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domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre a Comunicação Não Violenta: em A 3ª alternativa, Stephen Covey -sinergia de interesses- solução criativa que pode encantar ambos os lados




No décimo capítulo do livro “O 8º Hábito”, intitulado “Combinando vozes – a busca da terceira alternativa”, Stephen Covey apresenta sua teoria do ganha-ganha, ou seja, a busca da Terceira Alternativa.

8º HABITO, O - DA EFICACIA A GRANDEZA. Formato: Livro. Autor: COVEYSTEPHEN R.

                     Esse 8º Hábito é o de encontrar a própria voz e inspirar outros a encontrar a deles. 

Resenha do Livro 8º Hábito - Stephen Covey



Compartilho a resenha de um livro muito especial, fonte de referência e inspiração nos meus cursos de liderança:


[1] Os Sete Hábitos são:
·         Hábito 1: Ser Proativo;
·         Hábito 2: Começar com o Objetivo em Mente;
·         Hábito 3: Primeiro o Mais Importante;
·         Hábito 4: Mentalidade Ganha-Ganha;
·         Hábito 5: Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido;
·         Hábito 6: Criar Sinergia;
·         Hábito 7: Afinar o Instrumento.

Um dos maiores desafios da vida com certeza é saber lidar com os conflitos – lidar com as diferenças humanas. Possuir a habilidade de lidar com essas diferenças de modo sinérgico, criando a Terceira Alternativa, é uma competência essencial para qualquer líder que deseja formar uma equipe complementar eficaz.
A capacidade e a habilidade para gerar a cooperação criativa que resulte na Terceira Alternativa se constroem sobre os alicerces da autoridade moral, no plano pessoal, e da confiança, nos relacionamentos. Mas afinal, o que é a Terceira Alternativa?
É o mais puro produto do esforço criativo que surge da sobreposição das vulnerabilidades de duas ou mais pessoas.
A Terceira Alternativa é aquela que não é a sua nem a minha: 
é a nossa.  
Não é uma conciliação a meio caminho entre a minha e a sua solução, é melhor do que um acordo, e melhor que qualquer uma das duas alternativas individuais.
A Terceira Alternativa começa com o pensamento ganha-ganha, que parte do princípio do respeito e benefício mútuo.  Diferente do que muitas pessoas acreditam, Covey nos demonstra através de exemplos que não é necessário que as duas pessoas tenham o pensamento ganha-ganha, basta que uma pense deste modo. Isso ocorre, pois a cooperação criativa só aparece quando a sinergia já está estabelecida.
O primeiro passo é preparar o outro para isso, pela prática da empatia e escuta profunda, buscando primeiro o interesse dele, e manter-se nessa posição coerentemente até que a outra pessoa se sinta confiante.
É preciso um considerável sucesso no nível pessoal para chegar ao ponto em que a segurança está dentro de nós mais do que na opinião dos outros. Nosso sistema de valores, baseado em nossos princípios, nos torna invulneráveis e seguros, e assim podemos nos permitir a busca sem saber onde iremos parar – sabemos apenas que será melhor do que o lugar de onde nós e a outra pessoa saímos.
A comunicação é a mais importante habilidade da vida, seja ela através da leitura, escrita, fala ou escuta. Destas 4 formas de comunicação, a escuta é sem dúvida a menos treinada pelas pessoas, apesar de representar entre 40% e 50% de nosso tempo de comunicação.
A escuta é classificada em 5 níveis por Stephen Covey:
1.    Ignorar
2.    Fingir escutar (condescendência)
3.    Escutar seletivamente
4.    Escutar atentamente
5.    Escutar com empatia

Escutar verdadeiramente é escutar com empatia, estar sinceramente aberto e ouvir a outra pessoa para poder entender o que o outro vê e por que vê o mundo desse jeito. Entender neste caso não significa concordar com os outros. Significa apenas ser capaz de ver com os olhos, o coração, a mente e o espírito da outra pessoa.
Devemos ter a consciência de que o que experimentamos antes de ser apresentados à nova informação matiza a maneira como olhamos para ela. Precisamos sempre lembrar que não vemos o mundo como ele é, nós o vemos como somos. As percepções são estabelecidas muito antes dos esforços para criar sinergia.
Outro ponto importante da comunicação é termos a consciência de que não há uma única maneira de interpretar algo. O desafio está em propiciar uma visão compartilhada que considere exata e honestamente todos os pontos de vista diferentes e que ainda assim permaneça fiel à visão original.
Covey salienta também a força da semântica nas quebras de comunicação, dizendo que 90% dos problemas de comunicação estão relacionados a definições diferentes que as pessoas dão às palavras.
Entre os índios americanos existiu uma prática eficaz para resolver problemas de comunicação em suas reuniões: a utilização de um bastão de madeira que era entregue a pessoa que iria falar, e que só era passado adiante quando a mesma se sentisse completamente compreendida por seus ouvintes. Este Bastão obrigava os ouvintes a prestarem atenção ao orador e compreende-lo para terem mais tarde a chance de falarem também.
Stephen Covey nos mostra como podemos utilizar esta técnica hoje em dia a fim de tornarmos a comunicação mais franca e eficaz. Independente de utilizarmos um bastão ou qualquer outro objeto físico para demonstrarmos que certa pessoa está com a palavra, as lições do Bastão Falante devem ser aplicadas na busca da Terceira Alternativaatravés da escuta com empatia.
No final do capítulo Covey nos mostra como a maioria das disputas poderiam ser evitadas e resolvidas por meio da Terceira Alternativa, ao invés da terrível e destrutiva tendência de recorrer a tribunais por qualquer motivo. Segundo o autor uma cultura litigiosa não é saudável para a sociedade, destrói a confiança, resulta em terríveis modelos e, na melhor das hipóteses, termina num acordo.
A Terceira Alternativa é a melhor forma de resolver as diferenças, pois seu resultado oriundo de um esforço criativo sinérgico é melhor do que a soma das alternativas apresentadas inicialmente por cada indivíduo.

Este artigo se trata de um pequeno resumo do capítulo 10 do livro “O 8º Hábito” de Stephen Covey. Saliento que a leitura do mesmo jamais substitui a leitura do original, que contém diversos exemplos e aprofunda conceitos fundamentais.
Na sua última obra – faleceu em 16 jul. 2012, aos 79 anos, vitima de complicações de um acidente de bicicleta - Covey expande a analise deste assunto considerando-o a grande contribuição de seus estudos:

Sobre a Comunicação Não Violenta: em A 3ª alternativa, o autor Stephen Covey se concentra em uma prática imprescindível e infalível para qualquer pessoa em qualquer contexto: a sinergia de interesses. Segundo ele, mesmo nos embates mais complexos sempre há uma solução criativa que pode encantar ambos os lados, de modo diferente do acordo, que implica em não satisfazer nenhum dos lados. E esta composição, de nível mais alto, é a 3ª alternativa.



Stephen Richards Covey (Nascido em 24 de Outubro de 1932 em Salt Lake CityUtah- Falecido em 16 de Julho de 2012em Idaho Falls,Idaho) foi autor do best-seller administrativo (classificado por alguns como livro de auto-ajudaOs Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes[1], publicado pela primeira vez em 1989, como também do livro (Primeiro o Mais Importante), dentre outros. Foi fundador da Covey Leadership Center em Salt Lake City, Utah, e da "Covey" de Franklin Covey Corporation, que ensina a como fazer planejamentos nas organizações.

Covey instruiu as pessoas a como adquirirem plena eficácia na vida, especialmente no contexto da vida profissional e daadministração. Porém, seus livros também enfatizaram a família, a liderança pessoal ou autoliderança, a primazia do carátersobre as técnicas, a necessidade de construirmos um alicerce de integridade para nossa vida e a importância da contribuição e do legado.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Você é / deseja ser um Pedreiro ou um Construtor de Catedrais ? - Que possamos encarar 2011 e além com as “baterias carregadas no máximo” pela ATITUDE que deriva de “VIVER PARA CONSTRUIR CATEDRAIS”.

Tijolos, paredes ou uma catedral?


Divinópolis  |  Terça-feira, 13 de julho de 2010




Certa vez, em um canteiro de obras, uma pessoa caminhava observando o trabalho dos pedreiros. Em determinada área, muitos realizavam o mesmo trabalho.

Curioso, decidiu perguntar ao pedreiro que se encontrava a sua frente o que ele estava fazendo. “Estou apenas colocando um tijolo sobre o outro”, respondeu. Não satisfeito com a resposta, continuou caminhando pela construção até parar próximo a um outro, que desempenhava a mesma função do anterior. “Estou construindo uma parede”, disse o segundo pedreiro. Instigado pelos pontos de vistas tão distintos para a mesma função, resolveu se dirigir a um terceiro pedreiro, que cantava desconhecidas canções enquanto subia rapidamente sua parede. “Estou construindo uma catedral”, respondeu com um sorriso de orgulho estampado no rosto.

A curiosidade deu lugar então à dúvida: o que estava por trás daquelas respostas? Por que os três pedreiros responderam tão distintamente, uma vez que desempenhavam a mesma função?

Ao perguntar ao terceiro pedreiro o motivo de sua felicidade, este explicou que se sentia orgulhoso em participar da construção daquela catedral. Ao imaginar que em breve aquele local estaria repleto de pessoas em busca de auxílio espiritual e que ele mesmo freqüentaria os cultos com sua família, seu trabalho tomava uma nova dimensão. De longe estaria colocando apenas tijolos sobre tijolos ou construindo paredes, estava participando de algo muito maior, cuja imagem final habitava seus pensamentos e servia de motivação para os momentos de cansaço.

Assim podemos distinguir também nossa maneira de encarar os desafios que a vida nos impõe. O processo de educação dos filhos, o desenvolvimento de relações duradouras entre casais, o investimento profissional, o crescimento pessoal, a fé e a espiritualidade, são todas as construções que lidamos no nosso dia a dia e que nos colocam diante do grande questionamento que devemos nos fazer sempre: como estou lidando com este processo em minha vida?Estou apenas colocando tijolo sobre tijolo, subindo paredes ou construindo catedrais?

Aquele que coloca “tijolo sobre tijolo”, encara a vida no imediatismo. Não compartilha de um objetivo maior que possa conduzir seus passos. Sua limitação perceptiva o conduz ao automatismo, realizando por realizar, sem vislumbrar aonde suas ações o levarão, correndo o risco de viver uma vida desprovida de sentido, pois faz o que faz sem saber o por quê. Nos momentos de dificuldade, pode facilmente desistir, pela carência de uma meta que o impulsione e que justifique o sacrifício.

Quem “constrói paredes” sabe que a base é um importante sustentáculo em tudo que construímos em nossas vidas, mas além da base, é preciso saber exatamente o que estamos construindo. Aquele que “constrói paredes” dá importância a certos aspectos da vida desconsiderados pelo estágio anterior. Isto faz com que realize com determinado objetivo, mas como o anterior, não consegue enxergar as engrenagens que envolvem todo o processo. Sua limitação reside na incapacidade de finalização por não vislumbrar o objetivo maior. Constrói algo, mas sem saber no que pode se transformar. Há o risco de não dar continuidade nas atividades em que se envolve ou que as mesmas percam o sentido com o passar do tempo. Embora saiba que está envolvido na construção de algo, não sabe exatamente de que, se perdendo no caminho.

Por fim, quem “constrói catedrais” sabe que o processo envolve muitos sacrifícios, tempo e dedicação. Para acreditar que o esforço não é em vão, é preciso ter sempre acessível o objetivo maior, que irá servir sempre de referência para que não haja desvios. Quem inicia uma construção sabendo claramente o que irá construir, conta com uma motivação que irá servir de suporte nos momentos mais difíceis e de combustível nos momentos de alegria. Sabe também que para construir algo deve-se colocar “tijolo sobre tijolo” e que isso renderá a construção de “algumas paredes”, mas acima de tudo sabe conduzir esta construção para que ela se torne algo maior, algo que incorpora em si um sentido de existir. Ninguém se sentirá motivado a construir coisas sem sentido. Não é a construção que dá sentido ao objetivo maior e sim o objetivo maior que dá sentido à construção. Eduque, ame, relacione, tendo sempre este objetivo maior como referência.

E se por acaso lhe faltar este objetivo maior, trate de traçá-lo o quanto antes ou caso contrário gastará tempo e energia preciosos em construções que nunca acabarão.
Link direto: http://bit.ly/aCAhPz



Compartilho com vocês, na mensagem copiada abaixo,  a visão da “Catedral” que acredito estarmos construindo. (Sobre minha experiência com este “tipo de construção”, implantação de MRP em empresas comerciais / industriais, ver meu CV no LinkedIn  http://www.linkedin.com/in/cprospero )

Ressalto que mais importante que a Arquitetura e Beleza da Construção (a “Catedral”) é o “Deus” que esperamos encontrar em seu interior. (Ver o arquivo anexo a_catedral.pdf)

é nossa escolha nos “devotarmos” a um Sistema Econômico Financeiro:

·         Focado na Escassez - Explorador, Predador das Idéias / Ideais, Pessoas, Recursos Ambientais  OU
·         Focado na Abundância -  Sustentável (Ambiental, Econômica e Socialmente)   (Algumas perspectivas da visão que me orienta neste aspecto:  http://criatividadeinovao.blogspot.com/ )

"Cada vez que pensamos que o problema não é nosso, essa atitude é o problema"
“Se a escada não estiver apoiada na parede correta, cada degrau que subimos é um passo a mais para um lugar equivocado.”
“Plante um pensamento, colha uma ação; plante uma ação, colha um hábito; plante um hábito, colha um caráter; plante um caráter, colha um destino.”
“Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino”
“Finalmente, chegou à simples, mas profunda, conclusão, de que, embora o trabalho árduo, a boa sorte e a perspicácia nas relações humanas sejam fatores importantes, a pessoa bem-sucedida “formou o hábito de fazer coisas que os que fracassam não gostam de fazer”. Pessoas bem sucedidas também não gostam de fazê-las. Mas esse “não gostar” é dominado pela força de seu propósito.”

Que possamos encarar 2011 e além com as “baterias carregadas no máximo” pela ATITUDE que deriva de “VIVER PARA CONSTRUIR CATEDRAIS”.
Um abraço.
Claudio