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sábado, 2 de abril de 2016

O VERDADEIRO GOLPE (do qual temos sido vitimas frequentes): Ponte para o Futuro (QUAL?) O Plano para um Governo Acuado pelo Sistema Financeiro (Seja Dilma / Temer ou ?)
















"EM PRIMEIRO LUGAR:" [!?] [Sempre socializar prejuízos?]

- "acabar com as {{{vinculações constitucionais estabelecidas}}}, como no caso dos {{{ gastos com saúde e com educação}}}"

- "aposentadoria: idade mínima que não seja inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres

- fim de todas as indexações, seja para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais.

- primeiro objetivo de uma política de equilíbrio fiscal é interromper o crescimento da dívida pública [$ antes do Social]

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>>> "Sua solução será muito dura para o conjunto da população, terá que conter medidas de emergência:

- "As despesas públicas primárias, ou não financeiras, têm crescido sistematicamente acima do crescimento do PIB, a partir da Constituição de 1988. [Pág 6/19 3o. parágrafo] [C1]

- "... em primeiro lugar acabar com as {{{vinculações constitucionais estabelecidas}}}, como no caso dos {{{ gastos com saúde e com educação,}}} [Pág 9/19 2o. parágrafo] [C2]

- "Outro elemento para o novo orçamento tem que ser o fim de todas as indexações, seja para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais. A cada ano o Congresso, na votação do orçamento, decidirá, em conjunto com o Executivo, os reajustes que serão concedidos. A indexação dos gastos públicos agrava o ajuste em caso de alta inflação. [Pág 10/19 1o. parágrafo] [C3]

- "... é preciso introduzir, mesmo que progressivamente, uma idade mínima que não seja inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres, com previsão de nova escalada futura dependendo dos dados demográficos.

- "O primeiro objetivo de uma política de equilíbrio fiscal é interromper o crescimento da dívida pública, num primeiro momento, para, em seguida, iniciar o processo de sua redução como porcentagem do PIB. O instrumento normal para isso é a obtenção de um superávit primário capaz de cobrir as despesas de juros menos o crescimento do próprio PIB. A reforma fiscal permitirá, não apenas controlar a trajetória explosiva da dívida pública, bem como contribuirá para a redução da taxa de inflação e a redução da taxa de juros e do custo da dívida." [C4]
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Comentários:

[C1] **** [E as financeiras, não cresceram? Muito mais!]

[C2] **** ['A cada ano a sociedade e o parlamento elegem suas prioridades, conforme os recursos e as necessidades' - com a estrutura de "representatividade" atual ($1 = 1 voto dos financiados pelo Mercado) como a Sociedade pode atribuir ao Parlamento definir os perdedores / ganhadores do Orçamento? Com as vinculações já há um imenso desequilíbrio entre Despesas Sociais (minimas) e Serviço da Divida (mais de 40% do Orçamento)! Como será sem elas?]

[C3] **** [As obrigatoriedades da Lei de Responsabilidade Fiscal para GARANTIR OS GANHOS DO SISTEMA FINANCEIRO serão retiradas?]

............"A cada ano o Congresso, na votação do orçamento, decidirá, em conjunto com o Executivo, os reajustes que serão concedidos. A indexação dos gastos públicos agrava o ajuste em caso de alta inflação. Nunca devemos perder de vista que a maioria da sociedade não tem suas rendas indexadas, dependendo sempre do nível de atividade econômica para preservar seu poder de consumo. A indexação das rendas pagas pelo Estado realiza uma injusta transferência de renda, na maioria das vezes prejudicando as camadas mais pobres da sociedade. 

Quando a indexação é pelo salário mínimo, como é o caso dos benefícios sociais, a distorção se torna mais grave, pois assegura a eles um aumento real, com prejuízo para todos os demais itens do orçamento público, que terão necessariamente que ceder espaço para este aumento. Com o fim dos reajustes automáticos o Parlamento arbitrará, em nome da sociedade, os diversos reajustes conforme as condições gerais da economia e das finanças públicas.

Em contrapartida a este novo regime, novas legislações procurarão exterminar de vez os resíduos de indexação de contratos no mundo privado e no setor financeiro." [Pág 10/19 1o. parágrafo]

[C4] **** [As Despesas Sociais serão "desvinculadas" por Lei (Congresso). As Despesas Financeiras serão auto reguladas pelo Sistema de Mercado (Leia-se Mercado Financeiro - o principal Financiador de Campanhas de Políticos. Alguém tem dúvidas de quem ganhará neste novo(?) modelo de solução de conflitos distributivos do Orçamento?]

..........."Juros e dívida pública
A dívida pública brasileira já se situa em torno de 67% do PIB, com tendência de seguir crescendo, podendo chegar, na ausência de reformas estruturais, a 75% ou 80% ainda no atual governo. 

Os países europeus e os Estados Unidos têm uma dívida muito mais alta, especialmente após a crise de 2008, que levou esses países a aumentar o gasto público em proporções inéditas na história do capitalismo. Tanto os Estados Unidos como a França, a Inglaterra e a Itália têm dívidas maiores que o total do PIB. 

Mas entre nós e eles existe uma diferença que muda toda a história. Para títulos de 10 anos, o tesouro americano para um juro nominal de 2,30% ao ano, quase zero em termos reais. A França, a Inglaterra e a Itália pagam praticamente a mesma coisa. O Japão, para uma dívida que é maior do que o dobro do PIB, paga 0,49% de juros. Mesmo os emergentes pagam um preço menor do que nós; a Índia paga 8,19% e a Rússia, 9,98. ====> Nós pagamos juros de 14%. [Por quê?]

A este preço nossa dívida pública vai custar 8% do PIB em 2015, e, durante pelo menos as duas últimas décadas, a conta nunca foi inferior a 5% do PIB. [Pág 13/19 3o. parágrafo]

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Trechos destacados do documento [Recomendo a LEITURA COMPLETA antes que seja muito tarde...]:

Uma Ponte para o Futuro - PMBD - Fundação Ulysses Guimarães - Brasília, 29 de outubro de 2015

[CONSENSO FABRICADO PELA MÍDIA:] Todas as iniciativas aqui expostas constituem uma necessidade, e quase um consenso, no país. 
A inércia e a imobilidade política têm impedido que elas se concretizem. 
Pág [2/19]

[CRISE PARA QUEM?:] O Brasil encontra-se em uma situação de grave risco. Após alguns anos de queda da taxa de crescimento, chegamos à profunda recessão que se iniciou em 2014 e deve continuar em 2016. Dadas as condições em que estamos vivendo, tudo parece se encaminhar para um longo período de estagnação, ou mesmo queda da renda per capita. O Estado brasileiro vive uma severa crise fiscal, com déficits nominais de 6% do PIB em 2014 e de inéditos 9% em 2015, e uma despesa pública que cresce acima da renda nacional, resultando em uma trajetória de crescimento insustentável da dívida pública que se aproxima de 70% do PIB, e deve continuar a se elevar, a menos que reformas estruturais sejam feitas para conter o crescimento da despesa. 

Estagnação econômica e esgotamento da capacidade fiscal do Estado não são fenômenos circunscritos apenas à esfera econômica. São fontes de mal-estar social e de conflitos políticos profundos. 

Entre nós o fenômeno pode ocorrer em um grau amplificado, pois partimos de um ponto em que o Estado, embora grande, não presta os serviços que parece prometer e a economia, ainda pobre ou de renda média, está longe de oferecer oportunidades e renda adequada para a maioria absoluta da população. Como agravante temos um sistema político sem raízes profundas na sociedade, muito fragmentado, sem articulação e com baixa confiança da população. 
[Pág 3/19]

Nosso desajuste fiscal chegou a um ponto crítico. [[Sua solução será muito dura para o conjunto da população, terá que conter medidas de emergência ]], mas principalmente reformas estruturais. É, portanto, uma tarefa da política, dos partidos, do Congresso Nacional e da cidadania. Não será nunca obra de especialistas financeiros, mas de políticos capazes de dar preferência às questões permanentes e de longo prazo. É também uma tarefa quase heroica que vai exigir o concurso de muitos atores, que precisarão, pelo tempo necessário, deixar de lado divergências e interesses próprios, mesmo que tenham que retomá-los mais adiante.

Nos últimos anos é possível dizer que o Governo Federal cometeu excessos, seja criando novos programas, seja ampliando os antigos, ou mesmo admitindo novos servidores ou assumindo investimentos acima da capacidade fiscal do Estado. 
[Pág 5/19]

[QUAIS LOBISTAS CONTROLARÃO O ORÇAMENTO?] Foram criadas despesas obrigatórias que têm que ser feitas mesmo nas situações de grande desequilíbrio entre receitas e despesas, e, ao mesmo tempo, indexaram-se rendas e benefícios de vários segmentos, o que tornou impossíveis ações de ajuste, quando necessários. Durante certo tempo houve espaço para a expansão da carga tributária e evitaram-se grandes déficits. Como também houve um certo crescimento econômico que permitiu aumento das receitas fiscais. O crescimento automático das despesas não pode continuar entronizado na lei e na Constituição, sem o que o desequilíbrio fiscal se tornará o modo padrão de funcionamento do Estado brasileiro. [Pág 7/19] -[Comentário: Por que as despesas obrigatórias tem que ser apenas com o Sistema Financeiro - Divida?]

O orçamento público numa sociedade em que os gastos públicos representam mais de 40% da renda nacional é a principal arena para os conflitos distributivos, onde os diferentes interesses, inclusive os mais legítimos, lutam para se apropriar de maior parcela de recursos. Num país em que o sistema político é visto com desconfiança, os diversos grupos de interesse tratam de esquivar-se das incertezas do orçamento anual, tratando de inscrever na pedra da Constituição as suas conquistas, reservando-as das mudanças nas inclinações políticas ou mesmo das incertezas da conjuntura econômica. 

No Brasil, a maior parte do orçamento chega ao Congresso para ser discutido e votado, com a maior parte dos recursos já previamente comprometidos ou contratados, seja por meio de vinculações constitucionais, seja por indexação obrigatória dos valores. Assim, a maior parte das despesas públicas tornou- se obrigatória, quer haja recursos ou não. Daí a inevitabilidade dos déficits, quando os recursos previstos não se realizam, ou porque as receitas foram superestimadas, ou porque houve retração na atividade econômica, e, portanto perda de receitas. Os esforços de ajuste, quando estes são requeridos, acabam se concentrando numa parcela mínima do orçamento, o que torna o ajuste mais difícil e menos efetivo. Esta é uma das razões principais porque as despesas públicas tem crescido sistematicamente acima do PIB. Enquanto as receitas também cresciam neste ritmo, a situação parecia controlada. Hoje o aumento sem limite da carga tributária não é mais uma possibilidade!

O orçamento é a peça mais importante de uma legislatura. Para este fim é que os parlamentos foram criados no moderno Estado de direito. E assim continua sendo na maioria das grandes democracias modernas. Se quisermos atingir o equilíbrio das contas públicas, sem aumento de impostos, não há outra saída a não ser devolver ao orçamento anual a sua autonomia. A cada ano a sociedade e o parlamento elegem suas prioridades, conforme os recursos e as necessidades. Se houver erro, poderá ser corrigido no ano seguinte e não perdurar para sempre. 

Para um novo regime fiscal, voltado para o crescimento, e não para o impasse e a estagnação, precisamos de novo regime orçamentário, com o fim de todas as vinculações e a implantação do orçamento inteiramente impositivo. A despesa orçada terá que ser executada, sem ressalvas arbitrárias, salvo em caso de frustração das receitas, caso em que se aplicarão às despesas um limitador médio, com índices previamente aprovados pelo Congresso podendo ser variáveis, mas produzindo sempre uma redução final suficiente para o equilíbrio, ao longo do ciclo econômico. [Pág 8 e 9 /19] 

[Comentário: 'A cada ano a sociedade e o parlamento elegem suas prioridades, conforme os recursos e as necessidades' - com a estrutura de "representatividade" atual ($1 = 1 voto dos financiados pelo Mercado) como a Sociedade pode atribuir ao Parlamento definir os perdedores / ganhadores do Orçamento? Com as vinculações já há um imenso desequilíbrio entre Despesas Sociais (minimas) e Serviço da Divida (mais de 40% do Orçamento)

Como será sem elas?]

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Ao contrário do que dizem os MERCADORES DA MORTE, os MISSIONÁRIOS ACADÊMICOS / MIDIÁTICOS da RELIGIÃO DE WALL STREET, que SATURAM praticamente toda a IMPRENSA com sua VISÃO DO CAMINHO ÚNICO DO MERCADO, e DEMONIZAM como revolucionários ingênuos, sonhadores ou diabólicos ladrões da 'prosperidade do mercado' - O ÚNICO E VERDADEIRO DEUS - qualquer pessoa que tente questionar suas "verdades inquestionáveis",

EXISTEM ALTERNATIVAS - pois o Atual Mecanismo de Acesso e Troca de Bens e Serviços é uma tecnologia humana e, como tal, imperfeita e passível de APRIMORAMENTO, EVOLUÇÃO.

Dinheiro- o 'Sistema Circulatório da Economia de Mercado'
--- " Não há falta de comida no mundo. 
--- O que ocorre é que um grande número de seres humanos NÃO TEM DINHEIRO PARA COMPRAR COMIDA! " (não têm como ser atendidos pelo atual Mecanismo de Acesso e Trocas de Bens e Serviços - o Sistema de Mercado)

Algumas das propostas, em estudo e / ou pilotos de implantação, para superar as limitações do atual Mecanismo de Acesso e Trocas de Bens e Serviços (Sistema de Mercado):...


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NA IMAGEM:

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Uma Ponte para o Futuro - PMBD - Fundação Ulysses Guimarães - Brasília, 29 de outubro de 2015

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Capitalismo Parasitário (2010) - Bauman, Zygmunt - Zahar 
O aclamado sociólogo Zygmunt Bauman lança nesse novo livro o seu olhar crítico sobre temas variados do mundo contemporâneo: cartões de crédito, anorexia, bulimia, a crise financeira de 2009 e suas possíveis soluções, a inutilidade da educação nos moldes atuais, a cultura como balcão de mercadorias... Todos são fenômenos que colaboram para o mal-estar dominante em nossas sociedades, e estão brilhantemente relacionados ao conceito de liquidez desenvolvido pelo sociólogo. 

Resumo: 
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Vida para Consumo (2008) - A Transformação das Pessoas em Mercadoria - Bauman Zygmunt - Zahar
Zygmunt Bauman nos revela a verdade oculta, um segredo bem guardado da sociedade contemporânea: a sutil e gradativa transformação dos consumidores em mercadorias. As pessoas precisam se submeter a constantes remodelamentos para que, ao contrário das roupas e dos produtos que rapidamente saem de moda, não fiquem obsoletas. Bauman examina ainda o impacto da conduta consumista em diversos aspectos da vida social: política, democracia, comunidades, parcerias, construção de identidade, produção e uso de conhecimento. E não esquece de analisar como esta característica parece evidente no mundo virtual: redes de relacionamento, como Orkut e MySpace, não trabalham com a idéia do homem como produto?

Resumo (Comunidade Virtual de Antropologia):

A VIDA PARA CONSUMO
"Bush sugeriu, após o 11/09: 'fazer luto'?-'rezar'?-'ter esperança'? Não. Ele disse para 'comprarmos'!

Assista (11 minutos):
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MONOPOLY ou BANCO IMOBILIÁRIO: jogos de tabuleiro - uma das mais antigas e eficazes FERRAMENTAS DE DOUTRINAÇÃO de jovens e adultos para os RITUAIS COMPETITIVOS da IDEOLOGIA DE WALL STREET: 'Só deve restar UM: o Ganhador. Aquele que TOMA todas as PROPRIEDADES dos outros jogadores.' Jogo sem espaço para alianças ou cooperação, possíveis até em jogos de guerra, como WAR!

Diferenças entre o Monopoly e o Banco Imobiliário:

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VER TAMBÉM:
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Internetocracia - Brasil - 26 de setembro de 2015
'ESTE' AJUSTE FISCAL = ARROCHO SOCIAL! NOVAMENTE?? - Vamos construir uma alternativa de Ajuste Fiscal Democrática e JUSTA?
--- Servidores Federais: Fórum que representa 90% da categoria prepara reação a adiamento de reajuste salarial e corte de abono, em 2015
--- Secretário de Alckmin diz que docentes não terão reajuste em 2015

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Internetocracia - Brasil - 25 de outubro de 2015 
**** PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA, DE DÉCADAS, NÃO DEBATIDO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. ****
------ "Não há mais como escamotear, a inexplicável política de juros altos praticada no Brasil é resultado de luta de classes. E a classe dos banqueiros tem vencido sistematicamente. Não se trata nem mais de uma questão técnica, mas política."

------ "Como na lenda do Minotauro, juros são tributo imposto à sociedade brasileira pelos mais ricos. Como eles paralisam o país e o tornam mais desigual. Por que é possível vencê-los."

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Internetocracia - Brasil - 8 de novembro de 2015
Saiba porque o seu DIREITO A UMA APOSENTADORIA DIGNA está sob ataque (“A partir do Governo Collor, a reforma da Previdência (reduzir direitos dos segurados e enfraquecer o sistema) passou a constar das agendas de todos os governos, até o governo atual”)

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Internetocracia - Brasil - 8 de novembro de 2015
Auditoria Cidadã da Dívida:
? ? ? ? ? Jornalismo compactua com elite financeira—por quê?

--- "Os bancos e as agências de risco tornaram-se os ditadores do Ocidente. Exatamente como os Mubaraks e Ben Alis, os bancos acreditaram – e disso continuam convencidos – que seriam proprietários de seus países.

--- As eleições no Ocidente – que deram poder aos bancos e às agências de risco, mediante a colusão de governos eleitos – tornaram-se tão falsas quanto as urnas que os árabes, ano após ano, eram obrigados a visitar, décadas a fio, para ‘eleger’ os proprietários deles mesmos, de sua riqueza, de seu futuro.

--- Goldman Sachs e o Real Banco da Escócia converteram-se nos Mubaraks e Ben Alis dos EUA e da Grã-Bretanha, cada um e todos esses dedicados a afanar a riqueza dos cidadãos, garantindo ‘bônus’ e ‘prêmios’ aos seus próprios gerentes pervertidos. Isso se fez no Ocidente, em escala infinitamente mais escandalosa do que os ditadores árabes algum dia sonharam que fosse exequível."



"Os dados da policia federal que apareceram nos jornais da grande mídia, mostraram que entre 2002 e 2012, saíram dos cofres públicos, a titulo de corrupção, aproximadamente R$ 51 bilhões, muito dinheiro. Eu fiz a soma dos pagamentos de juros e amortizações, no mesmo período, saíram dos cofres públicos, mais de R$ 7 trilhões, quase 140 vezes o valor da corrupção. Não que a corrupção não deva ser enfrentada, mas fica claro que a corrupção do varejo é só uma cortina de fumaça. A grande corrupção que não é enfrentada, nem disseminada na grande mídia, chama-se Dívida Pública. "

"As GRANDES CORPORAÇÕES desse país devem mais de R$ 1,5 trilhões em tributos, de acordo com os dados da Receita Federal, que se pagos poderiam melhorar e muito a nossa vida. Isso é corrupção?"

"Todos falam que devemos respeitar a Constituição. O art. 26 ADCT, fala em criar uma comissão mista ( Câmara e Senado) para realizar uma Auditoria na dívida externa, um ano após a promulgação da CF/1988, já se passaram mais de 27 anos, nada foi feito. Causando um enorme prejuízo a nação e sua população. Isso é corrupção?"

"Montanhas de dinheiro são desviados para os paraísos fiscais, a título de esconder dinheiro ou lavar dinheiro. Sabem quem faz isso, as GRANDES CORPORAÇÕES desse país, que hoje apontam o dedo para acusar de corrupção o governo. Isso é corrupção?"

"Tem um suspeita, que já foi enviada ao STF. Comprovada pelo prof Adriano Benayon, através de uma estudo denominado: Anatomia de uma fraude a Constituição - O artigo 166 da CF, de acordo com o estudo, comprovante que esse artigo na linha "b" que garante o pagamento da dívida pública, não foi votado no primeiro turno, entanto como se fosse um contrabando, na redação final. Leia o artigo, encontrasse da prof Google. Isso é corrupção?"

"O Sistema cria mitos, que repetidos inúmeras vezes na grande mídia, torna-se verdade. É o caso da Previdência Social, que a mídia alardei o seu grande déficit. No estudo da Anfip, entre 2005 e 2014, a Previdência Social teve um superávit de mais de R$ 500 bilhões. Mas se isso for admitido, os governos teriam que melhorar o salário mínimo, aposentadorias e etc. Mas o principal objetivo desse ataque é capturar o segundo maior orçamento da União. Na realidade a Seguridade Social está formada em um tripé: Previdência Social - 21,76% - Assistência Social - 3,08% e Saúde - 3,98%. Totalizando 28,82%, que representaria mais de R$ 600 bilhões em 2014, por exemplo. É atrás dessa quantia que o grande Capital captura o Estado e obrigada sacrificar o povo para garantir mais lucratividade."

"Gostaria que vocês respondessem essas poucas indagações e se vocês não se der por satisfeito com os fatos, posso enviar mais argumentos ratificando como esse processo neoliberal está sendo instalado no Brasil. Um abraço, sem rancor. Isso não é briga édebate.

Precisamos aprofundar nossa visão, para que não caiamos na vala comum."

Paulo Lindesay - Membro da Auditoria Cidadã RJ


          Auditoria Cidadã da Dívida - GRUPO

sábado, 13 de setembro de 2014

No caminho da Tirania Corporativa - Como as corporações e os seus agentes políticos estão destruindo o sonho americano


CAPÍTULO V 
No caminho da Tirania Corporativa 

Esta cultura representa a realização de um velho ideal de gestão: obter um consentimento universal, não através da força pura e simples, mas com a criação de um ambiente que tornaria impossível a dissidência.
—Mark Crispin Miller

Embora raramente discutido em nossos fluxos hegemônicos de notícias [mainstream: Mídia Corporativa], há uma disputa épica e furiosa de poder, dentro dos Estados Unidos, que coloca a elite corporativa contra os defensores da democracia. Para a elite, os frutos da vitória são muito mais do que apenas os elevados postos de comando da economia global; é todo o nosso sistema político. Isto levanta a pergunta simples: Por que a elite corporativa quer ou precisa de mais poder?

Afinal, eles já desfrutam de salários exorbitantes, os mais altos do mundo livre, enquanto o valor total de suas empresas - abrangendo todo o planeta - excede a de muitos Estados soberanos. Enquanto isso, o mercado de ações, apesar de um mercado de trabalho que está se debatendo, está fazendo um tremendo negócio. No entanto, os mestres do universo ainda não estão contentes.

Por que os líderes de negócios dos Estados Unidos sentem a necessidade de controlar o nosso processo político também? Por que eles devem controlar todo o jogo?

Em relação ao acúmulo de poder, uma coisa é clara: Estes indivíduos nunca estarão satisfeitos, e sua sede de maior influência nunca se apagará. Isso porque quanto mais poder e influência um determinado grupo adquire, mais deseja e necessita. De um ponto de vista maquiavélico, isso é compreensível uma vez que qualquer grupo que acumula autoridade excessiva em breve se tornará o alvo da suspeita e até mesmo repugnância do resto sociedade, que inerentemente entende os perigos da obtenção, por um grupo, de poderes absolutos.

A usurpação do poder que estamos testemunhando hoje, no entanto, é de uma natureza muito mais sutil do que em outros períodos da história. Hoje, a batalha está ocorrendo sem tanta visibilidade, como um tiroteio por trás das portas fechadas do Congresso e dos tribunais, onde os nossos representantes governamentais, vendendo-se como prostitutas baratas para lobistas corporativos, tem destruído qualquer noção de democracia.

A infinita sabedoria de nossa sagrada Constituição está sendo minado por um sistema político que tanto defende quanto é dependente do poder corporativo. Com a Suprema Corte sob as suas asas, nossos super senhores [overlords] políticos e empresariais estão colocando o máximo de espaço possível entre eles e o processo democrático. O povo americano, apesar de alguns bolsões de resistência mais obstinados, são impotentes diante desse sequestros.

Ao mesmo tempo, a comunidade dos jornalistas - membros do chamado Quarto Poder, cuja função é soar o alarme sobre os ataques contra a sociedade civil - são amplamente empregadas pelas mesmas forças das empresas que estão destruindo nossa sociedade. Com exceção de alguns corajosos empreendedores privados, a elite corporativa controla todo o ambiente social e cultural. Através de suas vastas propriedades de mídia, só eles decidem o que é e o que não é importante para a discussão e o debate público.

Eles inundam os mercados de mídia com entretenimento estúpido - de músicas a filmes e revistas - que servem principalmente para perturbar, degradar intelectualmente  e distrair de questões cruciais. Eles nos lembram repetidamente sobre a ameaça terrorista, enquanto a ameaça real para a nossa sociedade continua a rondar Wall Street como uma matilha de lobos raivosos, preparando o bote para sua próxima matança fácil. As pessoas da América, outrora orgulhosas e auto-suficientes, tornaram-se tão sobrecarregadas com assuntos supérfluos que não conseguem reconhecer os seus novos senhores, os senhores corporativos, que nos fornecem alegremente tudo sob o sol - inclusive muitas de nossas próprias opiniões - tudo para nos escravizar.

Entretanto, como as contradições econômicas de nossa sociedade continuam a proliferar, estamos nos aproximando a cada dia de uma guerra de classes total. Aqueles que pensam que isso é um exagero (Warren Buffett e George Soros não pensam) só precisam considerar a forte presença de polícia paramilitar em todos os eventos financeiros globais e as medidas extremas tomadas para eliminar o debate democrático e a oposição.

Apesar de nossos líderes políticos e corporativos verem claramente que a sua agenda global é geralmente repugnante para a maioria das pessoas, isso não os impede de tentar reconstruir o Sonho Americano em conformidade com os interesses de sua própria classe limitada. Eventualmente esse caldeirão fervente de contradições, o qual é visível na desigualdade e na privação de direitos de milhões de americanos, deve explodir sua tampa a menos que seja permitido florescer uma nova visão política.

Tradução das páginas 129 a 131 de:

Midnight in the American Empire: How Corporations and Their Political Servants are Destroying the American Dream2012 Robert Bridge
Meia-noite no Império Americano Como as corporações e os seus agentes políticos estão destruindo o sonho americano2012 Robert Bridge

Ver também tradução do Prefácio e Índice em:

2012 Robert Bridge: Meia-noite no Império Americano-Como corporações e seus agentes políticos estão destruindo o Sonho Americano // Deveria o Mundo dos Negócios ser separado da Política, como foi o caso com a separação entre Igreja e Estado?
http://poltica20-yeswikican.blogspot.com.br/2014/08/2012-robert-bridge-meia-noite-no.html

sábado, 30 de agosto de 2014

2012 Robert Bridge: Meia-noite no Império Americano-Como corporações e seus agentes políticos estão destruindo o Sonho Americano // Deveria o Mundo dos Negócios ser separado da Política, como foi o caso com a separação entre Igreja e Estado?




     Hoje, os economistas, corporações empresariais e instituições financeiras estão atraindo os tiros dentro de nossa democracia, e isso tem tido um impacto significativo em outras áreas da vida que não estão diretamente relacionados com negócios. A agenda corporativa não tem nenhum respeito para com as áreas mais sensíveis da vida, como a cultura, a filosofia e o meio ambiente. Portanto, é necessário cuidar dos assuntos que ficam fora do cenário imediato da economia, e que são extremamente vulneráveis ​​a invasões por forças concentradas de poder econômico.

      O espectro do poder empresarial que influencia todos os aspectos de nossas vidas, desde os tipos de programas que nossos filhos estão assistindo na televisão, a extensão em que as empresas patrocinam nossas campanhas presidenciais, até mesmo a nossa forma de fazer guerra - vai ao cerne de nosso patrimônio nacional. Na verdade, ele vai ao coração do que significa ser americano.

     O poder corporativo atingiu um grau de influência em nossa vida diária, que teria sido condenado como absolutamente escandaloso por nossos Pais Fundadores. Assim, é nosso dever patriótico decidir se o nível atual de poder e influência corporativa é destrutivo para a república, a longo prazo. Se chegarmos à conclusão de que é, então agora é a hora de agir. As decisões que tomarmos (ou deixarmos de tomar) neste momento histórico crítico afetarão para sempre o curso do destino da nossa nação.

Deveria o Mundo dos Negócios ser separado da Política, como foi o caso com a separação entre Igreja e Estado?

Prefácio
     Nós, o povo [norte-] americano, estamos agora enfrentando uma ameaça definitiva: apesar de nossa devoção feroz a independência e liberdade, um punhado de empresas poderosas e interconectadas atendem todas as nossas necessidades sociais e culturais. Elas nos alimentam,vestem e nos dão uma hipoteca. Elas entregam notícias e entretenimento em nossas salas de estar 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana). Quando a dor e o sofrimento são muito grandes,eles nos vendem o medicamento caro. Como a maioria das oportunidades empreendedoras foi consumida por estes monstros monolíticos, dependemos de empresas para nos fornecer empregos e uma aposentadoria decente. Em suma, nós dependemos de corporações para tudo.O Sonho Americano, no entanto, nunca será encontrado em uma prateleira do Wal-Mart. A trágica ironia da nossa situação é que, ao mesmo tempo em que as corporações fornecem-nos tudo, eles tiram o que há de mais precioso: a nossa independência, liberdade e democracia.

     A agenda principal da América corporativa não é mais simplesmente a tarefa de fazer dinheiro.Seu objetivo é controlar as esferas econômicas, social e políticas, e essa tarefa está quase cumprida. Em oposição direta ao espírito da Constituição dos EUA, este usurpador comprou uma presença dominante no interior do nosso sistema político bi-partidário, no entanto, não é controlado / responsabilizável pelo devido processo democrático. Desde a recente aprovação de legislação ferozmente pró-negócios, a um aparato de lobby bem financiado e financiamento de campanhas eleitorais, os nossos representantes no governo tornaram-se os servos submissos de interesses corporativos. Como um câncer rapidamente se espalhando, o poder corporativo sem controle está infligindo danos irreparáveis ​​ao corpo político; ele deve ser removido antes que a república sofra colapso total. No entanto, fechamos nossos olhos para a nossa situação, na crença de que as corporações e as pessoas que as gerenciam são, de alguma forma, um complemento ao processo democrático. Eles não são.

     Enquanto, as entidades corporativas se tornam as novas estrelas do jogo dentro de nossas comunidades, nós, o povo - os indivíduos rudes que fizemos a América grande - só podemos assistir passivamente, à margem do campo da partida. Esta dramática inversão de papéis nos foi imposta por uma série de decisões judiciais impressionantes que concederam "pessoalidade" às corporações, enquanto lhes permite evitar os desprazeres que vêm com essa designação (como morrer polidamente, pagar sua parte justa da carga fiscal e permanecer fora da arena política, por exemplo). Este sequestro corporativo foi possível graças à colaboração   inconstitucional entre os mundos empresarial e político.

     De Main Street a Wall Street, no entanto, as pessoas estão começando a fazer algumas perguntas difíceis a respeito desta captura sem precedentes de poder. Por exemplo, onde os limites da sociedade civil e do mundo corporativo começam e terminam? Quais são as consequências para a nossa herança democrática se não houver fronteiras definidas separando a esfera política da econômica? O que essa  transformação radical significa para o nosso sistema político, que é amplamente dominado por dois partidos, os quais recebem do mundo corporativo a parcela do leão de seu financiamento de campanha? Deveria o mundo dos negócios ser separado da política, como foi o caso com a separação entre igreja e estado? Finalmente, o que o crescimento do poder corporativo significa para o nosso "individualismo áspero", que garante aos homens e mulheres, como indivíduos, o direito de competir contra outros indivíduos (como o capitalismo originalmente pretendia), ao invés de contra organizações monstruosas e sem rosto?

   O mundo regularmente otimista das grandes empresas, muito antes da crise financeira de 2008 ter explodido em cena, estava começando a expressar preocupações semelhantes sobre o que está se tornando o principal problema dos nossos tempos. "Velhas certezas", escreveu o Financial Times, em um editorial sincero de Primeiro de Maio "foram substituídas por uma visão de um mundo sem lei, fora do controle dos indivíduos, em que as empresas com fins lucrativos atropelam livremente as culturas locais. Embora poucas pessoas pareçam preparadas para sacrificar as vantagens do capitalismo, muitos anseiam de alguma forma  por fechar as persianas." [1]

    Até mesmo o próprio maestro da economia, Alan Greenspan, que serviu por quase duas décadas, como presidente do Federal Reserve Board, admitiu que apesar da eliminação do comunismo como um rival, o capitalismo e a globalização também não estão fora de perigo."Embora o planejamento central não seja mais uma forma acreditável de organização econômica, está claro que a batalha intelectual por seu rival  - capitalismo de mercado livre e globalização -está longe de ser ganha", escreveu ele. Então, depois de fornecer uma ladainha das grandes conquistas do capitalismo, como a redução da pobreza e o aumento da expectativa de vida, Greenspan admitiu que, para muitos, "o Capitalismo ainda parece difícil de aceitar, menos ainda de abraçar totalmente. " [2]

    De acordo com uma pesquisa recente, a fé no livre mercado atingiu seu ponto mais baixo de todos os tempos, nos Estados Unidos. Em 2002, 80 por cento dos norte-americanos entrevistados por GlobeScan, uma agência de pesquisas, concordou "fortemente" ou "pouco" que o livre mercado era o melhor sistema econômico para organização de nossa sociedade. Até 2010, o número de indivíduos que declararam fé inabalável em mercados livres caiu para 59 por cento dos inquiridos. Nos estratos menos favorecidos de norte-americanos, aqueles que ganham menos de US $ 20.000, "a fé no capitalismo caiu de 76% para 44% em apenas um ano.”  [3]

Financial Times, May 1, 2001, 12.
2 Alan Greenspan, The Age of Turbulence (London: Penguin Books, 2008), 267–268.
3 “Market troubles,” The Economist, April 6, 2011. For G lobeScan data, see

    Quando ajustado corretamente, o capitalismo corporativo é o motor que guia algumas das maiores conquistas da humanidade. Quando ele sai de sincronia, no entanto, é o sistema econômico mais perigoso jamais  concebido, e certamente o mais vulnerável a reação pública. De fato, à luz do movimento popular contra a globalização, muitas pessoas sentem que este grande experimento está pendurado ao final de sua corda de esperança espiritual e física. Tais sentimentos foram apenas exasperados com a crise econômica de 2008, que testemunhou os culpados desta crise global, ou seja, as instituições financeiras e as corporações transnacionais, escaparem  incólumes graças em grande parte a uma ajuda maciça dos governos [bailout e buy-in:assistência financeira a uma empresa ou a economia para salvá-la da falência / compra de ações].  Este assalto em plena luz do dia levou a níveis de tirar o fôlego a consciência das desigualdades econômicas, sociais e políticas, o que não pode mais ser ignorado.

     Hoje, os economistas, corporações empresariais e instituições financeiras estão atraindo os tiros dentro de nossa democracia, e isso tem tido um impacto significativo em outras áreas da vida que não estão diretamente relacionados com negócios. A agenda corporativa não tem nenhum respeito para com as áreas mais sensíveis da vida, como a cultura, a filosofia e o meio ambiente. Portanto, é necessário cuidar dos assuntos que ficam fora do cenário imediato da economia, e que são extremamente vulneráveis ​​a invasões por forças concentradas de poder econômico. O espectro do poder empresarial que influencia todos os aspectos de nossas vidas, desde os tipos de programas que nossos filhos estão assistindo na televisão, a extensão em que as empresas patrocinam nossas campanhas presidenciais, até mesmo a nossa forma de fazer guerra - vai ao cerne de nosso patrimônio nacional. Na verdade, ele vai ao coração do que significa ser americano.

     O poder corporativo atingiu um grau de influência em nossa vida diária, que teria sido condenado como absolutamente escandaloso por nossos Pais Fundadores. Assim, é nosso dever patriótico decidir se o nível atual de poder e influência corporativa é destrutivo para a república, a longo prazo. Se chegarmos à conclusão de que é, então agora é a hora de agir. As decisões que tomarmos (ou deixarmos de tomar) neste momento histórico crítico afetarão para sempre o curso do destino da nossa nação.

     Hoje, mais do que nunca, o grande debate sobre a globalização exige uma entrada de novas vozes. Afinal, não são apenas os economistas, os banqueiros e os políticos que têm interesses nesta grande transformação da vida americana. E, ao contrário de muitos acadêmicos e estadistas, que nunca tiveram o prazer de trabalhar no interior do próprio sistema que eles defendem apaixonadamente, muitos de nós, incluindo o autor, temos experimentado a globalização em primeira mão, de dentro do ventre da besta corporativa. Durante a minha longa relação com o mundo corporativo, cheguei à conclusão de que algo está conspicuamente ausente dentro deste sistema. Esse algo, eu acredito, não é nada menos do que a democracia.

      Os líderes empresariais “tocam trombetas” regularmente sobre as virtudes do "livre mercado", ao mesmo tempo ignorando como os indivíduos são tratada dentro desse sistema "livre". Enquanto o caminho para a felicidade torna-se cada vez mais privatizado nas mãos de uns poucos indivíduos poderosos e suas organizações intocáveis​​, corremos o risco de chegarmos a um ponto de não retorno, quando o povo, finalmente entendendo que a sua voz não pode coincidir com a dos ‘super senhores das corporações’ [corporate overlords], utilizará outros meios menos salubres de exigir justiça. Escusado será dizer que tal curso de ação destrutiva deve ser evitado a todo o custo. Na ausência de algum tipo de "democracia corporativa”, para nos defender contra organizações infinitamente poderosas, nenhum partido político pode protelar a  solução destas muitas injustiças. As questões são supranacionais e exigem todo um novo ‘modus operandi’.

     Finalmente, este livro faz uma pergunta simples que não tem resposta simples: Como nós podemos, como cidadãos e consumidores de uma democracia capitalista, lidar com as mudanças sem precedentes, culturais, sociais e políticas, que a globalização em geral e empresas em particular, têm forçado sobre nós? É dado como certo que a mudança, em todos os seus vários trajes, é uma parte inevitável da vida moderna e, em sua maior parte, uma coisa positiva. Assim, nós silenciosamente aceitamos as novas regras radicais do jogo global: empregos estáveis, com benefícios decentes, são uma raridade cada vez maior, a reciclagem profissional para acompanhar as mudanças tecnológicas é uma interminável exigência, enquanto nossas comunidades locais se transformaram em terreno de manobra para as empresas transnacionais. Ao mesmo tempo em que se espera que aceitemos a reforma radical [radical makeover] da nossa nação, nós temos submetido nossa voz política ao mundo corporativo. Esta situação, que é desprovida da até mais fraca noção de democracia, é inaceitável.

      Antes de o pêndulo social oscilar de volta, em uma reação menos racional ao que se tornou prevaricação corporativa em nível excessivo, precisamos trazer de volta os rudes indivíduos norte-americanos a seu devido lugar na ordem natural das coisas: como os protagonistas dentro de seus muito diversos bairros e comunidades. As corporações podem ser muitas coisas que o sistema legal quer que elas sejam, mas nunca serão substitutas para o ser humano.
3 de Abril de 2012



Texto acima é tradução do prefácio de:

Midnight in the American Empire: How Corporations and Their Political Servants are Destroying the American Dream

2012 Robert Bridge

Prefácio. v

CAPÍTULO I. 1
Cuidando dos Negócios (como de costume)

CAPÍTULO II. 41
O Norte-Americano Incrivelmente Encolhido

CAPÍTULO III. 67
A Guerra Americana (EUA) das Corporações contra os Trabalhadores

CAPÍTULO IV. 91
Recuperando os Bens Comuns do Poder Corporativo

CAPÍTULO V. 129
No Caminho para a Tirania Corporativa

CAPÍTULO VI. 161
Fundações Rachadas da Globalização

CAPÍTULO VII. 179
O Declínio e Morte do Império Americano

INDEX. 203


Vamos conversar?
Conhecer para aperfeiçoar e defender a Democracia


-- 
Atenciosamente. 

Claudio Estevam Próspero 
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