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sábado, 26 de abril de 2014

Em sociedades onde o PRINCIPAL VALOR = DINHEIRO e a ATIVIDADE PRIORITÁRIA = COMPRAR e VENDER: a CORRUPÇÃO é "parte do jogo"




I. O capital preside a política

É preciso entender que, no Brasil e no mundo, a política é ainda e cada vez mais do capital, não do Estado. Isto porque as decisões políticas das sociedades contemporâneas têm mais ligação com o interesse do poder econômico do que com aquele dos próprios governantes. Os Estados, que têm um papel fundamental na reprodução capitalista, ainda que decidam e atuem, têm se revelado, nas últimas décadas, caudatários das decisões imediatas realizadas por grandes grupos econômicos. Assim sendo, as questões mais importantes da política acabam por ser, diretamente, aquelas que interessam ao capital. Quando as decisões são tomadas a favor do povo ou de modo contrário às burguesias, por exemplo, os grandes grupos econômicos e seus interesses têm alta força de contenção e mesmo de sabotagem em relação a tais políticas que lhe sejam opostas.

Neste ano de 2013, o maior exemplo do grande jogo entre a política e a economia, no Brasil, não se deu com as manifestações populares, mas, sim, com a relação entre o Estado brasileiro e o capital, em especial no refluxo das políticas intervencionistas dos últimos anos em favor daquelas marcadamente neoliberais. O caso notório é o da taxa oficial de juros. Após uma queda heroica nos primeiros anos do governo Dilma, a resistência e a pressão contrária do grande capital revelaram-se tamanhas, inclusive em termos de represália política e apatia econômica, que o governo retrocedeu em largos passos, majorando novamente os juros. Junto com a queda de braços em torno da taxa de juros, a depreciação insuficiente do câmbio, mantendo-o ainda elevado, e a insistência em políticas de contenção de gastos públicos para pagamento de juros da dívida são outros momentos cruciais da grande política. Nesse jogo, no qual poucas e enviesadas luzes foram lançadas pelos grandes meios de comunicação de massa e cuja complexidade escapa aos olhos da atenção quotidiana do povo, deu-se mais uma vez a derrota de políticas desenvolvimentistas em favor da retomada dos padrões neoliberais.

Como romper então, definitivamente, com tais padrões neoliberais do atraso? Em todas as sociedades capitalistas, as políticas mais progressistas só conseguem se sustentar com grande mobilização popular. Para isso, é preciso que haja cultura política ativa nas bases sociais e, ainda, mecanismos de informação e de comunicação de massa plurais e arejados. Uma das grandes impossibilidades quanto ao enfrentamento dos interesses dos grandes capitais, no Brasil, se dá justamente porque há uma dinâmica de acoplamento imediato entre as burguesias nacionais e internacionais e os meios de comunicação. Assim sendo, o povo é sempre informado de modo que a boa notícia a ele propagada é, na verdade, contra seus interesses. Enquanto não houver o enfrentamento desse padrão, não há política econômica progressista possível ou sustentável, na medida em que o povo está orientado ideologicamente contra qualquer avanço que seja progressista. Como todo enfrentamento nesse nível demanda ampla mobilização popular, aí está o impasse, justamente por não haver apoio nem alavanca para mudanças. A política progressista, aliás, não deve só contar com o povo, mas, em especial, deve partir dele.

Não há possibilidade de mudanças econômicas e sociais substanciais se não houver mobilização popular, politização das massas e exposição dos conflitos a serem superados. Ao contrário de outras experiências de esquerda da América Latina, os governos Lula e Dilma operam sem a mobilização e a politização do povo. Nesse quadro, até mesmo suas ações positivas não podem avançar. Ainda que louvada como prudência, trata-se de uma política que resulta apenas em ganhos residuais ou apoiada em margens de habilidade pessoal e sorte, pois administra conflitos como concórdia.

As massas, hoje, continuam instrumentalizadas de modo conservador pelos grandes aparelhos ideológicos da sociedade. Como isso não tem sido enfrentado, a política, mesmo quando com laivos ou desejos progressistas, acaba sendo limitada ao talhe que a economia, a cultura e a sociedade promovem como sua média: conservador e/ou reacionário.

II – Crise e política

As manifestações populares são mais um termômetro a repetir que as condições da sociabilidade capitalista são exploratórias e insuportáveis. Os indignados não estão apenas no Brasil. Todas as sociedades capitalistas são deflagradas em conflitos. Revoltas de tipos próximos às havidas no Brasil explodem já há anos na Europa e nos EUA; no mundo árabe o mesmo se deu nos últimos tempos e, na América Latina, também de modo constante em muitos países. Assim sendo, é verdade que as manifestações possam ser pensadas pelo nível local, de problemas específicos, mas, principalmente, devem ser compreendidas por meio das questões gerais, das dramáticas condições de vida sob a sociabilidade capitalista.

As atuais crises do capitalismo não têm sido enfrentadas a partir de suas causas, mas apenas por meio de mudanças superficiais ou cosméticas, quando muito. No mesmo impasse situa-se a contestação à crise. Contra o desemprego, quase sempre não se pede o fim da exploração capitalista, mas sim novos empregos. O imaginário político dos explorados está enredado nos limites do capitalismo, sem forças para superá-lo. Por isso as manifestações são cada vez mais explosivas, massivas, contundentes, mas sem horizontes profundos, sem aglutinação teórica e prática que leve à superação do capitalismo. Por onde elas começam, que é o nível da política imediata, do aumento da passagem do transporte público ou das condições urbanas, em geral é por onde também acabam. É notável e louvável que o povo e as vanguardas dos movimentos de contestação estejam nas ruas. Triste é apenas observar que tem faltado um rasgo ideológico capaz de fazer com que os indivíduos e os movimentos sociais queiram e possam haurir forças de luta estrutural contra o capital.

No nível mundial, o capitalismo está numa espécie de “refluxo do refluxo”, isto é, num movimento agora de contenção da reação que se deu no pós-crise de 2008. Os tempos de intervencionismo começam a minguar em favor de discursos novamente neoliberais. A hegemonia das ideias conservadoras, que sofreu pequeno combate ao tempo de ápice da crise, volta à tona. O reacionarismo cultural campeia. Soma-se à política econômica de guerra norte-americana o seu poder de controle das informações, no que se avista como sendo um processo sem limites.

Quanto às manifestações, que têm o condão de acelerar tempos históricos, juntaram-se às importantes pautas progressistas, ao seu final, outras tantas reacionárias. No entanto, as respostas políticas dadas pelos variados governantes nos planos federal, estaduais e municipais ao tempo das manifestações e posteriormente a elas foram múltiplas e contraditórias, entre repressão e estabelecimento de políticas públicas para um desafogo imediato dos problemas. Mas é preciso lembrar que políticas de caráter progressista são aquelas que tendem a respeitar movimentos sociais e manifestantes, dando vazão a seus apelos, enquanto um cariz conservador e reacionário os nega e os reprime. É por essa métrica que devem ser julgadas as respostas imediatas aos movimentos presentes.

Contudo, mesmo as respostas progressistas – que eventualmente anelem encaminhamentos concretos às demandas dos movimentos e das manifestações –, têm dificuldade em avançar para além do desembaraçar imediato desses problemas sociais. Operando na salvação dos próprios parâmetros de sociabilidade do capital, até as políticas do presente de perspectiva progressista acabam por sustentar a exploração existente, prolongando, ao invés de cessar, a agonia do modo de produção capitalista, agonia esta que se vê, em especial, nos pobres do mundo. Não havendo remendos progressistas que revertam a crise do capital ou que estabilizem o capitalismo, a política transformadora só pode ser, então, aquela que aponta para a superação da sociedade da mercadoria.

III. Ética e legalidade

A reprodução social capitalista investe em afirmações ideológicas de ética e legalidade como se fossem seus padrões universais ou reclames necessários ao seu bom funcionamento. Seu uso é contraditório em seus próprios termos, na medida em que padrões éticos como o do combate à corrupção ou da legalidade como valor moral são impossíveis ao capitalismo, dada a própria natureza da sociedade da mercadoria.

O assim chamado mensalão nem é o maior nem o único caso de corrupção no Brasil. A corrupção está atrelada à base da sociabilidade capitalista. Se o capital compra o trabalho e as vidas das pessoas, ele influencia sobremaneira os trâmites da política. A corrupção, assim, está perpassada por toda a sociedade. Desde os administradores das empresas privadas, passando pela população no geral em pequenas ilegalidades, até chegar ao nível eleitoral e estatal, o capital compra. Não é possível tentar criar espaços éticos parciais, incorruptíveis, em sociedades capitalistas, na medida em que o capital tem por natureza o poder de comprar. Uma ética da não-corrupção econômica só é possível em sociedades economicamente não-exploratórias. As campanhas moralistas de tipo udenista da atualidade, portanto, são cínicas – porque extremamente parciais e escandalosas apenas com os crimes que tenham sido descobertos ocasionalmente e, necessariamente, alheios – e, também, sabidamente alienantes, na medida em que encarnam em pessoas ou casos um problema que é de uma estrutura social, o capitalismo. Como não se mobiliza a sociedade para a superação do mundo do poder do capital, esse círculo de corrupção e posteriores expurgos parciais moralistas é vicioso, além de muito danoso, no final das contas, aos próprios explorados do mundo.

No que tange ao Brasil, afirma-se cada vez mais o controle ideológico da sociedade, tanto na cultura e na religião mas, em especial, nos aparelhos de comunicação de massa, que pautam de modo conservador a política e os valores. Nesse quadro, o reclame da ética é, de modo absoluto, um jogo de manipulações, sombras e luzes dos grandes maquinários da construção dos valores e referências da sociedade.

A mesma impossibilidade da ética afirmada e exigida se dá no que tange à submissão das ações econômicas e políticas a uma moralidade sustentada juridicamente. Sobre as revelações acerca da espionagem dos EUA contra o Brasil e vários países do mundo, eis mais uma prova de que o poder econômico não tem limites. Nem o direito internacional nem uma pretensa dignidade da inviolabilidade da vida privada podem a ele resistir. Não há, juridicamente ou moralmente, o que faça parar o poder do capital e de sua força militar, de tal sorte que os EUA nem pedem desculpa nem se predispõem a mudar seu comportamento. Isto porque quem pode manda. Os EUA, com seu complexo governamental industrial-militar, constituem, sustentam e alimentam a exploração capitalista sobre o mundo. Não há e é impossível que haja qualquer ética estrutural na política mundial do capital.

IV. O plano eleitoral

O ano de 2014 é mais um no qual a batalha política será jogada num campo reativo. No plano nacional, a política confinou-se a ser refém tanto das pautas dos meios de comunicação de massa conservadores quanto, em especial, de grandes estratégias de financiamento econômico privado. Quase sempre as eleições exigem posterior satisfação ou pagamento de financiadores, atrelando todo jogo político aos interesses do capital. A democracia, em sociedades capitalistas, opera como uma máquina de metrificação de opiniões já consolidadas, entregando justamente o que se espera, de modo reativo, sem maiores convencimentos ou aberturas de consciência política. Se a sociedade é preconceituosa, entrega-se então justamente o preconceito. Se o povo é desconhecedor das reais estruturas da política e da economia, opera-se exatamente nesse nível, fazendo marketing a partir dos estágios dados da ignorância. Trata-se de um nível baixo e rasteiro no qual a vida política se resume a fazer pedalar uma bicicleta já em movimento a fim de que não caia, mas sem jamais perguntar para onde se está indo ou se se pode ir com outro meio de transporte.

Tal lógica perpassa desde as grandes eleições majoritárias nacionais até as municipais. Em todo o mundo, e o Brasil e os EUA sendo casos exemplares mas não únicos, o capitalismo atrela a consulta individual para escolha de ocupantes de cargos públicos – isso a que chama de democracia e eleição – a um rígido controle ideológico e a uma lógica que faz com que só se ganhe se financiado pelos capitalistas, devendo então a posterior política ser jogada e devolvida em favor destes. As eleições são a administração da chancela, pelo povo, do domínio do capital.

TAGs: Mercado, Dinheiro, Estado, Ordem, Direito, Democracia, Liberdade, Imprensa, Religião, Homem: enfileira-se o um do capital.

* Com alterações, este artigo é, originalmente, entrevista concedida à imprensa paulista – O Regional, edição de 01°/01/2014

[*] Alysson Leandro Mascaro

Jurista e filósofo do direito brasileiro, nasceu na cidade de Catanduva (SP), em 1976. É doutor e livre-docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP, professor da tradicional Faculdade de Direito da USP e da Pós-Graduação em Direito do Mackenzie, além de fundador e professor emérito de muitas instituições de ensino superior. Publicou, dentre outros livros,Filosofia do direito e Introdução ao estudo do direito, pela editora Atlas, e Utopia e direito: Ernst Bloch e a ontologia jurídica da utopia, pela editora Quartier Latin e o mais recente Estado e forma política, pela Boitempo. É o prefaciador da edição brasileira de Em defesa das causas perdidas, de Slavoj Žižek, e da nova edição de Crítica da filosofia do direito de Hegel, de Karl Marx, ambos lançados pela Boitempo.

Ver também:
Pensamento Social Espírita: Alysson Leandro Mascaro


Lula (Mensalão) / Dilma (Petrobrás) / Alckimin (Propinoduto CPTM e METRO) / Cabral (Construtora Delta) => Não basta trocar pessoas: O SISTEMA POLÍTICO está PODRE - Loucura é fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes....

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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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Nossa Espécie (Homo Sapiens Sapiens Demens - Edgar Morin) Agradece!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

FRATERNIDADE (Caridade, Solidariedade) = O FUNDAMENTO esquecido do Tripé do Estado Moderno (Filho da Revolução Francesa (Fraternidade, Igualdade, Liberdade)). Uma das origens dos INDIGNADOS ("Primavera Árabe", Zona do Euro e #OCCUPYWALLSTREET)?


TERÇA-FEIRA, 19 DE JANEIRO DE 2010

[Crise financ] "Capitalismo" ou "Socialismo" ? Estudo comparado com [ Liberdade, Igualdade e Fraternidade ].

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Publicado originalmente em:

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18/01/2010 - 09H41

Fórum de Davos aponta crise ética e de valores

Valor Online
GENEBRA - A crise financeira mundial é também uma crise de ética e de valores. É o que conclui uma pesquisa junto feita pelo Fórum Mundial de Economia, a entidade privada suíça que organiza os famosos encontros de Davos, nos Alpes suíços.

Para o Fórum, a pesquisa reflete um sério "déficit" de confiança sobre valores no mundo dos negócios hoje em dia. Foram ouvidas 130 mil pessoas na França, Alemanha, Índia, Indonésia, Israel, México, Arábia Saudita, África do Sul e Estados Unidos. Quando indagados a identificar os valores mais importantes para o sistema político e econômico, 40% dos entrevistados escolheram honestidade, integridade e transparência.

Klaus Schwab, fundador do Fórum de Davos, que, no passado, não cessou de reclamar contra regulações na economia real, admite que a economia global, as instituições e mecanismos de cooperação internacional fracassaram no atendimento de pelo menos 3 bilhões de pessoas no mundo. Para líderes religiosos e acadêmicos citados no relatório divulgado hoje, a crise econômica e financeira global é uma oportunidade para "rearticular valores". Ao mesmo tempo, os bancos, que tiveram o socorro de bilhões de dólares por parte dos governos, se preparam para pagar mais de US$ 100 bilhões de bônus para seus funcionários.

(Assis Moreira | Valor)
Contraponto
Experiência Socialista.. .
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo.'
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas em testes."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas.' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém repetiria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um A...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam Bs. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média dos testes foi D.
Ninguém gostou. Depois do terceiro teste, a média geral foi um F.
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram...
Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. 
"Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros, sem seu consentimento, para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
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O pensamento abaixo foi ESCRITO POR ADRIAN ROGERS NO ANO DE 1931 !!!
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
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Comentário de Claudio: nos textos acima vemos o conflito entre dois valores do lema da Revolução Francesa: Igualdade e Liberdade. [1]
Creio que nossos antepassados Iluministas tinham razão quando insistiram em um equilíbrio dinâmico entre Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Solidariedade).
Continuamos lutando para construir sociedades
 baseadas neste ideal.
[1] Origem do lema
As três palavras --- Liberdade, Igualdade e Fraternidade ---que se tornaram, praticamente,um lema da Maçonaria contemporânea, não têm origem maçônica. Alguns autores, mais ufanos do que realistas e mais fantasistas do que científicos, afirmam que o lema é maçônico e foi utilizado como divisa da Revolução Francesa de 1789.

A verdade histórica, todavia, é bem outra:

Em primeiro lugar, o lema da Revolução Francesa era “Liberté, Égalité, ou la Mort”(Liberdade, Igualdade, ou a Morte). Só com a 2a. República, em 1848, é que ele iria se transformar em “Liberté, Égalité, Fraternité” (Liberdade, Igualdade, Fraternidade). (Ver nota)

Em segundo lugar, foi a Maçonaria francesa que, na segunda metade do século XIX, adotou o lema da 2a. República, o qual acabaria se vulgarizando entre os maçons que trabalhavam sob influência da cultura francesa, em todo o mundo, a ponto de chegar a ser considerado como uma divisa exclusivamente maçônica, o que não é.

Em terceiro lugar, a idéia de Liberdade, Igualdade e Fraternidade é bem mais antiga. Podem ser encontrados vestígios dela, quando da criação da primeira seita comunista, dita “Comunismo Cristão”, fundada em 1694, por Johann Kelperès. Para os membros dessa seita, o Messias aguardado não se apresenta como o pescador de almas, mas, sim, através de uma trilogia, onde ele é o “distribuidor de justiça”(igualdade), o “grande irmão” (fraternidade) e o “libertador”(liberdade).

{Extraído de: LIBERDADE , IGUALDADE , FRATERNIDADE 

Para um estudo comparado de Liberdade, Igualdade e Fraternidade:

·    Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Alan Kardec) [http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/op/op-23.html ]

·   Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Associação Cultural Montfort) [http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20040813162633&lang=bra ] [a]

·  Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Doutrina Jurídica)

·   Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Maçonaria) [http://www.lojasmaconicas.com.br/jc_sinopses/sinopse/sip01.htm ]

·    Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Mundo dos Filósofos) [http://www.mundodosfilosofos.com.br/lea4.htm ] [b]

·    Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Revolução Francesa) [http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_Francesa ]

·     Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Sociedade Católica - Doutrina Social) [http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=159 ] [a]

[a] Campanha da Fraternidade 2010

Tema: Economia e Vida

Lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24c)

Objetivo geral: Unir Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e paz.
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SEX, 04 DE DEZEMBRO DE 2009 13:36 CNBB

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010 É APRESENTADA NA DIOCESE DE BARRA DO PIRAÍ

Centenas de lideranças das comunidades e pastorais participaram do Encontro de Sensibilização para a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, na diocese de Barra do Piraí, Volta Redonda (RJ).
O bispo diocesano dom João Maria Messi abriu o encontro lembrando-se do compromisso mútuo de colocar a campanha em prática e organizá-la nas cidades. “Este tema ressalta a questão da economia que na sociedade é vista como prioridade máxima em detrimento do ser humano que é esmagado em seu ser. Os senhores do dinheiro passam por cima de tudo e de todos em nome do capital”, disse dom João, que espera envolver as Igrejas Cristãs nas discussões.
Para o pastor Antônio Carlos, da Igreja Metodista de Volta Redonda, não é possível viver sem levar em conta a economia. “Tudo gira em torno da econômica e se ela não gerar vida é porque algo está errado e não podemos desenvolver este tema sem um ecumenismo, pois afeta todos nós”, disse Antônio.
A Campanha da Fraternidade Ecumênica será aberta na quarta-feira de cinzas, na Cúria Diocesana, com entrevista coletiva à imprensa.

[b] Liberdade, Igualdade e Fraternidade – realização na História:
O ano de 1.789 marca a primeira vitória na luta pelo reconhecimento dos Direitos Humanos, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, conquista da Revolução Francesa cujo lema era: liberdade, igualdade, fraternidade.
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O século seguinte pode ser definido como o século da liberdade. Ainda que a história da luta pela liberdade seja contígua à própria história da humanidade, será durante o século XIX que o ideal de liberdade se consolida. Caem, então, os últimos rincões de escravidão.
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O século passado - o século XX - foi o século da igualdade. Desde suas primeiras décadas, houve movimentos pelo reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres, entre brancos e negros. Será no correr do século XX que se formará todo o ideário contra a discriminação baseada em sexo, raça, cor, origem, credo religioso, estado civil, condição social ou orientação sexual.
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A este século que se inicia cabe levantar a última bandeira da Revolução Francesa: a fraternidade. Faz-se premente que a solidariedade norteie as ações de governantes, empresários e das pessoas em geral. Neste novo século o foco da proteção dos direitos deve sair do âmbito individual e dirigir-se, definitivamente, ao coletivo. São direitos inerentes à pessoa humana; não considerada em si, mas como coletividade; o direito ao meio-ambiente, à segurança, à moradia, ao desenvolvimento.
{Extraído de: Liberdade, Igualdade e Fraternidade 
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[Crise financ] Capitalismo - Crise de 2009 em retrospecto - Lições a aprender

Capitalismo - Crise em Janeiro de 2009

14 de maio de 2009 às 17:25 [Claudio: editado por mim (inclusão linhas, cores, sublinhados) para facilitar leitura]

CAPITALISMO - CRISE EM JANEIRO DE 2009

Edson Pereira Bueno Leal , maio de 2009

Sobre o autor

EDSON PEREIRA BUENO LEAL

Cientista Social , Advogado , Administrador de Empresas e Mestre em
História Social pela Unesp Assis.

Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo
Mais do autor


Conforme assinala Antonio Carlos Lemgruber , a “chamada base monetária nos Estados Unidos duplicou em seis meses. Estão emitindo dinheiro como nunca, para evitar o pior , depois de terem levado os juros a zero . No Brasil e na Alemanha , isso seria uma heresia , mas o Federal Reserve , liderado por Bernanke, não quer repetir a Grande Depressão e está apelando para o que não foi feito na década de 1930 : a emissão de moeda .

Certamente o Japão vai atrás dos Estados Unidos . Mas a Alemanha não vai . O governo alemão não pretende emitir dinheiro nem sair por aí fazendo gasto público . Tem horror de inflação e rejeita a idéia ‘keynesiana’ de que é possível sair da recessão via gasto público . O Brasil parece ter alemães no Banco Central e norte-americanos no Ministério da Fazenda . “ ( F S P , 1.1.2009 , p. B-2) .

Para o economista Flávio Bartmann “ Essa crise é grande , mas a estrutura básica do capitalismo contemporâneo não será afetada . Simplesmente porque não há alternativas viáveis . Algumas reformas significativas serão implantadas com o tempo . O sistema financeiro vai ser reestruturado . A alavancagem vai ser limitada a níveis mais razoáveis . Os riscos serão tomados de uma maneira mais transparente . Programas sociais nos EUA devem ser limitados Os norte-americanos se tornarão mais pobres” . ( F S P , 7.2.2009, p. B-8) .

Para Paulo Nogueira Batista Junior ,”nunca a especulação selvagem fez tamanho estrago em escala internacional “( F S P , 26.02.2009, p. B-2)



MAIOR REGULAMENTAÇÃO É INDISPENSÁVEL

Segundo Francis Fukuyama “ Precisamos , urgentemente , de maior controle sobre o sistema financeiro , que está completamente desregulamentado . Acredito , também, que o estado mínimo não funcionou . A partir de agora veremos uma presença bem maior do estado na economia . Ou seja: será uma economia mais de estado e menos de mercado .

O G-20 deveria expandir organismos que já existem , como o Fundo Monetário Internacional (FMI) . As reformas para regular mercados deverão ser desenvolvidas em âmbito nacional ou regional . ( Veja, 15.04.2009, p. 20) .


FIM DOS PARAÍSOS FISCAIS?

A OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico em 2009 firmou acordo com vários países e localidades para acabar com o sigilo bancários em casos de suspeita de fraude .

Entre os que já aderiram ou anunciaram que irão aderir ao protocolo estão Singapura ( US$ 250 bilhões ) , Liechtenstein ( US$ 150 bilhões ) , Andorra e Mônaco ( US$ 130 bilhões ) .

A Suíça ( US$ 2 trilhões) , aceitou fazer algumas concessões .

Ilhas Cayman ( US$ 1,5 trilhão ), Ilhas do Canal e Ilha de Man ( US$ 440 bilhões ) , Bermudas ( US$ 200 bilhões ) ainda não aderiram .

Com isso , o acesso aos dados bancários de correntistas desses paraísos fiscais que antes era quase impossível, poderá ser obtido a partir de uma solicitação do governo interessado para que as informações sejam liberadas automaticamente .

Atualmente , existem mais de 40 paraísos fiscais espalhados pelo mundo , dando abrigo a estimados US$ 7 trilhões em depósitos .

De acordo com estimativas do grupo de pesquisas americano Global Financial Integrity , quase US$ 1 trilhão em impostos por ano deixam de ser arrecadadas nos países em desenvolvimento e vão parar em paraísos fiscais . ( Exame , 8.4.2009, p. 86-87) .

Ver completo em: