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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Nem Fórum São Paulo nem Neo Liberalismo - Gloria Alvarez no Parlamento Europeu


FACT CHECKING: Uso tendencioso do conteúdo da palestra
Título: Delegado Francischini GLORIA ALVAREZ DESMASCARA LULA
Na palestra GLORIA ALVAREZ critica Fórum São Paulo [E] Neo Liberalismo

Analise do conteúdo:

8/10 => Ela só não leva 10 pelo final: tão importante quanto "Igualdade perante a Lei" - eu até creio ser mais importante a "Igualdade de Oportunidades".

Como exemplo a Escandinávia citada, com a Educação Pública Gratuita, de Qualidade, Disponível para TODAS as crianças e adolescentes.

E, como nos países escandinavos e outros países da Europa que servem de modelo (+ o Japão) a Garantia das Sociedades (via Estados de Bem Estar Social) como na Alemanha, França, etc. que garantem - garantiam? - que nenhum cidadão seria Vítima Fatal ou sofreria Incapacitacao  Social permanente por não ter Renda em função de Fases Depressivas dos Ciclos Econômicos.


Recomendo comparar com esta exposição o debate dos comentários de:
O DESALENTO DE MAIS DE 65 MILHÕES  DE PESSOAS.



"Capitalismo de Laços" dos 'Neoliberais Latino', dos governos de 'direita' (com as aspas da palestrante) ou como rotulados no livro Privataria Tucana (e tivemos também as 'Concessões' Petistas, nos mesmos moldes e tráficos de influência - especialidade dos operadores do PMDB, nos dois casos) - sempre privilegiando os 'amigos do rei de plantão' com financiamentos do BNDES (subsidiados por nossos Impostos, para cobrir [SELIC - Taxa do BNDES]) NÃO É UMA CORRUPÇÃO LATINA DO CONSENSO DE WASHINGTON, como a palestrante sugere:

Ayn Rand, em A Revolta de Atlas, publicado em 1957, já explorava o tema, creio que tendo como inspiração os Barões Ladrões do inicio do Século XX, nos EUA. Outros usam o romance como critica ao "Socialismo Real" (que chamo de Capitalismo de Partido Único). 

Na hipótese da inspiração pelos Barões Ladrões o Governo é visto como Instrumento de uma Corporação de Empresários Poderosos. 
Na hipótese da inspiração pelos "Socialismos Reais" (que chamo de Capitalismo de Partido Único) o Governo é visto como Instrumento de uma Corporação de Membros de um Partido Poderoso (exemplo: a Nomenclatura da URSS) que chega ao poder via Revolução Armada e o mantém via Coerção da Sociedade. 
Em ambos os casos explora-se a maioria da população. 

"Barão Ladrão ou Barão Gatuno (em inglês: Robber baron, em alemão: Raubritter) é um termo pejorativo aplicado a ricos e poderosos empresários norte-americanos do século XIX.

No final dos anos 1800, o termo era usado tipicamente para se referir aos empresários que usaram o que eram consideradas práticas de exploração para acumular sua fortuna. Essas práticas incluíam: controlar recursos nacionais; acumular altos níveis de influência no governo; pagar salários extremamente baixos; esmagar a concorrência através da aquisição de rivais, com o objetivo de criar monopólios e, eventualmente, aumentar os preços e criar esquemas para vender ações a preços inflacionados para investidores desavisados até acabar por destruir a empresa para a qual o estoque foi emitido, causado o empobrecimento dos investidores. O termo combina o sentido de crime ("ladrão") e aristocracia ilegítima (um barão é um papel ilegítimo em uma república).[1]"


O livro explora um Estados Unidos distópico, em que muitos dos industriais mais importantes e bem sucedidos da sociedade decidem abandonar suas fortunas e a própria nação, em resposta a agressivas regulações de um governo corrupto, que insiste em sobretaxar e regulamentar os cidadãos produtivos, suas empresas e realizações individuais. O título é uma referência a Atlas, um Titã descrito no livro como "o gigante que mantém o mundo em seus ombros". O significado desta referência aparece em uma conversa entre os personagens Francisco d'Anconia e Hank Rearden, em que d'Anconia pede que conselho Rearden daria a Atlas ao ver que "quanto maior o esforço [do titã], mais pesado fica o mundo em seus ombros". Com Rearden incapaz de responder, d'Anconia dá a sua própria resposta: "encolher os ombros" ("to shrug").
O tema de Atlas Shrugged, como Rand o descreve, é "o papel da mente do homem na existência". O livro explora uma série de temas filosóficos de que Rand posteriormente desenvolveria como objetivismo.[6][7] Ao fazer isso, ela expressa a defesa da razão, o individualismo, capitalismo, e as falhas da coerção governamental.

É que os Barões Ladrões (USA, Europa,Brasil, América Latina) adoram um Capitalismo de Compadres: onde o Estado Minimo tem entre suas funções salvar os Grandes Demais Para Quebrar (1929, 2008 são exemplos esclarecedores do caso, mas não únicos)

O verdeiro Liberalismo - o clássico - não é o dos teóricos do inicio do século XX, nem o dos Neo Liberais de seu final. Mas sim o de Adam Smith - o autor clássico que todos citam mas não seguem. Autor da Teoria DOS SENTIMENTOS MORAIS e a Riqueza das Nações que regulariam os Mercados (que na época do autor seriam algo como nossas feiras livres com grande quantidade de consumidores e fornecedores se relacionando em transação não Cartelizadas ou Oligopolizadas - não tendo nenhuma relação com as relações econômicas como as conhecemos... Portanto sem 'Regulações' indevidas da Leis da Oferta e Procura! 

Mas os 'Liberais' (Barões Ladrões inicio do XX) e seus descendentes (Neo Liberais do fim do XX) não jogam por estas regras => Sintomática é a simplificação, por motivos inconfessáveis, de: [SENTIMENTOS MORAIS e a Mão Invisível]  para: [Mão Invisível]

Para saber mais veja a figura abaixo: Mercados = Confiança


Como a BlockChain transformará radicalmente a economia | Bettina Warburg
Diga olá para a economia descentralizada - a BlockChain está prestes a mudar tudo. Neste explicação lúcida da tecnologia complexa (e confusa), Bettina Warburg descreve como a BlockChain eliminará a necessidade de instituições centralizadas, como bancos ou governos, para facilitar o comércio, evoluindo velhos modelos de comércio e finanças para algo muito mais interessante: um sistema distribuído, transparente e autônomo para troca de valor.

https://www.youtube.com/watch?v=RplnSVTzvnU  (Legendas em Português)

Veja mais vídeos que demonstram BlockChain como Protócolo de Confiança nos comentários de:

Os planos estão tomando forma para transformar a cidade e o emirado de Dubai no primeiro governo baseado em BlockChain.


O blockchain (também conhecido como “o protocolo da confiança”) é uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança. São bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que possuem a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como um livro-razão, só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes, ou seja, sem o intermédio de terceiros. Está constantemente crescendo à medida que novos blocos completos são adicionados a ela por um novo conjunto de registros. Os blocos são adicionados à blockchain de modo linear e cronológico. Cada nó - qualquer computador que conectado à essa rede tem a tarefa de validar e repassar transações - obtém uma cópia da blockchain após o ingresso na rede. A blockchain possui informação completa sobre endereços e saldos diretamente do bloco gênese até o bloco mais recentemente concluído.

A blockchain é vista como a principal inovação tecnológica do bitcoin visto que é a prova de todas as transações na rede. Seu projeto original tem servido de inspiração para o surgimento de novas criptomoedas e de bancos de dados distribuídos.





Capitalismo Laços => consequências:

Como os abusos da "representatividade" pelos C Level  (S.A.), em relação aos acionistas / e políticos, em relação aos cidadãos, causam crises motivadas pelos Ganhos de Curto Prazo.

C Level(S.A)-políticos: efeitos de abusos da "representatividade" 
Ainda somos "Primatas Com Tecnologia", programados pelas Instituições (Família, Escolas, Igrejas, Mídias, ...) a viver conforme  Algoritmos do Século XIX [Exemplo: "Tudo aos "representantes" dos acionistas (C Level (Comitê Executivo das S.A.)) ou dos cidadãos  (políticos) e que "se virem" os próprios acionistas, cidadãos e empregados para sobreviver às Crises Gêmeas  (Ambiental, Econômica, Energética, Política, Social, ...) causadas pelas Decisões para Resultados Trimestrais, sem Visão do Longo Prazo].

Mas os abusos da "representatividade" tem suas consequências:


Wizard Of Lies
"Somente aqueles em quem confia podem trair você."

Um olhar para o corretor de ações e consultor financeiro Bernie Madoff em 2008, ano em que foi preso por cometer talvez a maior fraude financeira na história dos Estados Unidos. Produção Original HBO estrelada pelo ganhador do Oscar Robert de Niro e Michelle Pfeiffer.

PAÍS DE ORIGEM: EUA
ANO DE PRODUÇÃO: 2017
GÊNERO: DRAMA
DURAÇÃO: 132
CENSURA: 14

O personagem se coloca como "Bode Expiatório". 

E poucos Grandes Demais Para Quebrar foram responsabilizados por sua ganância inconsequente...


domingo, 3 de junho de 2018

1910 de Novo?: Descontentamentos, Nacionalismos, Populismos, Protecionismos, Guerras Comerciais, etc. estão criando, novamente, o Ambiente Geo Político que nos levou às 2 Guerras Mundiais?

(Clique nas imagens: ampliar)


#1910deNovo?! #news.google.com

Estados Unidos ficam isolados em reunião ministerial do G7

Os principais parceiros comerciais censuraram a ofensiva comercial multilateral de Trump, que impôs tarifas sobre o aço

Nenhuma declaração final conjunta surgiu da reunião ministerial do G7, em sinal da forte divergência entre as maiores economias globais

A falta de um entedimento comum significa que a disputa continuará na cúpula do G7 na semana que vem, em Quebec, no Canadá, onde se espera que Trump enfrente outros chefes de Estado, enquanto a economia global beirava o conflito comercial. Neste balneário de montanhas cobertas de neve ao norte de Vancouver, na Colúmbia Britânica, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, era o cara estranho.

Os principais parceiros comerciais censuraram a ofensiva comercial multilateral de Trump, enquanto seus governos anunciavam contra-medidas e desafios legais. Um após o outro, os ministros das finanças e os presidentes de Banco Central falaram de um permanente sentimento de traição por parte de um aliado de longa data.


Mnuchin, no entanto, subestimou as divergências e disse que os Estados Unidos estavam comprometidos com o processo do G7. Anunciando o fim da reunião, o ministro das Finanças canadense, Bill Morneau, disse que o governo anfitrião e cinco outros pediram a Mnuchin para transmitir sua "preocupação unânime e desapontamento".


"Dissemos que esperávamos coletivamente que ele retribuísse a mensagem de arrependimento e desapontamento com as ações americanas e que elas não sejam construtivas", disse Morneau. O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, também expressou a indignação da França quando as reuniões terminaram.

https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/06/02/interna_internacional,964029/eua-ficam-isolados-em-ministerial-do-g7.shtml

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Pobreza se aprofunda nos EUA sob governo Trump, diz especialista da ONU

Investigador de direitos humanos da ONU destacou cortes de benefícios como segurança social e saúde no governo Trump e disse que reforma tributária favoreceu os ricos.
Por Reuters

02/06/2018 16h03  Atualizado há 22 horas

https://g1.globo.com/mundo/noticia/pobreza-se-aprofunda-nos-eua-sob-governo-trump-diz-especialista-da-onu.ghtml

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Governo populista italiano planeja gastar mais e deportar 500 mil

Entre os planos da aliança M5S-Liga está a redução da idade mínima da aposentadoria e a criação da Renda da Cidadania; custo geral do programa econômico oscila entre € 100 bilhões e € 150 bilhões

https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,governo-populista-italiano-planeja-gastar-mais-e-deportar-500-mil,70002334166

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Polícia abre fogo contra indivíduo na Catedral de Berlim mas nega atentado terrorista

Um tweet da polícia alemã afirma que esta abriu fogo contra um homem enfurecido na Catedral de Berlim e pede ao público que evite disseminar boatos.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/policia-abre-fogo-contra-individuo-na-catedral-de-berlim-mas-nega-atentado-terrorista_n1079649

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Marine Le Pen oficializa mudança de nome do seu partido para "unir a França"

Le Pen condenou a "tirania dos comissários europeus e dos mercados" e garantiu que as eleições europeias serão "uma autêntica revolução" no continente

http://expresso.sapo.pt/internacional/2018-06-01-Marine-Le-Pen-oficializa-mudanca-de-nome-do-seu-partido-para-unir-a-Franca#gs.cyaNWd4

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Portugal: entre a crise e o milagre econômico

Antes, um modelo a ser seguido, depois, país em colapso. Visto agora como paradigma para gestão de crises, Portugal experimenta, entretanto, recuperação considerada frágil, baseada no turismo e na boa situação global.A taxa de desemprego caiu para 7,4%, boa parte da dívida com a troika (formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) foi paga antecipadamente e o déficit orçamentário se mantém abaixo do limite de 3%: Portugal, o país que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, visitou esta semana, não é o mesmo que ela visitou na vez anterior, em 2012, no auge da crise da dívida da zona do euro.

Em vez de protestos, desta vez Merkel encontrou um primeiro-ministro autoconfiante, que realizou um pequeno milagre. Por meio de pequenas promessas eleitorais, o socialista Antônio Costa não apenas conseguiu convencer os portugueses das vantagens de uma política de cortes, contra a qual eles haviam esbravejado anteriormente. Seu governo minoritário é apoiado até por dois partidos de esquerda.

"Portugal mostrou à Europa que há um outro caminho", afirma orgulhosamente o eurodeputado socialista João Galamba. "Ao eliminar a política de austeridade, colocamos o país no caminho certo, e as pessoas estão em situação cada vez melhor."

https://www.terra.com.br/noticias/portugal-entre-a-crise-e-o-milagre-economico,27edcd86ab4ac087db1e8444d4b8ee44go8u1adb.html

sábado, 2 de abril de 2016

O VERDADEIRO GOLPE (do qual temos sido vitimas frequentes): Ponte para o Futuro (QUAL?) O Plano para um Governo Acuado pelo Sistema Financeiro (Seja Dilma / Temer ou ?)
















"EM PRIMEIRO LUGAR:" [!?] [Sempre socializar prejuízos?]

- "acabar com as {{{vinculações constitucionais estabelecidas}}}, como no caso dos {{{ gastos com saúde e com educação}}}"

- "aposentadoria: idade mínima que não seja inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres

- fim de todas as indexações, seja para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais.

- primeiro objetivo de uma política de equilíbrio fiscal é interromper o crescimento da dívida pública [$ antes do Social]

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>>> "Sua solução será muito dura para o conjunto da população, terá que conter medidas de emergência:

- "As despesas públicas primárias, ou não financeiras, têm crescido sistematicamente acima do crescimento do PIB, a partir da Constituição de 1988. [Pág 6/19 3o. parágrafo] [C1]

- "... em primeiro lugar acabar com as {{{vinculações constitucionais estabelecidas}}}, como no caso dos {{{ gastos com saúde e com educação,}}} [Pág 9/19 2o. parágrafo] [C2]

- "Outro elemento para o novo orçamento tem que ser o fim de todas as indexações, seja para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais. A cada ano o Congresso, na votação do orçamento, decidirá, em conjunto com o Executivo, os reajustes que serão concedidos. A indexação dos gastos públicos agrava o ajuste em caso de alta inflação. [Pág 10/19 1o. parágrafo] [C3]

- "... é preciso introduzir, mesmo que progressivamente, uma idade mínima que não seja inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres, com previsão de nova escalada futura dependendo dos dados demográficos.

- "O primeiro objetivo de uma política de equilíbrio fiscal é interromper o crescimento da dívida pública, num primeiro momento, para, em seguida, iniciar o processo de sua redução como porcentagem do PIB. O instrumento normal para isso é a obtenção de um superávit primário capaz de cobrir as despesas de juros menos o crescimento do próprio PIB. A reforma fiscal permitirá, não apenas controlar a trajetória explosiva da dívida pública, bem como contribuirá para a redução da taxa de inflação e a redução da taxa de juros e do custo da dívida." [C4]
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Comentários:

[C1] **** [E as financeiras, não cresceram? Muito mais!]

[C2] **** ['A cada ano a sociedade e o parlamento elegem suas prioridades, conforme os recursos e as necessidades' - com a estrutura de "representatividade" atual ($1 = 1 voto dos financiados pelo Mercado) como a Sociedade pode atribuir ao Parlamento definir os perdedores / ganhadores do Orçamento? Com as vinculações já há um imenso desequilíbrio entre Despesas Sociais (minimas) e Serviço da Divida (mais de 40% do Orçamento)! Como será sem elas?]

[C3] **** [As obrigatoriedades da Lei de Responsabilidade Fiscal para GARANTIR OS GANHOS DO SISTEMA FINANCEIRO serão retiradas?]

............"A cada ano o Congresso, na votação do orçamento, decidirá, em conjunto com o Executivo, os reajustes que serão concedidos. A indexação dos gastos públicos agrava o ajuste em caso de alta inflação. Nunca devemos perder de vista que a maioria da sociedade não tem suas rendas indexadas, dependendo sempre do nível de atividade econômica para preservar seu poder de consumo. A indexação das rendas pagas pelo Estado realiza uma injusta transferência de renda, na maioria das vezes prejudicando as camadas mais pobres da sociedade. 

Quando a indexação é pelo salário mínimo, como é o caso dos benefícios sociais, a distorção se torna mais grave, pois assegura a eles um aumento real, com prejuízo para todos os demais itens do orçamento público, que terão necessariamente que ceder espaço para este aumento. Com o fim dos reajustes automáticos o Parlamento arbitrará, em nome da sociedade, os diversos reajustes conforme as condições gerais da economia e das finanças públicas.

Em contrapartida a este novo regime, novas legislações procurarão exterminar de vez os resíduos de indexação de contratos no mundo privado e no setor financeiro." [Pág 10/19 1o. parágrafo]

[C4] **** [As Despesas Sociais serão "desvinculadas" por Lei (Congresso). As Despesas Financeiras serão auto reguladas pelo Sistema de Mercado (Leia-se Mercado Financeiro - o principal Financiador de Campanhas de Políticos. Alguém tem dúvidas de quem ganhará neste novo(?) modelo de solução de conflitos distributivos do Orçamento?]

..........."Juros e dívida pública
A dívida pública brasileira já se situa em torno de 67% do PIB, com tendência de seguir crescendo, podendo chegar, na ausência de reformas estruturais, a 75% ou 80% ainda no atual governo. 

Os países europeus e os Estados Unidos têm uma dívida muito mais alta, especialmente após a crise de 2008, que levou esses países a aumentar o gasto público em proporções inéditas na história do capitalismo. Tanto os Estados Unidos como a França, a Inglaterra e a Itália têm dívidas maiores que o total do PIB. 

Mas entre nós e eles existe uma diferença que muda toda a história. Para títulos de 10 anos, o tesouro americano para um juro nominal de 2,30% ao ano, quase zero em termos reais. A França, a Inglaterra e a Itália pagam praticamente a mesma coisa. O Japão, para uma dívida que é maior do que o dobro do PIB, paga 0,49% de juros. Mesmo os emergentes pagam um preço menor do que nós; a Índia paga 8,19% e a Rússia, 9,98. ====> Nós pagamos juros de 14%. [Por quê?]

A este preço nossa dívida pública vai custar 8% do PIB em 2015, e, durante pelo menos as duas últimas décadas, a conta nunca foi inferior a 5% do PIB. [Pág 13/19 3o. parágrafo]

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Trechos destacados do documento [Recomendo a LEITURA COMPLETA antes que seja muito tarde...]:

Uma Ponte para o Futuro - PMBD - Fundação Ulysses Guimarães - Brasília, 29 de outubro de 2015

[CONSENSO FABRICADO PELA MÍDIA:] Todas as iniciativas aqui expostas constituem uma necessidade, e quase um consenso, no país. 
A inércia e a imobilidade política têm impedido que elas se concretizem. 
Pág [2/19]

[CRISE PARA QUEM?:] O Brasil encontra-se em uma situação de grave risco. Após alguns anos de queda da taxa de crescimento, chegamos à profunda recessão que se iniciou em 2014 e deve continuar em 2016. Dadas as condições em que estamos vivendo, tudo parece se encaminhar para um longo período de estagnação, ou mesmo queda da renda per capita. O Estado brasileiro vive uma severa crise fiscal, com déficits nominais de 6% do PIB em 2014 e de inéditos 9% em 2015, e uma despesa pública que cresce acima da renda nacional, resultando em uma trajetória de crescimento insustentável da dívida pública que se aproxima de 70% do PIB, e deve continuar a se elevar, a menos que reformas estruturais sejam feitas para conter o crescimento da despesa. 

Estagnação econômica e esgotamento da capacidade fiscal do Estado não são fenômenos circunscritos apenas à esfera econômica. São fontes de mal-estar social e de conflitos políticos profundos. 

Entre nós o fenômeno pode ocorrer em um grau amplificado, pois partimos de um ponto em que o Estado, embora grande, não presta os serviços que parece prometer e a economia, ainda pobre ou de renda média, está longe de oferecer oportunidades e renda adequada para a maioria absoluta da população. Como agravante temos um sistema político sem raízes profundas na sociedade, muito fragmentado, sem articulação e com baixa confiança da população. 
[Pág 3/19]

Nosso desajuste fiscal chegou a um ponto crítico. [[Sua solução será muito dura para o conjunto da população, terá que conter medidas de emergência ]], mas principalmente reformas estruturais. É, portanto, uma tarefa da política, dos partidos, do Congresso Nacional e da cidadania. Não será nunca obra de especialistas financeiros, mas de políticos capazes de dar preferência às questões permanentes e de longo prazo. É também uma tarefa quase heroica que vai exigir o concurso de muitos atores, que precisarão, pelo tempo necessário, deixar de lado divergências e interesses próprios, mesmo que tenham que retomá-los mais adiante.

Nos últimos anos é possível dizer que o Governo Federal cometeu excessos, seja criando novos programas, seja ampliando os antigos, ou mesmo admitindo novos servidores ou assumindo investimentos acima da capacidade fiscal do Estado. 
[Pág 5/19]

[QUAIS LOBISTAS CONTROLARÃO O ORÇAMENTO?] Foram criadas despesas obrigatórias que têm que ser feitas mesmo nas situações de grande desequilíbrio entre receitas e despesas, e, ao mesmo tempo, indexaram-se rendas e benefícios de vários segmentos, o que tornou impossíveis ações de ajuste, quando necessários. Durante certo tempo houve espaço para a expansão da carga tributária e evitaram-se grandes déficits. Como também houve um certo crescimento econômico que permitiu aumento das receitas fiscais. O crescimento automático das despesas não pode continuar entronizado na lei e na Constituição, sem o que o desequilíbrio fiscal se tornará o modo padrão de funcionamento do Estado brasileiro. [Pág 7/19] -[Comentário: Por que as despesas obrigatórias tem que ser apenas com o Sistema Financeiro - Divida?]

O orçamento público numa sociedade em que os gastos públicos representam mais de 40% da renda nacional é a principal arena para os conflitos distributivos, onde os diferentes interesses, inclusive os mais legítimos, lutam para se apropriar de maior parcela de recursos. Num país em que o sistema político é visto com desconfiança, os diversos grupos de interesse tratam de esquivar-se das incertezas do orçamento anual, tratando de inscrever na pedra da Constituição as suas conquistas, reservando-as das mudanças nas inclinações políticas ou mesmo das incertezas da conjuntura econômica. 

No Brasil, a maior parte do orçamento chega ao Congresso para ser discutido e votado, com a maior parte dos recursos já previamente comprometidos ou contratados, seja por meio de vinculações constitucionais, seja por indexação obrigatória dos valores. Assim, a maior parte das despesas públicas tornou- se obrigatória, quer haja recursos ou não. Daí a inevitabilidade dos déficits, quando os recursos previstos não se realizam, ou porque as receitas foram superestimadas, ou porque houve retração na atividade econômica, e, portanto perda de receitas. Os esforços de ajuste, quando estes são requeridos, acabam se concentrando numa parcela mínima do orçamento, o que torna o ajuste mais difícil e menos efetivo. Esta é uma das razões principais porque as despesas públicas tem crescido sistematicamente acima do PIB. Enquanto as receitas também cresciam neste ritmo, a situação parecia controlada. Hoje o aumento sem limite da carga tributária não é mais uma possibilidade!

O orçamento é a peça mais importante de uma legislatura. Para este fim é que os parlamentos foram criados no moderno Estado de direito. E assim continua sendo na maioria das grandes democracias modernas. Se quisermos atingir o equilíbrio das contas públicas, sem aumento de impostos, não há outra saída a não ser devolver ao orçamento anual a sua autonomia. A cada ano a sociedade e o parlamento elegem suas prioridades, conforme os recursos e as necessidades. Se houver erro, poderá ser corrigido no ano seguinte e não perdurar para sempre. 

Para um novo regime fiscal, voltado para o crescimento, e não para o impasse e a estagnação, precisamos de novo regime orçamentário, com o fim de todas as vinculações e a implantação do orçamento inteiramente impositivo. A despesa orçada terá que ser executada, sem ressalvas arbitrárias, salvo em caso de frustração das receitas, caso em que se aplicarão às despesas um limitador médio, com índices previamente aprovados pelo Congresso podendo ser variáveis, mas produzindo sempre uma redução final suficiente para o equilíbrio, ao longo do ciclo econômico. [Pág 8 e 9 /19] 

[Comentário: 'A cada ano a sociedade e o parlamento elegem suas prioridades, conforme os recursos e as necessidades' - com a estrutura de "representatividade" atual ($1 = 1 voto dos financiados pelo Mercado) como a Sociedade pode atribuir ao Parlamento definir os perdedores / ganhadores do Orçamento? Com as vinculações já há um imenso desequilíbrio entre Despesas Sociais (minimas) e Serviço da Divida (mais de 40% do Orçamento)! 

Como será sem elas?]

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Ao contrário do que dizem os MERCADORES DA MORTE, os MISSIONÁRIOS ACADÊMICOS / MIDIÁTICOS da RELIGIÃO DE WALL STREET, que SATURAM praticamente toda a IMPRENSA com sua VISÃO DO CAMINHO ÚNICO DO MERCADO, e DEMONIZAM como revolucionários ingênuos, sonhadores ou diabólicos ladrões da 'prosperidade do mercado' - O ÚNICO E VERDADEIRO DEUS - qualquer pessoa que tente questionar suas "verdades inquestionáveis",

EXISTEM ALTERNATIVAS - pois o Atual Mecanismo de Acesso e Troca de Bens e Serviços é uma tecnologia humana e, como tal, imperfeita e passível de APRIMORAMENTO, EVOLUÇÃO.

Dinheiro- o 'Sistema Circulatório da Economia de Mercado'
--- " Não há falta de comida no mundo. 
--- O que ocorre é que um grande número de seres humanos NÃO TEM DINHEIRO PARA COMPRAR COMIDA! " (não têm como ser atendidos pelo atual Mecanismo de Acesso e Trocas de Bens e Serviços - o Sistema de Mercado)

Algumas das propostas, em estudo e / ou pilotos de implantação, para superar as limitações do atual Mecanismo de Acesso e Trocas de Bens e Serviços (Sistema de Mercado):...


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NA IMAGEM:

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Uma Ponte para o Futuro - PMBD - Fundação Ulysses Guimarães - Brasília, 29 de outubro de 2015

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Capitalismo Parasitário (2010) - Bauman, Zygmunt - Zahar 
O aclamado sociólogo Zygmunt Bauman lança nesse novo livro o seu olhar crítico sobre temas variados do mundo contemporâneo: cartões de crédito, anorexia, bulimia, a crise financeira de 2009 e suas possíveis soluções, a inutilidade da educação nos moldes atuais, a cultura como balcão de mercadorias... Todos são fenômenos que colaboram para o mal-estar dominante em nossas sociedades, e estão brilhantemente relacionados ao conceito de liquidez desenvolvido pelo sociólogo. 

Resumo: 
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Vida para Consumo (2008) - A Transformação das Pessoas em Mercadoria - Bauman Zygmunt - Zahar
Zygmunt Bauman nos revela a verdade oculta, um segredo bem guardado da sociedade contemporânea: a sutil e gradativa transformação dos consumidores em mercadorias. As pessoas precisam se submeter a constantes remodelamentos para que, ao contrário das roupas e dos produtos que rapidamente saem de moda, não fiquem obsoletas. Bauman examina ainda o impacto da conduta consumista em diversos aspectos da vida social: política, democracia, comunidades, parcerias, construção de identidade, produção e uso de conhecimento. E não esquece de analisar como esta característica parece evidente no mundo virtual: redes de relacionamento, como Orkut e MySpace, não trabalham com a idéia do homem como produto?

Resumo (Comunidade Virtual de Antropologia):

A VIDA PARA CONSUMO
"Bush sugeriu, após o 11/09: 'fazer luto'?-'rezar'?-'ter esperança'? Não. Ele disse para 'comprarmos'!

Assista (11 minutos):
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MONOPOLY ou BANCO IMOBILIÁRIO: jogos de tabuleiro - uma das mais antigas e eficazes FERRAMENTAS DE DOUTRINAÇÃO de jovens e adultos para os RITUAIS COMPETITIVOS da IDEOLOGIA DE WALL STREET: 'Só deve restar UM: o Ganhador. Aquele que TOMA todas as PROPRIEDADES dos outros jogadores.' Jogo sem espaço para alianças ou cooperação, possíveis até em jogos de guerra, como WAR!

Diferenças entre o Monopoly e o Banco Imobiliário:

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VER TAMBÉM:
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Internetocracia - Brasil - 26 de setembro de 2015
'ESTE' AJUSTE FISCAL = ARROCHO SOCIAL! NOVAMENTE?? - Vamos construir uma alternativa de Ajuste Fiscal Democrática e JUSTA?
--- Servidores Federais: Fórum que representa 90% da categoria prepara reação a adiamento de reajuste salarial e corte de abono, em 2015
--- Secretário de Alckmin diz que docentes não terão reajuste em 2015

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Internetocracia - Brasil - 25 de outubro de 2015 
**** PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA, DE DÉCADAS, NÃO DEBATIDO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. ****
------ "Não há mais como escamotear, a inexplicável política de juros altos praticada no Brasil é resultado de luta de classes. E a classe dos banqueiros tem vencido sistematicamente. Não se trata nem mais de uma questão técnica, mas política."

------ "Como na lenda do Minotauro, juros são tributo imposto à sociedade brasileira pelos mais ricos. Como eles paralisam o país e o tornam mais desigual. Por que é possível vencê-los."

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Internetocracia - Brasil - 8 de novembro de 2015
Saiba porque o seu DIREITO A UMA APOSENTADORIA DIGNA está sob ataque (“A partir do Governo Collor, a reforma da Previdência (reduzir direitos dos segurados e enfraquecer o sistema) passou a constar das agendas de todos os governos, até o governo atual”)

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Internetocracia - Brasil - 8 de novembro de 2015
Auditoria Cidadã da Dívida:
? ? ? ? ? Jornalismo compactua com elite financeira—por quê?

--- "Os bancos e as agências de risco tornaram-se os ditadores do Ocidente. Exatamente como os Mubaraks e Ben Alis, os bancos acreditaram – e disso continuam convencidos – que seriam proprietários de seus países.

--- As eleições no Ocidente – que deram poder aos bancos e às agências de risco, mediante a colusão de governos eleitos – tornaram-se tão falsas quanto as urnas que os árabes, ano após ano, eram obrigados a visitar, décadas a fio, para ‘eleger’ os proprietários deles mesmos, de sua riqueza, de seu futuro.

--- Goldman Sachs e o Real Banco da Escócia converteram-se nos Mubaraks e Ben Alis dos EUA e da Grã-Bretanha, cada um e todos esses dedicados a afanar a riqueza dos cidadãos, garantindo ‘bônus’ e ‘prêmios’ aos seus próprios gerentes pervertidos. Isso se fez no Ocidente, em escala infinitamente mais escandalosa do que os ditadores árabes algum dia sonharam que fosse exequível."



"Os dados da policia federal que apareceram nos jornais da grande mídia, mostraram que entre 2002 e 2012, saíram dos cofres públicos, a titulo de corrupção, aproximadamente R$ 51 bilhões, muito dinheiro. Eu fiz a soma dos pagamentos de juros e amortizações, no mesmo período, saíram dos cofres públicos, mais de R$ 7 trilhões, quase 140 vezes o valor da corrupção. Não que a corrupção não deva ser enfrentada, mas fica claro que a corrupção do varejo é só uma cortina de fumaça. A grande corrupção que não é enfrentada, nem disseminada na grande mídia, chama-se Dívida Pública. "

"As GRANDES CORPORAÇÕES desse país devem mais de R$ 1,5 trilhões em tributos, de acordo com os dados da Receita Federal, que se pagos poderiam melhorar e muito a nossa vida. Isso é corrupção?"

"Todos falam que devemos respeitar a Constituição. O art. 26 ADCT, fala em criar uma comissão mista ( Câmara e Senado) para realizar uma Auditoria na dívida externa, um ano após a promulgação da CF/1988, já se passaram mais de 27 anos, nada foi feito. Causando um enorme prejuízo a nação e sua população. Isso é corrupção?"

"Montanhas de dinheiro são desviados para os paraísos fiscais, a título de esconder dinheiro ou lavar dinheiro. Sabem quem faz isso, as GRANDES CORPORAÇÕES desse país, que hoje apontam o dedo para acusar de corrupção o governo. Isso é corrupção?"

"Tem um suspeita, que já foi enviada ao STF. Comprovada pelo prof Adriano Benayon, através de uma estudo denominado: Anatomia de uma fraude a Constituição - O artigo 166 da CF, de acordo com o estudo, comprovante que esse artigo na linha "b" que garante o pagamento da dívida pública, não foi votado no primeiro turno, entanto como se fosse um contrabando, na redação final. Leia o artigo, encontrasse da prof Google. Isso é corrupção?"

"O Sistema cria mitos, que repetidos inúmeras vezes na grande mídia, torna-se verdade. É o caso da Previdência Social, que a mídia alardei o seu grande déficit. No estudo da Anfip, entre 2005 e 2014, a Previdência Social teve um superávit de mais de R$ 500 bilhões. Mas se isso for admitido, os governos teriam que melhorar o salário mínimo, aposentadorias e etc. Mas o principal objetivo desse ataque é capturar o segundo maior orçamento da União. Na realidade a Seguridade Social está formada em um tripé: Previdência Social - 21,76% - Assistência Social - 3,08% e Saúde - 3,98%. Totalizando 28,82%, que representaria mais de R$ 600 bilhões em 2014, por exemplo. É atrás dessa quantia que o grande Capital captura o Estado e obrigada sacrificar o povo para garantir mais lucratividade."

"Gostaria que vocês respondessem essas poucas indagações e se vocês não se der por satisfeito com os fatos, posso enviar mais argumentos ratificando como esse processo neoliberal está sendo instalado no Brasil. Um abraço, sem rancor. Isso não é briga édebate.

Precisamos aprofundar nossa visão, para que não caiamos na vala comum."

Paulo Lindesay - Membro da Auditoria Cidadã RJ


          Auditoria Cidadã da Dívida - GRUPO

sábado, 13 de setembro de 2014

No caminho da Tirania Corporativa - Como as corporações e os seus agentes políticos estão destruindo o sonho americano


CAPÍTULO V 
No caminho da Tirania Corporativa 

Esta cultura representa a realização de um velho ideal de gestão: obter um consentimento universal, não através da força pura e simples, mas com a criação de um ambiente que tornaria impossível a dissidência.
—Mark Crispin Miller

Embora raramente discutido em nossos fluxos hegemônicos de notícias [mainstream: Mídia Corporativa], há uma disputa épica e furiosa de poder, dentro dos Estados Unidos, que coloca a elite corporativa contra os defensores da democracia. Para a elite, os frutos da vitória são muito mais do que apenas os elevados postos de comando da economia global; é todo o nosso sistema político. Isto levanta a pergunta simples: Por que a elite corporativa quer ou precisa de mais poder?

Afinal, eles já desfrutam de salários exorbitantes, os mais altos do mundo livre, enquanto o valor total de suas empresas - abrangendo todo o planeta - excede a de muitos Estados soberanos. Enquanto isso, o mercado de ações, apesar de um mercado de trabalho que está se debatendo, está fazendo um tremendo negócio. No entanto, os mestres do universo ainda não estão contentes.

Por que os líderes de negócios dos Estados Unidos sentem a necessidade de controlar o nosso processo político também? Por que eles devem controlar todo o jogo?

Em relação ao acúmulo de poder, uma coisa é clara: Estes indivíduos nunca estarão satisfeitos, e sua sede de maior influência nunca se apagará. Isso porque quanto mais poder e influência um determinado grupo adquire, mais deseja e necessita. De um ponto de vista maquiavélico, isso é compreensível uma vez que qualquer grupo que acumula autoridade excessiva em breve se tornará o alvo da suspeita e até mesmo repugnância do resto sociedade, que inerentemente entende os perigos da obtenção, por um grupo, de poderes absolutos.

A usurpação do poder que estamos testemunhando hoje, no entanto, é de uma natureza muito mais sutil do que em outros períodos da história. Hoje, a batalha está ocorrendo sem tanta visibilidade, como um tiroteio por trás das portas fechadas do Congresso e dos tribunais, onde os nossos representantes governamentais, vendendo-se como prostitutas baratas para lobistas corporativos, tem destruído qualquer noção de democracia.

A infinita sabedoria de nossa sagrada Constituição está sendo minado por um sistema político que tanto defende quanto é dependente do poder corporativo. Com a Suprema Corte sob as suas asas, nossos super senhores [overlords] políticos e empresariais estão colocando o máximo de espaço possível entre eles e o processo democrático. O povo americano, apesar de alguns bolsões de resistência mais obstinados, são impotentes diante desse sequestros.

Ao mesmo tempo, a comunidade dos jornalistas - membros do chamado Quarto Poder, cuja função é soar o alarme sobre os ataques contra a sociedade civil - são amplamente empregadas pelas mesmas forças das empresas que estão destruindo nossa sociedade. Com exceção de alguns corajosos empreendedores privados, a elite corporativa controla todo o ambiente social e cultural. Através de suas vastas propriedades de mídia, só eles decidem o que é e o que não é importante para a discussão e o debate público.

Eles inundam os mercados de mídia com entretenimento estúpido - de músicas a filmes e revistas - que servem principalmente para perturbar, degradar intelectualmente  e distrair de questões cruciais. Eles nos lembram repetidamente sobre a ameaça terrorista, enquanto a ameaça real para a nossa sociedade continua a rondar Wall Street como uma matilha de lobos raivosos, preparando o bote para sua próxima matança fácil. As pessoas da América, outrora orgulhosas e auto-suficientes, tornaram-se tão sobrecarregadas com assuntos supérfluos que não conseguem reconhecer os seus novos senhores, os senhores corporativos, que nos fornecem alegremente tudo sob o sol - inclusive muitas de nossas próprias opiniões - tudo para nos escravizar.

Entretanto, como as contradições econômicas de nossa sociedade continuam a proliferar, estamos nos aproximando a cada dia de uma guerra de classes total. Aqueles que pensam que isso é um exagero (Warren Buffett e George Soros não pensam) só precisam considerar a forte presença de polícia paramilitar em todos os eventos financeiros globais e as medidas extremas tomadas para eliminar o debate democrático e a oposição.

Apesar de nossos líderes políticos e corporativos verem claramente que a sua agenda global é geralmente repugnante para a maioria das pessoas, isso não os impede de tentar reconstruir o Sonho Americano em conformidade com os interesses de sua própria classe limitada. Eventualmente esse caldeirão fervente de contradições, o qual é visível na desigualdade e na privação de direitos de milhões de americanos, deve explodir sua tampa a menos que seja permitido florescer uma nova visão política.

Tradução das páginas 129 a 131 de:

Midnight in the American Empire: How Corporations and Their Political Servants are Destroying the American Dream2012 Robert Bridge
Meia-noite no Império Americano Como as corporações e os seus agentes políticos estão destruindo o sonho americano2012 Robert Bridge

Ver também tradução do Prefácio e Índice em:

2012 Robert Bridge: Meia-noite no Império Americano-Como corporações e seus agentes políticos estão destruindo o Sonho Americano // Deveria o Mundo dos Negócios ser separado da Política, como foi o caso com a separação entre Igreja e Estado?
http://poltica20-yeswikican.blogspot.com.br/2014/08/2012-robert-bridge-meia-noite-no.html