, pouco a pouco foram se dissociando desse objetivo essencial e colocados a serviço de interesses localizados de castas privilegiadas, escravizando, informalmente, a população comum a cargas tributárias absurdas, inflação, burocracia, ineficiência, ignorância, desemprego, fome, miséria etc. Sob o Estado-parasita o cidadão só tem ônus, sempre compartilhando os prejuízos e jamais usufruindo os benefícios. É exaurido já na subsistência básica, seja na dimensão material, seja na dimensão humana.

Esse fenômeno vem-se perpetuando e agravando ao longo de milênios, ao abrigo dos mais diversos sistemas políticos. Surpreendentemente, encontrou seu auge nos últimos duzentos anos sob a chamada democracia representativa, apontada tão deliberada quanto equivocadamente como panaceia capaz de resolver todos os males. Na verdade, a esta altura as populações já se encontram saturadas e sentem com desalento a inviabilidade desse sistema para atender às suas necessidades, mesmo que não sejam capazes de verbalizar conscientemente o sentimento e traduzi-lo em linguagem técnica. Mas o que faz com que continuem a se submeter resignadamente a um sistema inepto é o desconhecimento de alternativas, de opções, de novos referenciais.”


“Entre os mitos postos abaixo, vale destacar que a existência de eleições, partidos políticos, liberdade de expressão, parlamentos/representação, liberdade de imprensa e decisão pela maioria não é condição suficiente e, considerando cada aspecto separadamente, tampouco sempre  necessária para a configuração da democracia. À primeira vista esta afirmação soa como heresia porque o conceito de democracia hoje disseminado é equivocado, distorcido e insubsistente, sequer merecendo tal denominação, por estar demais distante da democracia pura praticada proficuamente ao longo de duzentos anos na Grécia antiga.

No exercício da democracia pura o cidadão não é compelido a nada sob a imposição da obrigatoriedade. Tanto para votar quanto para ser votado, desde que preencha os requisitos estabelecidos, o interessado deve apenas manifestar a sua vontade, auto habilitando-se através de um processo simples, seguro e isento de intermediação ou representação. Obrigar o cidadão a votar, como ocorre atualmente, é uma excrescência que viola o seu direito de se abster quando o cenário político não o cativa o suficiente ou não lhe permite formular julgamento válido entre opções viciadas, apenas contribuindo para diminuir o resultado qualitativo do processo de escolha e favorecendo grandemente a eficácia da manipulação. Portanto, a abstenção também precisa ser respeitada e valorizada como uma forma válida de manifestação de vontade, que ao mesmo tempo indica o nível de motivação política da comunidade e alija do processo os desinteressados.

Notáveis as constatações da pouca importância relativa das eleições frente a meios de escolha mais eficazes e da farsa de que se reveste a representação política, quer se a analise pelo ponto de vista jurídico, político ou técnico. E, ainda, a ausência de atividade legiferante entre as atribuições do Poder Executivo e a ausência de qualquer tipo de propaganda ou marketing, embora todos os atos sejam revestidos de ampla publicidade. Verdadeiramente revolucionárias na democracia pura, contudo, no melhor sentido do termo, são as concepções sobre a absoluta falta de necessidade do político profissional e dos partidos políticos, devido às suas características predadoras da sociedade que os provê, sem dúvida resquícios da instintiva natureza competitiva animal ainda não completamente transcendida para a eletiva natureza cooperativa humana. Afinal, a busca exclusiva do interesse individual fora do contexto geral atua no tecido social como a célula cancerosa no organismo: obcecada apenas pelo seu interesse, deixa de cumprir o seu papel no todo, para de cooperar para o bem-estar geral e se transforma em tumor, paradoxalmente matando o organismo que a mantém viva.

Como não há reeleição [na Democracia Pura], é incogitável a prática política como meio de vida, franqueando a todo cidadão, caso assim o queira, a possibilidade de contribuir para a condução da coletividade, à qual retornará no final do mandato como uma pessoa comum, isenta de privilégios e sujeita aos efeitos de suas próprias ações na vida pública tanto quanto os demais. Já a inadequação dos partidos políticos pode ser deduzida, entre outros motivos, da sua própria denominação. Segundo mestre Aurélio, partido é o que foi dividido em partes, quebrado, fragmentado; ou seja, o que perdeu a integridade. A linguagem é muito mais precisa do que em geral se supõe, a ponto de Monteiro Lobato, citando Carolina Michaelis, dizer que é a maior criação coletiva de um povo. Seria mera coincidência, portanto, o fato de os partidos políticos carecerem de integridade, como se observa à saciedade em quaisquer âmbitos do cenário político?

Ademais, uma facção isolada, ainda que se autoproclame capaz, não tem referenciais suficientes para conduzir o todo de forma satisfatória. Somente com a participação geral e indiscriminada na tomada de decisões é que podem surgir soluções para a governança sadia da sociedade.  Por essa razão, na democracia pura o processo conducente à participação política se inicia pela auto habilitação do interessado e não pela intermediação partidária, eis que esta atua como empecilho ao acesso dos cidadãos realmente preparados, seja técnica, ética ou moralmente, ao priorizar a distribuição das vagas disponíveis a candidatos com apelo popular ou abundantes recursos materiais.

Quem quer que tenha tido algum contato com a praxe política vigente sabe que eleições custam muito dinheiro, e manda no governo quem financia a facção vencedora. A verdadeira motivação e combustível dos partidos políticos são os fluxos de capital, direcionando a atuação do Estado para beneficiar interesses localizados ao invés da população como um todo. As ideologias e posições políticas são apenas a fachada, a camada visível, atingindo hoje a manipulação do povo tal grau de refinamento que se produzem eleições onde todos os candidatos são patrocinados pelos mesmos interesses e a disputa não passa de simulação.

Enquanto a democracia representativa e o sistema político-partidário não forem superados, mesmo todos os esforços das pessoas de boa vontade serão não efetivos, pois os idealistas melhoram as condições no varejo e o sistema vigente as deteriora no atacado... O caos em que o mundo está sendo mergulhado pela busca desenfreada do interesse individual desvinculado do bem-estar geral vai deflagrar a mudança, por absoluta impossibilidade operacional de a humanidade se sustentar por muito mais tempo em um modelo que privilegia a aparência e ignora a essência, privilegia o quantitativo e ignora o qualitativo. Em breve dar-se-á a ruptura, e será imperativo de sobrevivência escolher os ocupantes de quaisquer postos por seus talentos e competências reais. Do ponto de vista social estamos sofrendo de câncer coletivo em estado terminal.”



Leiam com cuidado o texto anexo (20 páginas do livro abaixo): sejamos recipientes da sabedoria, em um primeiro passo.

À seguir sejamos “arautos da Verdade” para limpar o terreno das pragas propagandeadas pelos sacerdotes da DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO disfarçadas de “Governos do Povo, pelo Povo e para o Povo”.

Só após esta limpeza poderemos semear a VERDADEIRA DEMOCRACIA onde as pessoas sejam sujeitos e objetos esclarecidos das ações públicas (estatal NÃO É sinônimo de publico!).


O que é o Movimento Democracia Pura?

Nós do Movimento Democracia Pura defendemos uma efetiva e verdadeira participação dos cidadãos nas decisões públicas. Entendemos que somente existirá democracia quando o poder de decisão estiver de fato ao alcance do povo.

Rejeitamos a representação política, que é o sistema que vigora atualmente, porque o consideramos falho e antidemocrático. O que temos hoje é o governo de uma elite, formada por políticos profissionais, que somente agem em seu próprio proveito, significando enormes prejuízos para a sociedade.

Nossa principal função é o estudo e divulgação de sistemas mais modernos e avançados que podem substituir o modelo atual de representação política com enormes vantagens para o povo.



Movimento Democracia Pura | Facebook
https://pt-br.facebook.com/MovimentoDemocraciaPura


Democracia Pura é o processo em que possibilita ao povo se 

autogovernar, sem intermediários




Uma amostra do livro:





Professor José Vasconcelos explica o conceito básico de 

Democracia Pura. 

► 8:57









Ton Martins tece comentários sobre a Democracia Pura (SuperDemocracia, Democracia 
Direta ou Participativa), combatendo a Democracia Representativa.









Ton Martins comenta e complementa seu primeiro vídeo sobre Democracia Direta.





E, lógico, minhas incursões no assunto:


Esta página é um espaço para discussão sobre "Internetocracia" , algo como 

Democracia Intensificada pela WEB


A Era que está Nascendo: da Internetocracia

- (1a. parte) 


- (2a. parte) 


- (3a. parte) 


- (4a. parte - Final) 





escoladeredes.net

Grupo para escrever interativamente o livro A Terceira Invenção da Democracia. 

O livro está sendo escrito também em um grupo do Facebook 







Vote SIM ou NÃO nos projetos de lei do Congresso e influencie as decisões que afetam todos nós. Ajude a fortalecer nossa democracia! Participe!


PROPOSTA DE UM NOVO SISTEMA POLÍTICO QUE MUDARÁ O BRASIL E O MUNDO! 

Eliminando  A Ditadura Partidária = uma Plutocracia, uma Corruptocracia!


Pensado sob medida para a situação brasileira, chamado de Democracia Semi-Direta Representativa ou simplesmente sistema "Concursário", como tem sido apelidado, ele resume-se ao seguinte:

Extinção dos Partidos (como já prevê a Democracia Direta) e Adoção de Concursos Públicos Seguidos de Eleições para os cargos dos PoderesLegislativo (vereadores, deputados, senadores) e do Executivo (presidente, governadores, prefeitos). Lembrando que não há estabilidade alguma para os aprovados nos concursos e nas eleições: há sim um MANDATO de 4 anos como ocorre no sistema atual (com a diferença de que TODOS os mandatos serão revalidados ou não a cada 2 anos, com a instituição do direito de "Recall" automático - ver abaixo para mais detalhes).

Vivemos hoje em uma ditadura, A Ditadura Partidária, onde as pessoas têm a ilusão de que votar significa uma escolha verdadeira quando na verdade os Partidos é que escolhem PREVIAMENTE todos os candidatos que disputam as eleições.

A primeira e maior responsabilidade pela eleição de políticos corruptos é dos PARTIDOS, pois foram justamente eles que escolheram, que PRÉ-aprovaram esses corruptos para disputarem as eleições. Isso é um FATO que tem sido largamente ignorado, pela mídia, pelos eleitores, pela sociedade em geral.


A ditadura que temos atualmente é a ditadura da corrupção, que é dirigida por grandes interesses econômicos, é contrária à vontade do povo e se disfarça de democracia. É, portanto, uma Plutocracia, uma Corruptocracia!

Para solucionar essa corrupção generalizada presente em todos os partidos é necessário a extinção de todos eles. Eles serão substituídos porAdministradores Legisladores Públicos, aprovados em Concursos Públicos, seguidos de Eleições e com os eleitores tendo o devido direito de VETO, caso decidam que nenhum dos aprovados nos concursos tem a intenção ou capacidade de administrar de forma correta o Brasil (caso isso ocorra, o processo eleitoral será reiniciado e os "segundos" melhores aprovados que estarão na "lista de espera" serão chamados para disputarem as eleições).

Conheça a Proposta: