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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Página de Mark Zuckerberg é hackeada no Facebook - Hackers ainda publicaram uma mensagem sugerindo que rede adote modelo de 'gestão social'; empresa não comentou a invasão.

Página de Mark Zuckerberg é hackeada no Facebook

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 26 de janeiro de 2011 às 11h30

Hackers ainda publicaram uma mensagem sugerindo que rede adote modelo de 'gestão social'; empresa não comentou a invasão.

A página do CEO Mark Zuckerberg no Facebook foi atacada por hackers, que aproveitaram a ação para postar uma mensagem, sugerindo que a rede adote uma prática mais 'social'.
O texto também pode ser interpretado como uma crítica aos recentes investimentos que o site recebeu do banco norte-americano Goldman Sachs e da empresa de investimentos Digital Sky Technologies, de origem russa.
O texto dizia: "Vamos começar o 'hacking': se o Facebook precisa de dinheiro, em vez de ir aos bancos, por que não deixa seus usuários investirem no Facebook de uma forma social? Porque não transformar a rede em um "negócio social" a exemplo do que o vencedor do Prêmio Nobel Muhammad Yunus descreveu?   http://bit.ly/fs6rT3   O que você acha?#Hackercup2011"
Publicada na última terça-feira (25/1), a mensagem foi rapidamente retirada do ar, juntamente com as centenas de comentários e mais de 1,8 mil cliques em "Curtir".
Até o momento, nada foi declarado sobre a questão. Entretanto, se até a página de Zuckerberg foi vítima de hackers, isso pode prejudicar a imagem da rede social em relação à segurança dos usuários. 
Facebook 
No último domingo (23/1), o Facebook anunciou a captação de 1,5 bilhão de dólares em investimentos, o que eleva o valor da empresa a aproximadamente 50 bilhões de dólares.
O valor de 1,5 bilhão de dólares foi obtido em duas fases. Na primeira, em dezembro, o banco Goldman Sachs e a empresa Digital Sky Technologies, de origem russa, investiram 500 milhões de dólares na compra de ações ordinárias Facebook Class A.
O anúncio de ontem acrescenta mais 1 bilhão de dólares de investimentos, por meio de um fundo administrado pelo Goldman Sachs e que foi oferecido a clientes não norte-americanos do banco. O teto de 1 bilhão para essa oferta foi definido pelo próprio Facebook.
Em comunicado, o Facebook informou que "não há planos imediatos" para a aplicação desse dinheiro. A empresa "continuará investindo para construir e expandir suas operações", completou.
(com IDG News Service)

No Egito, 860 já foram presos por protestos - Um grupo de oposição, a Juventude do 6 de Abril, usou sua página no Facebook para convocar protestos na quarta-feira e "até que Mubarak saia".

No Egito, 860 já foram presos por protestos

Confrontos com a polícia feriram 50, e lojas fecharam após relato de saques

26.01.2011 | Atualizado em 26.01.2011 - 17:29
Visualizações: 110

Redação CORREIO

Manifestantes antigoverno atearam fogo a um prédio governamental na cidade de Suez, no Egito, nesta quarta-feira (26), e tentaram queimar o escritório do partido governista na cidade, mas foram impedidos a tempo pela polícia.
O comércio teve de ser fechado na cidade, porque houve relatos de saques. Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas e 860 foram presas em confrontos com a polícia, segundo testemunhas.
O Egito enfrenta o segundo dia de protestos populares contra o governo de 30 anos do presidente Hosni Mubarak. O governo havia prometido reprimir os atos, mas mesmo assim eles ocorreram na capital, Cairo, e em várias cidades.
Mais cedo, o Ministério do Interior havia informado que pelo menos 500 pessoas foram presas desde o começo das manifestações.
Entre os detidos estão 90 pessoas que se manifestavam na Praça Tahrir, centro do Cairo, e 121 membros da organização islamita Irmandade Muçulmana, oficialmente proibida, mas tolerada no país, detidos em Asiut, no sul da capital egípcia.
O primeiro-ministro Ahmed Nazif disse que o governo está comprometido com a liberdade de expressão por meios legítimos e que a polícia havia agido com moderação diante das manifestações do dia anterior.
Repercussão
A bolsa de valores do Cairo abriu nesta quarta em forte baixa, e seu principal índice perdia 5% nas primeiras horas do pregão.

A imprensa independente egípcia destacou a magnitude dos protestos.
"Milhares de pessoas se manifiestam contra o poder, o desemprego, a inflação e a corrupção, e pedem a saída do governo", era a manchete do jornal Al Masri al Yom.
Outro diário, o Al Shoruq, afirmou em sua capa: "Egito em cólera toma as ruas".
"Um vulcão de ira entrou em erupção nas ruas do Cairo", escreveu.
Mapa do Egito mostra as cidades em que ocorreram os principais protestos

A imprensa oficial, por outro lado, minimizou o impacto dos protestos.
No exterior, multiplicam-se os apelos por reformas no Egito, destacando-se o papel moderador do país no conflito árabe-israelense.
Para Catherine Ashton, chefe da diplomacia da União Europeia, as manifestações são um "sinal" do anseio de milhares de egípcios por uma "mudança política" no país.
"Milhares de egípcios se concentraram nas ruas do Cairo para expressar seu desejo de uma mudança política. A UE acompanha de perto estas passeatas (...), que são um sinal dos anseios de muitos egípcios, após os acontecimentos na Tunísia", declarou Ashton nesta quarta-feira.
Além disso, destacou que as autoridades egípcias deveriam "escutar" os manifestantes, "respeitando e protegendo o direito" do povo de "manifestar suas aspirações políticas através de passeatas pacíficas".
A Casa Branca disse que o governo egípcio deve ser "sensível" às aspirações da população, e afirmou que o presidente deve "levar a cabo reformas políticas econômicas e sociais".
A França lamentou as mortes ocorridas durante as manifestações, enquanto Israel disse esperar que a rebelião egípcia não influencie negativamente as relações entre os dois países.
O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um acordo de paz com Israel, em 1979.
Cerca de 40% dos 80 milhões de habitantes vivem com menos de US$ 2 por dia, e um terço da população é analfabeta.
Um grupo de oposição, a Juventude do 6 de Abril, usou sua página no Facebook para convocar protestos na quarta-feira e "até que Mubarak saia".
Algumas exigências políticas foram postadas no Facebook e distribuídas em filipetas na praça Tahir, antes que a polícia interviesse.
Tais exigências incluem a renúncia de Mubarak e do primeiro-ministro, a dissolução do Parlamento e a formação de um governo de unidade nacional.