domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre a Comunicação Não Violenta: em A 3ª alternativa, Stephen Covey -sinergia de interesses- solução criativa que pode encantar ambos os lados




No décimo capítulo do livro “O 8º Hábito”, intitulado “Combinando vozes – a busca da terceira alternativa”, Stephen Covey apresenta sua teoria do ganha-ganha, ou seja, a busca da Terceira Alternativa.

8º HABITO, O - DA EFICACIA A GRANDEZA. Formato: Livro. Autor: COVEY, STEPHEN R.

                     Esse 8º Hábito é o de encontrar a própria voz e inspirar outros a encontrar a deles. 

Resenha do Livro 8º Hábito - Stephen Covey



Compartilho a resenha de um livro muito especial, fonte de referência e inspiração nos meus cursos de liderança:


[1] Os Sete Hábitos são:
·         Hábito 1: Ser Proativo;
·         Hábito 2: Começar com o Objetivo em Mente;
·         Hábito 3: Primeiro o Mais Importante;
·         Hábito 4: Mentalidade Ganha-Ganha;
·         Hábito 5: Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido;
·         Hábito 6: Criar Sinergia;
·         Hábito 7: Afinar o Instrumento.

Um dos maiores desafios da vida com certeza é saber lidar com os conflitos – lidar com as diferenças humanas. Possuir a habilidade de lidar com essas diferenças de modo sinérgico, criando a Terceira Alternativa, é uma competência essencial para qualquer líder que deseja formar uma equipe complementar eficaz.
A capacidade e a habilidade para gerar a cooperação criativa que resulte na Terceira Alternativa se constroem sobre os alicerces da autoridade moral, no plano pessoal, e da confiança, nos relacionamentos. Mas afinal, o que é a Terceira Alternativa?
É o mais puro produto do esforço criativo que surge da sobreposição das vulnerabilidades de duas ou mais pessoas.
A Terceira Alternativa é aquela que não é a sua nem a minha: 
é a nossa.  
Não é uma conciliação a meio caminho entre a minha e a sua solução, é melhor do que um acordo, e melhor que qualquer uma das duas alternativas individuais.
A Terceira Alternativa começa com o pensamento ganha-ganha, que parte do princípio do respeito e benefício mútuo.  Diferente do que muitas pessoas acreditam, Covey nos demonstra através de exemplos que não é necessário que as duas pessoas tenham o pensamento ganha-ganha, basta que uma pense deste modo. Isso ocorre, pois a cooperação criativa só aparece quando a sinergia já está estabelecida.
O primeiro passo é preparar o outro para isso, pela prática da empatia e escuta profunda, buscando primeiro o interesse dele, e manter-se nessa posição coerentemente até que a outra pessoa se sinta confiante.
É preciso um considerável sucesso no nível pessoal para chegar ao ponto em que a segurança está dentro de nós mais do que na opinião dos outros. Nosso sistema de valores, baseado em nossos princípios, nos torna invulneráveis e seguros, e assim podemos nos permitir a busca sem saber onde iremos parar – sabemos apenas que será melhor do que o lugar de onde nós e a outra pessoa saímos.
A comunicação é a mais importante habilidade da vida, seja ela através da leitura, escrita, fala ou escuta. Destas 4 formas de comunicação, a escuta é sem dúvida a menos treinada pelas pessoas, apesar de representar entre 40% e 50% de nosso tempo de comunicação.
A escuta é classificada em 5 níveis por Stephen Covey:
1.    Ignorar
2.    Fingir escutar (condescendência)
3.    Escutar seletivamente
4.    Escutar atentamente
5.    Escutar com empatia

Escutar verdadeiramente é escutar com empatia, estar sinceramente aberto e ouvir a outra pessoa para poder entender o que o outro vê e por que vê o mundo desse jeito. Entender neste caso não significa concordar com os outros. Significa apenas ser capaz de ver com os olhos, o coração, a mente e o espírito da outra pessoa.
Devemos ter a consciência de que o que experimentamos antes de ser apresentados à nova informação matiza a maneira como olhamos para ela. Precisamos sempre lembrar que não vemos o mundo como ele é, nós o vemos como somos. As percepções são estabelecidas muito antes dos esforços para criar sinergia.
Outro ponto importante da comunicação é termos a consciência de que não há uma única maneira de interpretar algo. O desafio está em propiciar uma visão compartilhada que considere exata e honestamente todos os pontos de vista diferentes e que ainda assim permaneça fiel à visão original.
Covey salienta também a força da semântica nas quebras de comunicação, dizendo que 90% dos problemas de comunicação estão relacionados a definições diferentes que as pessoas dão às palavras.
Entre os índios americanos existiu uma prática eficaz para resolver problemas de comunicação em suas reuniões: a utilização de um bastão de madeira que era entregue a pessoa que iria falar, e que só era passado adiante quando a mesma se sentisse completamente compreendida por seus ouvintes. Este Bastão obrigava os ouvintes a prestarem atenção ao orador e compreende-lo para terem mais tarde a chance de falarem também.
Stephen Covey nos mostra como podemos utilizar esta técnica hoje em dia a fim de tornarmos a comunicação mais franca e eficaz. Independente de utilizarmos um bastão ou qualquer outro objeto físico para demonstrarmos que certa pessoa está com a palavra, as lições do Bastão Falante devem ser aplicadas na busca da Terceira Alternativaatravés da escuta com empatia.
No final do capítulo Covey nos mostra como a maioria das disputas poderiam ser evitadas e resolvidas por meio da Terceira Alternativa, ao invés da terrível e destrutiva tendência de recorrer a tribunais por qualquer motivo. Segundo o autor uma cultura litigiosa não é saudável para a sociedade, destrói a confiança, resulta em terríveis modelos e, na melhor das hipóteses, termina num acordo.
A Terceira Alternativa é a melhor forma de resolver as diferenças, pois seu resultado oriundo de um esforço criativo sinérgico é melhor do que a soma das alternativas apresentadas inicialmente por cada indivíduo.

Este artigo se trata de um pequeno resumo do capítulo 10 do livro “O 8º Hábito” de Stephen Covey. Saliento que a leitura do mesmo jamais substitui a leitura do original, que contém diversos exemplos e aprofunda conceitos fundamentais.
Na sua última obra – faleceu em 16 jul. 2012, aos 79 anos, vitima de complicações de um acidente de bicicleta - Covey expande a analise deste assunto considerando-o a grande contribuição de seus estudos:

Sobre a Comunicação Não Violenta: em A 3ª alternativa, o autor Stephen Covey se concentra em uma prática imprescindível e infalível para qualquer pessoa em qualquer contexto: a sinergia de interesses. Segundo ele, mesmo nos embates mais complexos sempre há uma solução criativa que pode encantar ambos os lados, de modo diferente do acordo, que implica em não satisfazer nenhum dos lados. E esta composição, de nível mais alto, é a 3ª alternativa.



Stephen Richards Covey (Nascido em 24 de Outubro de 1932 em Salt Lake City, Utah- Falecido em 16 de Julho de 2012em Idaho Falls,Idaho) foi autor do best-seller administrativo (classificado por alguns como livro de auto-ajuda) Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes[1], publicado pela primeira vez em 1989, como também do livro (Primeiro o Mais Importante), dentre outros. Foi fundador da Covey Leadership Center em Salt Lake City, Utah, e da "Covey" de Franklin Covey Corporation, que ensina a como fazer planejamentos nas organizações.

Covey instruiu as pessoas a como adquirirem plena eficácia na vida, especialmente no contexto da vida profissional e daadministração. Porém, seus livros também enfatizaram a família, a liderança pessoal ou autoliderança, a primazia do carátersobre as técnicas, a necessidade de construirmos um alicerce de integridade para nossa vida e a importância da contribuição e do legado.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um ótimo texto para compreender a MISTIFICAÇÃO dos que se beneficiam e, portanto, defendem como Único Caminho a Democracia "Representativa". Sacerdotes de seus interesses, demonizam como inviável a Verdadeira Democracia

REFLITAM E NÃO SE DEIXEM ENVOLVER PELAS IDEIAS DOMINANTES NOS ÚLTIMOS SÉCULOS:   uma construção intelectual muito bem planejada para DISFARÇAR DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO.

Algumas frases retiradas do texto anexo:

“O mundo hoje se encontra em situação paradoxal. Por um lado, produz riqueza suficiente para proporcionar condições de vida dignas a todos os indivíduos; por outro lado, as aflições e carências básicas atingem patamares nunca antes vistos. O que faz com que haja tanta má distribuição e dissipação de recursos? Para responder a essa pergunta é preciso sair do campo da ciência econômica e fazer uma incursão ao campo da ciência política.”


“O poder é auto extinguível e sempre tende à própria dissolução, de forma tanto mais rápida quanto maior o empenho envolvido para preservá-lo. Portanto, todo o esforço para a manutenção do poder é autófago. Manter o poder significa direcionar os recursos disponíveis para a consecução de interesses individuais ou grupais de curto prazo, em detrimento dos interesses gerais e de longo prazo, que mais cedo ou mais tarde acabam por se manifestar para exigir o seu quinhão. Não importa quanto se obtenha de benefícios individuais apartados do interesse geral, nunca poder-se-á evitar o refluxo advindo da ruína do todo. É como fazer um rombo no casco de um barco e depois lutar para conseguir um bom lugar na ponta do mastro: é inócuo, pois todos afundarão juntos, ainda que alguns submerjam um pouco mais tarde...

É exatamente o que ocorre aos Estados na atualidade. Criados inicialmente para proteger e prover as necessidades da população afetada, pouco a pouco foram se dissociando desse objetivo essencial e colocados a serviço de interesses localizados de castas privilegiadas, escravizando, informalmente, a população comum a cargas tributárias absurdas, inflação, burocracia, ineficiência, ignorância, desemprego, fome, miséria etc. Sob o Estado-parasita o cidadão só tem ônus, sempre compartilhando os prejuízos e jamais usufruindo os benefícios. É exaurido já na subsistência básica, seja na dimensão material, seja na dimensão humana.

Esse fenômeno vem-se perpetuando e agravando ao longo de milênios, ao abrigo dos mais diversos sistemas políticos. Surpreendentemente, encontrou seu auge nos últimos duzentos anos sob a chamada democracia representativa, apontada tão deliberada quanto equivocadamente como panaceia capaz de resolver todos os males. Na verdade, a esta altura as populações já se encontram saturadas e sentem com desalento a inviabilidade desse sistema para atender às suas necessidades, mesmo que não sejam capazes de verbalizar conscientemente o sentimento e traduzi-lo em linguagem técnica. Mas o que faz com que continuem a se submeter resignadamente a um sistema inepto é o desconhecimento de alternativas, de opções, de novos referenciais.”


“Entre os mitos postos abaixo, vale destacar que a existência de eleições, partidos políticos, liberdade de expressão, parlamentos/representação, liberdade de imprensa e decisão pela maioria não é condição suficiente e, considerando cada aspecto separadamente, tampouco sempre  necessária para a configuração da democracia. À primeira vista esta afirmação soa como heresia porque o conceito de democracia hoje disseminado é equivocado, distorcido e insubsistente, sequer merecendo tal denominação, por estar demais distante da democracia pura praticada proficuamente ao longo de duzentos anos na Grécia antiga.

No exercício da democracia pura o cidadão não é compelido a nada sob a imposição da obrigatoriedade. Tanto para votar quanto para ser votado, desde que preencha os requisitos estabelecidos, o interessado deve apenas manifestar a sua vontade, auto habilitando-se através de um processo simples, seguro e isento de intermediação ou representação. Obrigar o cidadão a votar, como ocorre atualmente, é uma excrescência que viola o seu direito de se abster quando o cenário político não o cativa o suficiente ou não lhe permite formular julgamento válido entre opções viciadas, apenas contribuindo para diminuir o resultado qualitativo do processo de escolha e favorecendo grandemente a eficácia da manipulação. Portanto, a abstenção também precisa ser respeitada e valorizada como uma forma válida de manifestação de vontade, que ao mesmo tempo indica o nível de motivação política da comunidade e alija do processo os desinteressados.

Notáveis as constatações da pouca importância relativa das eleições frente a meios de escolha mais eficazes e da farsa de que se reveste a representação política, quer se a analise pelo ponto de vista jurídico, político ou técnico. E, ainda, a ausência de atividade legiferante entre as atribuições do Poder Executivo e a ausência de qualquer tipo de propaganda ou marketing, embora todos os atos sejam revestidos de ampla publicidade. Verdadeiramente revolucionárias na democracia pura, contudo, no melhor sentido do termo, são as concepções sobre a absoluta falta de necessidade do político profissional e dos partidos políticos, devido às suas características predadoras da sociedade que os provê, sem dúvida resquícios da instintiva natureza competitiva animal ainda não completamente transcendida para a eletiva natureza cooperativa humana. Afinal, a busca exclusiva do interesse individual fora do contexto geral atua no tecido social como a célula cancerosa no organismo: obcecada apenas pelo seu interesse, deixa de cumprir o seu papel no todo, para de cooperar para o bem-estar geral e se transforma em tumor, paradoxalmente matando o organismo que a mantém viva.

Como não há reeleição [na Democracia Pura], é incogitável a prática política como meio de vida, franqueando a todo cidadão, caso assim o queira, a possibilidade de contribuir para a condução da coletividade, à qual retornará no final do mandato como uma pessoa comum, isenta de privilégios e sujeita aos efeitos de suas próprias ações na vida pública tanto quanto os demais. Já a inadequação dos partidos políticos pode ser deduzida, entre outros motivos, da sua própria denominação. Segundo mestre Aurélio, partido é o que foi dividido em partes, quebrado, fragmentado; ou seja, o que perdeu a integridade. A linguagem é muito mais precisa do que em geral se supõe, a ponto de Monteiro Lobato, citando Carolina Michaelis, dizer que é a maior criação coletiva de um povo. Seria mera coincidência, portanto, o fato de os partidos políticos carecerem de integridade, como se observa à saciedade em quaisquer âmbitos do cenário político?

Ademais, uma facção isolada, ainda que se autoproclame capaz, não tem referenciais suficientes para conduzir o todo de forma satisfatória. Somente com a participação geral e indiscriminada na tomada de decisões é que podem surgir soluções para a governança sadia da sociedade.  Por essa razão, na democracia pura o processo conducente à participação política se inicia pela auto habilitação do interessado e não pela intermediação partidária, eis que esta atua como empecilho ao acesso dos cidadãos realmente preparados, seja técnica, ética ou moralmente, ao priorizar a distribuição das vagas disponíveis a candidatos com apelo popular ou abundantes recursos materiais.

Quem quer que tenha tido algum contato com a praxe política vigente sabe que eleições custam muito dinheiro, e manda no governo quem financia a facção vencedora. A verdadeira motivação e combustível dos partidos políticos são os fluxos de capital, direcionando a atuação do Estado para beneficiar interesses localizados ao invés da população como um todo. As ideologias e posições políticas são apenas a fachada, a camada visível, atingindo hoje a manipulação do povo tal grau de refinamento que se produzem eleições onde todos os candidatos são patrocinados pelos mesmos interesses e a disputa não passa de simulação.

Enquanto a democracia representativa e o sistema político-partidário não forem superados, mesmo todos os esforços das pessoas de boa vontade serão não efetivos, pois os idealistas melhoram as condições no varejo e o sistema vigente as deteriora no atacado... O caos em que o mundo está sendo mergulhado pela busca desenfreada do interesse individual desvinculado do bem-estar geral vai deflagrar a mudança, por absoluta impossibilidade operacional de a humanidade se sustentar por muito mais tempo em um modelo que privilegia a aparência e ignora a essência, privilegia o quantitativo e ignora o qualitativo. Em breve dar-se-á a ruptura, e será imperativo de sobrevivência escolher os ocupantes de quaisquer postos por seus talentos e competências reais. Do ponto de vista social estamos sofrendo de câncer coletivo em estado terminal.”



Leiam com cuidado o texto anexo (20 páginas do livro abaixo): sejamos recipientes da sabedoria, em um primeiro passo.

À seguir sejamos “arautos da Verdade” para limpar o terreno das pragas propagandeadas pelos sacerdotes da DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO disfarçadas de “Governos do Povo, pelo Povo e para o Povo”.

Só após esta limpeza poderemos semear a VERDADEIRA DEMOCRACIA onde as pessoas sejam sujeitos e objetos esclarecidos das ações públicas (estatal NÃO É sinônimo de publico!).


O que é o Movimento Democracia Pura?

Nós do Movimento Democracia Pura defendemos uma efetiva e verdadeira participação dos cidadãos nas decisões públicas. Entendemos que somente existirá democracia quando o poder de decisão estiver de fato ao alcance do povo.

Rejeitamos a representação política, que é o sistema que vigora atualmente, porque o consideramos falho e antidemocrático. O que temos hoje é o governo de uma elite, formada por políticos profissionais, que somente agem em seu próprio proveito, significando enormes prejuízos para a sociedade.

Nossa principal função é o estudo e divulgação de sistemas mais modernos e avançados que podem substituir o modelo atual de representação política com enormes vantagens para o povo.



Movimento Democracia Pura | Facebook
https://pt-br.facebook.com/MovimentoDemocraciaPura


Democracia Pura é o processo em que possibilita ao povo se 

autogovernar, sem intermediários




Uma amostra do livro:





Professor José Vasconcelos explica o conceito básico de 

Democracia Pura. 

► 8:57









Ton Martins tece comentários sobre a Democracia Pura (SuperDemocracia, Democracia 
Direta ou Participativa), combatendo a Democracia Representativa.









Ton Martins comenta e complementa seu primeiro vídeo sobre Democracia Direta.





E, lógico, minhas incursões no assunto:


Esta página é um espaço para discussão sobre "Internetocracia" , algo como 

Democracia Intensificada pela WEB


A Era que está Nascendo: da Internetocracia

- (1a. parte) 


- (2a. parte) 


- (3a. parte) 


- (4a. parte - Final) 





escoladeredes.net

Grupo para escrever interativamente o livro A Terceira Invenção da Democracia. 

O livro está sendo escrito também em um grupo do Facebook 







Vote SIM ou NÃO nos projetos de lei do Congresso e influencie as decisões que afetam todos nós. Ajude a fortalecer nossa democracia! Participe!


PROPOSTA DE UM NOVO SISTEMA POLÍTICO QUE MUDARÁ O BRASIL E O MUNDO! 

Eliminando  A Ditadura Partidária = uma Plutocracia, uma Corruptocracia!


Pensado sob medida para a situação brasileira, chamado de Democracia Semi-Direta Representativa ou simplesmente sistema "Concursário", como tem sido apelidado, ele resume-se ao seguinte:

Extinção dos Partidos (como já prevê a Democracia Direta) e Adoção de Concursos Públicos Seguidos de Eleições para os cargos dos PoderesLegislativo (vereadores, deputados, senadores) e do Executivo (presidente, governadores, prefeitos). Lembrando que não há estabilidade alguma para os aprovados nos concursos e nas eleições: há sim um MANDATO de 4 anos como ocorre no sistema atual (com a diferença de que TODOS os mandatos serão revalidados ou não a cada 2 anos, com a instituição do direito de "Recall" automático - ver abaixo para mais detalhes).

Vivemos hoje em uma ditadura, A Ditadura Partidária, onde as pessoas têm a ilusão de que votar significa uma escolha verdadeira quando na verdade os Partidos é que escolhem PREVIAMENTE todos os candidatos que disputam as eleições.

A primeira e maior responsabilidade pela eleição de políticos corruptos é dos PARTIDOS, pois foram justamente eles que escolheram, que PRÉ-aprovaram esses corruptos para disputarem as eleições. Isso é um FATO que tem sido largamente ignorado, pela mídia, pelos eleitores, pela sociedade em geral.


A ditadura que temos atualmente é a ditadura da corrupção, que é dirigida por grandes interesses econômicos, é contrária à vontade do povo e se disfarça de democracia. É, portanto, uma Plutocracia, uma Corruptocracia!

Para solucionar essa corrupção generalizada presente em todos os partidos é necessário a extinção de todos eles. Eles serão substituídos porAdministradores e Legisladores Públicos, aprovados em Concursos Públicos, seguidos de Eleições e com os eleitores tendo o devido direito de VETO, caso decidam que nenhum dos aprovados nos concursos tem a intenção ou capacidade de administrar de forma correta o Brasil (caso isso ocorra, o processo eleitoral será reiniciado e os "segundos" melhores aprovados que estarão na "lista de espera" serão chamados para disputarem as eleições).

Conheça a Proposta:


quinta-feira, 20 de junho de 2013

O COMPLEXO DARTH VADER - Ideias sobre outras formas de Organização Social (horizontais, em redes mais distribuídas que centralizadas, sem líderes fixos) que muitos de nós acreditamos estarem maduras para serem praticadas.

    Nós que pesquisamos, já há alguns anos, a potencialização das Redes Sociais (que sempre existiram onde dois ou mais seres se reuniram para trocar afetos, alimentos e conhecimentos) pelas modernas Mídias Digitais (Blogs, Facebook, Ning,  Twitter, etc.) olhamos com admiração e esperança para os eventos que evidenciam a força destas Redes Sociais.

    Nestes tempos em que a Sociedade Brasileira ensaia, com acertos e erros, algumas iniciativas de Organização Horizontal (em redes mais distribuídas que centralizadas, sem líderes fixos) vale a pena analisar as ideias expostas abaixo.

    Estas ideias são sobre outras formas de Organização Social que muitos de nós acreditamos estarem maduras para serem praticadas.



O COMPLEXO DARTH VADER
EXCERTOS
(1992-1998)

Augusto de Franco (E=R - Escola de Redes)
(...) “Com alguma correção pontual, aqui e ali - mas sem aduzir nada de novo – transcrevi o Complexo Darth Vader. Na verdade, fiz um apanhado de algumas partes da argumentação central dos oito capítulos do livro, constituída por sentenças ou grupos de sentenças numeradas de 1 a 131. Omito a introdução e os extensos Créditos e Notas e Comentários, mantendo, todavia, o Epílogo.

São Paulo, inverno de 2010.”

Prólogo
1 - A vida da nossa civilização continua sendo basicamente a mesma, há pelo menos seis milênios. Tal afirmativa não é óbvia. O mundo já passou por inúmeras transformações sociais nesse período. Já tivemos sociedades teocráticas, como o Antigo Egito. Depois tivemos várias sociedades escravistas, como Grécia e Roma. Depois, ainda, a Europa feudal e as sociedades modernas... Do Oriente ao Ocidente, a variedade é imensa. Todavia, essas sociedades são bastante semelhantes de certo ponto de vista: todas elas são sociedades de dominação.

2 - Etruscos e caldeus, vedas e hititas, incas e astecas, gregos e romanos, são muito parecidos deste ponto de vista: o ponto de vista do padrão civilizatório. Todos esses povos viviam em sociedades de dominação, baseadas num mesmo paradigma, o paradigma da tradicionalidade. Todas essas sociedades estavam baseadas num mesmo "modelo", que apareceu pela primeira vez na proto-história da antiga Suméria, entre meados do quinto e o início do quarto milênios. Antes disso tivemos com certeza pelo menos outra grande mudança de padrão civilizatório conhecida. Foi há onze mil anos, com o advento da aldeia agrícola neolítica, no início do nono milênio; ou, talvez, por volta de 7.500 a. E. C., coincidindo com a invenção da cerâmica.

3 - Depois que o protótipo sumeriano se instalou, depois que aldeia neolítica deu lugar ao complexo Templo-Palácio - quer dizer, à cidade sumeriana, sagrada e murada - não tivemos mais nenhuma mutação civilizacional. De lá para cá vivemos sob a égide do Templo-Palácio - da Coroa, do Cetro, do Bastão e da Espada - sob diversas aparências, mas escondendo um mesmo conteúdo básico. E ainda estamos imersos em uma sociedade de predadores eco-sociais, onde predominam as realidades do Estado-nação, da guerra como modo de resolver conflitos e, por conseguinte, da ordem militar e das armas, do patriarcado, da família monogâmica e de formas não-sociais de propriedade.

4 - Nossa política ainda é "uma guerra sem derramamento de sangue", como definia cruamente o líder comunista Mao Tsé-Tung. E nossos esportes ainda são praticados como "uma guerra sem mortes", como percebeu o escritor George Orwell décadas atrás.

5 - Nosso mundo ainda é um "espaço" hierarquizado e verticalizado, dividido entre superiores e inferiores: sábios e ignorantes, ricos e pobres, fortes e fracos. E onde tudo é  separado: os sadios dos doentes, os jovens dos idosos, os adultos das crianças, os homens das mulheres – mantendo-se a prevalência e o domínio de uns sobre os outros, quer dizer, dos primeiros sobre os segundos.

6 - Nosso padrão de desenvolvimento continua sendo insustentável e os seres humanos prosseguem imaginando que podem dominar a natureza, esgotar recursos não-renováveis e encher o planeta de lixo.

7 - Nossa moralidade ainda está baseada nas ideias de um bem separado do mal e de uma ordem separada do caos. E persistimos demonizando o caos em todos os campos da atividade humana, desde a ordem social, passando pela expressão da sexualidade, até a organização do conhecimento.

8 - Estabelecemos cânones de uma ciência promovida à pansofia – nova "religião laica", onde graus, sacerdotais, são conferidos por castas que se condecoram mutuamente com títulos de Masters e Doctors. Tudo que foge desses cânones, porque não consegue tirar o "passaporte epistemológico" exigido e aceito, é liminarmente reprovado como conhecimento não-válido, inverdade ou heresia.

9 - Nossos tribunais superiores de justiça ainda são chamados de cortes, mesmo naquelas sociedades que já se desvencilharam da monarquia como sistema de governo há mais de um século, e seus membros são nomeados pelo poder político com base em critérios, mais uma vez sacerdotais, de notório saber.

10 - Fundamentalmente, porém, ainda vivemos - em plena sociedade moderna e a menos de quatro anos do terceiro milênio - sob o poder do mito, possuídos coletivamente por complexos que nos impelem a infligir sofrimentos a seres humanos e a outros seres sencientes. Neste livro reúnem-se algumas reflexões sobre um desses complexos, chamado Complexo Darth Vader.

11 - Os sistemas (anti)sociais de dominação, caracterizados pela prevalência de atitudes autocráticas diante da política e hierárquicas diante do poder, surgiram e se desenvolveram em consonância com atitudes sacerdotais diante do saber e com atitudes míticas diante da história. A autocracia imposta pelos monarcas-militares e a hierarquia introduzida pelos guerreiros-conquistadores são implicadas por uma visão mítico-sacerdotal do mundo, que não surge "naturalmente", como consequência de qualquer coisa que se pudesse identificar como evolução humana.

12 - De certo ponto de vista (se pudéssemos aplicar aqui o conceito de evolução), a aldeia neolítica era mais "evoluída" - em termos de desenvolvimento humano e social sustentável - do que a cidadela guerreira dos conquistadores patrilineares surgida bem depois. Tudo se passa como se algumas sociedades pré-históricas tivessem sido possuídas por uma espécie de complexo, uma constelação de conteúdos inconscientes reunidos durante uma "noite dos tempos" que, em determinado momento, irrompeu à luz do dia. O inconsciente de onde brotaram tais conteúdos que vieram à tona não existiu sempre (como se fosse uma característica inerente ao homo sapiens). Esse inconsciente foi formado socialmente.

13 - É como se a humanidade estivesse sujeita a um tipo diferente de complexo, ainda não devidamente identificado e estudado: uma construção espiritual autônoma, capaz de "superviver" na história, com poder realizador na invenção de tradições e papel pré-cursor na fabricação de caminhos. Não se trata propriamente de um complexo em termos psicológicos, mas ideológicos. Poderíamos chamá-lo de Complexo Darth Vader, evocando aquele personagem da série de ficção "Guerra nas Estrelas" de George Lucas. Joseph  Campbell chegou a reconhecer em Darth Vader o padrão do poder - "um poder abstrato, que representa um princípio": o poder vertical. Campbell dizia que Darth Vader representa "uma força monstruosa, a força do Império, que se baseia na intenção de conquistar e comandar". Para ele, "Darth Vader não desenvolveu [a] própria humanidade. É um robô. É um burocrata, vive não nos seus próprios termos mas nos termos de um sistema imposto".

14 - A espada do guerreiro ("ariano" - conquanto isso seja uma construção ideológica), que tira a vida num gesto ritual e o muro (sumeriano) da separação entre sagrado e profano (que coloca sempre um "nós" contra os "outros") são os elementos constituintes do culto da morte e da ordem que gerou esse complexo ideológico que "supervive" até hoje na humanidade: o Complexo Darth Vader.

15 - Norbert Wiener dizia que “um padrão é uma mensagem que pode ser transmitido como tal e que se perpetua a si próprio”. Ele se referia aos seres humanos, mas o dito vale também para o caso das sociedades ou das civilizações. Então o padrão militar de Darth Vader tende a se perpetuar, por transmissão, para outras regiões do tempo. É por isso que  todos os exércitos se parecem: da antiga Esparta, passando pelos romanos, até os ingleses do século 19. E o general norte-americano, de um país capitalista, reconhece, como general, o general chinês, daquele que seria o exército do povo. Isto é o que chamamos de tradição.

16 - O padrão militar, gerado por atitudes hierárquicas diante do poder, vem sempre acompanhado de outros padrões, gerados por atitudes correspondentes que compõem o mesmo sistema paradigmático, como as atitudes míticas diante da história, sacerdotais diante do saber e autocráticas ou monárquico-militares diante da política. As coisas vêm sempre juntas. Não podemos esquecer que na saga mítica de George Lucas, Darth Vader está hierarquicamente subordinado ao mago-imperador, que controla todo o sistema manipulando forças sobre-naturais anti-humanas do chamado "lado negro da Força". A expressão "Complexo Darth Vader" designa esse sistema de atitudes-matrizes e de padrões que compõem o
paradigma da tradicionalidade, e não apenas o padrão específico do guerreiro-militar.

17 - Os complexos ideológicos são um produto de "magia histórica", pela qual tenta-se modificar o futuro. Os sistemas ideológicos que inventam tradições objetivam a recriação de um passado que não existiu (não, pelo menos, na forma recriada por eles) para privilegiar certa linha de desenvolvimento histórico capaz de conduzir (ou induzir) uma determinada coletividade para um futuro pré-concebido. Os últimos seis mil anos da história humana fornecem exemplos suficientes da capacidade de predeterminação desse complexo ideológico que instaurou na terra dos homens o poder vertical, simbolizado pela assustadora figura daquele hierarca de "Guerra nas Estrelas" chamado Darth Vader.

(...)

20 - Levantou-se recentemente a hipótese de que em algum momento do final do quinto milênio (ou no início do quarto) entramos em um dos ramos de uma bifurcação que nos conduziu a este tipo de civilização em que vivemos. Se tivéssemos tomado o outro caminho, tudo poderia ter sido diferente. Ora, se conseguirmos descobrir alguma coisa das origens da visão de mundo que acompanhou e possibilitou a criação deste tipo de civilização em que vivemos - patriarcal, guerreira e dominadora: a civilização dos predadores eco-sociais - quem sabe poderemos imaginar como tudo poderia ter sido diferente. Se tivéssemos tomado o outro ramo da bifurcação, quem sabe fôssemos hoje algo assim como simbiontes em vez de predadores.

21 - Talvez não seja possível detectar os rastros de um simbionte primitivo, se é que ele existiu; ou seja, apresentar evidências da presença pré-histórica de seres humanos que viviam em regime de parceria, entre si e com a natureza. Todavia, parece não ser impossível imaginar como seria uma civilização de simbiontes desenvolvidos. Este é o motivo pelo qual vale a pena o esforço de investigar as características "genéticas" (meméticas) do padrão do predador, simbolizado pela figura de Darth Vader. Porque se tudo poderia ter sido diferente, então tudo poderá ser diferente.

(...)

55 - Na mitologia sumeriana o homem foi criado pelos senhores - os Dingir - para suportar o jugo, sofrer a fadiga. Já foi criado como trabalhador, escravo dos deuses. E foi a escravidão do homem que propiciou a liberdade  dos deuses. Num antigo texto - chamado "A Epopéia da Criação" – Marduk (um Dingir sumério) fala mais ou menos assim: "Eu produzirei um primitivo inferior. 'Homem' será seu nome. Eu criarei um trabalhador primitivo. Ele será encarregado do serviço dos deuses, para que estes possam ter seu descanso". A "lógica" da coisa é muito clara. O homem é um ser inferior, servo dos deuses que são seres superiores. Logo, o homem também deve ser servo daqueles que foram instituídos na terra como representantes ou intermediários dos deuses: os sacerdotes-reis. E assim como os seres humanos, nas primeiras civilizações, não adoravam propriamente a seus deuses, antes os temiam e trabalhavam para eles (o termo bíblico avod, traduzido por "adoração", também significa "trabalho"), assim deveriam trabalhar para seus superiores humanos que representavam os superiores divinos (sobrehumanos). Sem dúvida, uma mitologia muito conveniente para os poderosos.

56 - Na antiga Suméria os superiores humanos tinham a missão de ensinar aos inferiores humanos o "caminho certo", os "costumes certos" e a "adoração adequada", por meio de um sistema imposto de regras práticas de comportamento e normas de moralidade. Mas a moralidade humana, que regulava a vida dos inferiores, não era a mesma moralidade dos
superiores. A ortodoxia moral que valia para os homens não valia para os deuses. Para constatar isso basta ler o relato sobre mentiras, tramas, traições, incestos, estupros, manipulações e outras violações e abusos que compõem as crônicas das cortes divinas.

57 - A moralidade introduzida na cidade sumeriana era, na verdade (com perdão do trocadilho) uma "muralidade". Existiam muros, muitos muros, separando tudo, para manter a pureza dos lugares que não deveriam ser profanados. o recinto sagrado era, inicialmente (como revela a etimologia da palavra 'sagrado' em língua suméria), o espaço separado, cujo acesso era permitido apenas aos superiores ou àqueles a quem estes designavam. O "código de pureza" aqui inaugurado vai se perpetuar no tempo. Um bom exemplo dessa tradição é o livro bíblico chamado Levítico, escrito mais ou menos três milênios depois do surgimento das primeiras cidades-Templo sumérias, contendo proibições e mais proibições para estabelecer o que se pode e o que não se pode fazer, introduzindo "muros" em todos os aspectos e detalhes da vida.

58 - Se existiu mesmo essa "noite dos tempos" em que o poder vertical foi fundado na terra, ela deve ter ocorrido entre o quinto e o terceiro milênios. O período mais provável é o quarto milênio, em que, aliás, já se tem notícia de um sistema de dominação organizado na planície de Gorgan, no nordeste do Irã. Porém antes disso um protótipo do que chamamos de civilização havia sido ensaiado em Kish e em outras teocracias rigidamente centralizadas da antiga Suméria.

59 - Começando pelas cidades-Templos sumerianas, a expansão desse tipo de sistema de dominação se deu no terceiro e no segundo milênios, com os impérios egípcio, sobretudo na chamada "era das pirâmides" (entre 2.700 e 2.200) e babilônico, por volta de 2.000 (a. E. C.). Temos também o império hitita na Anatólia (entre 1.600 e 1.200), o Estado Assírio (por volta de 1.800) e, bem antes, o de Sargão (entre 2.400 e 2.220 aproximadamente). Todos eles fazem parte desse tempo inaugural de guerras, dessa chamada "idade dos heróis"  que Jacques Dupuis disse, com razão, que nada mais era do que uma idade de predadores e de senhores.

60 - Em meados do segundo milênio a dominação já estava consolidada, com a destruição da civilização do Vale do Indo, por volta de 1.550 e o fim de Creta um século depois. A Suméria, o Egito e a Babilônia podem ser tomados como momentos simbólicos referenciais dessa formidável transformação que introduziu o poder vertical na vida espiritual e social
daquelas sociedades.

(...)

89 - Todos nós somos seres cindidos interiormente. Há uma cisão interior que é necessária aos sistemas de dominação. O predador é o ser humano cindido interiormente. É um produto da quebra da unidade sinérgica do simbionte. Preda porque quer recuperar, devorando, suas contrapartes, num ritual antropofágico em busca da unidade perdida. É por isso que nos apegamos tanto à guerra do bem contra o mal. Mas o problema, como disse Schmookler, é que o recurso da guerra é em si o mal.

90 - Segundo a psicologia analítica a psique cindida precisa de guerras e competições porque possui uma sombra. O problema é como surgiu esse arquétipo da sombra. Ela não nasceu conosco? Por que teria nascido? Precisamos de fato dessa "sombra"? O problema é se alguém precisa dela!

91 - Se a sombra não for uma característica da espécie humana, então ela "entrou" em nós em algum momento. Quer dizer, alguma constelação particular só teria conseguido se reproduzir se nós nos transformássemos em seus agentes reprodutores. Para tanto, fez-se necessário que tal arquétipo fosse "implantado" abaixo do nível da consciência, para que pudesse emergir como uma complexo capaz de possuir indivíduos e sociedades. Agora compreendemos uma coisa: a pulsão básica que leva o ser humano a matar é a mesma que leva à ereção dos sistemas de dominação. Sim. O hierarca Darth Vader é um assassino! Mas o ser humano não é hostil por natureza. O homem hostil é próprio de um determinado tipo de civilização: a civilização dos predadores eco-sociais. Uma sociedade de parceria não necessitaria dessa dinâmica para se reproduzir.

92 - Criamos a civilização dos predadores eco-sociais tendo atitudes sacerdotais e hierárquicas diante do saber e do poder. E tendo atitudes autocráticas diante da política. Se essas atitudes não se desenvolvessem não existiria o homem hostil. Mas é necessário descobrir o quê, precisamente, nessas atitudes, modificou o mundo do simbionte enquanto outra possibilidade civilizacional.

93 - Na nossa civilização substituímos a natureza pela tecnologia e a vida pelo conhecimento da vida. Essa foi uma típica operação mágico-sacerdotal. Por outro lado, desenvolvemos aquela característica hierárquico-autocrática de trocar a relação sinérgica com as coisas, os seres e as pessoas, pelo domínio sobre elas. Ao constituir um paradigma de tradicionalidade introduzimos um padrão de ordem separada do caos. Essa ordem era, em certo sentido, alienígena, porque foi introduzida em dissonância com aquilo que poderíamos chamar de "ritmos de Gaia". Quer dizer, era uma ordem estranha à ecologia planetária. Era uma ordem baseada em tecnologia. Não é a toa que os deuses sumérios são tecnólogos!

(...)

101 - Seis mil anos depois da introdução da ordem tecnológica, os resultados desse modo-de-interagir com o mundo não se  apresentam muito animadores. O saber do eco-nomos não nos livrou da fome, das doenças, das catástrofes ou da morte. Devastamos grande parte de nossos recursos, desequilibramos os ritmos de Gaia e estamos, realmente, ameaçados de extinção como espécie.

102 - Enquanto estiver em vigência o paradigma da tradicionalidade, enquanto permanecermos possuídos pelo Complexo Darth Vader, prosseguiremos avançando como predadores, imaginando ainda (sob o influxo de um imaginário mítico) que todos os nossos carecimentos serão providos pelo desenvolvimento tecnológico. E acreditando que esse desenvolvimento poderá, magicamente, fornecer os meios para o crescimento ilimitado num mundo finito.

(...)

117 - Darth Vader não tem alma. Ou seja, não formou a sua alma humana, o seu veículo para atravessar a morte. A sua nave  (tecnológica) é o seu veículo-substituto. É um prisioneiro do seu império porque para manter esse império é obrigado a impor,   continuamente, sofrimentos aos seres humanos. Mas Darth Vader faz tudo isso porque quer controlar o futuro. Significa que ele quer ser um deus, imortal. É para escapar da morte que ele constrói seu simulacro, seu veículo substituto para a alma humana. Mas se a alma humana é "feita" com a energia da compaixão, obtida nos atos gratuitos de promover a vida e a liberdade, compartilhar o alimento, aliviar os sofrimentos dos semelhantes, a sua nave-simulacro tem que ser feita com a energia da violência, obtida nos atos instrumentais de tirar a vida, aprisionar os caminhos, se apoderar dos recursos vitais e infligir sofrimentos aos seres humanos julgados como diferentes.

(...)

122 - Não é a toa que as vertentes de pensamento ligadas à tradição não se dão muito bem com a história. Elas de fato não gostam muito das transformações que podem acontecer na história, sem que ninguém planeje, sem que exista um plano, uma inteligência superior organizando tudo, quer dizer, fazendo valer a sua ordem.

Nota final (1998)
Não pensei em escrever um livro de futurologia e sim um ensaio que reunisse fragmentos de um novo modo-de-ver as origens da cultura civilizada. Todavia, acabei imaginando possibilidades alternativas ao "modelo" sumeriano. Fui levado a isso ao constatar que, a partir desse "modelo" - como salientou o matemático Ralph Abraham (1992) - "a espécie humana vem avançando cada vez mais para dentro do mal, do demoníaco e das formas de sociedade evolutivamente mal-sucedidas".

Porque talvez a melhor maneira de criticar as coisas de que não gostamos é imaginando como desejaríamos que elas fossem. Imaginar e desejar um futuro alternativo é condição para realizá-lo. O que, certamente, é a melhor forma de mudar as coisas de que não gostamos.

Para tanto, não é necessário falar de realidades e, muitas vezes, nem de tendências verificadas hoje em dia. Ao colocar a ideia de que as coisas não precisam continuar sendo como foram estamos exercendo uma poderosa crítica ao nosso tempo.

Imaginar um desejável futuro alternativo para o mundo significa, de algum modo, desestabilizar a situação do mundo atual. Pois quando as pessoas começam a vislumbrar a possibilidade do novo, o velho pode começar a se preocupar. Levantar novas  possibilidades é contribuir para que as coisas não continuem sendo como são. É, em certo sentido, criar futuro.

Se o futuro imaginado e desejado for realizado antecipatoriamente, isto é, se algumas pessoas - e depois outras e cada vez mais gente - começarem a se comportar como se esse futuro já tivesse chegado, então ele deixa de ser futuro e passa a ser presente. Nesse caso, a mudança do velho para o novo terá se consumado.

O COMPLEXO DARTH VADER
Grupo para discutir os excertos do livro "O Complexo Darth Vader" (1992-1998).

DISCUTINDO PARÁGRAFO POR PARÁGRAFO
O texto original (excertos) foi publicado no blogpost O COMPLEXO DARTH VADER.

Há uma edição no slideshare incrustada abaixo.


               Ver também:

              A morte do rei - Estudos avançados sobre Revolução Cognitiva
          Sobre como as Organizações Atuais não estão mais funcionando e, portanto, não sobreviverão.
             Uma analogia com o processo de  Fim das Monarquias e invenção das Democracias Modernas.
               http://www.youtube.com/watch?v=l4utWnWIb60



E, para os que já descobriram que “loucura é continuar a fazer o que sempre fizemos - e que não está funcionando – e esperar resultados diferentes”:

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Era que está Nascendo: da Internetocracia (4a. parte) - Reflexões do autor e de colaboradores, Facebook

"Internetocracia”, algo como Democracia intensificada pela WEB...-

http://poltica20-yeswikican.blogspot.com.br/2013/01/a-era-que-esta-nascendo-da.html

 

3 maio 2012 ... A Era que está Nascendo: da Internetocracia (1a. parte).

16 de maio de 2012... Um Internetocracia não pode existir em qualquer nação industrializada hoje porque suas constituições não vão apoiá-la. Isso porque a ...

Política 2.0 - Yes, WIKI CAN:A Era que está Nascendo: da Internetocracia (3a. parte) - Os argumentos contra e suas refutações
16 de outubro de 2012 A Era que está Nascendo: da Internetocracia (3a. parte).





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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
http://criatividadeinovao.blogspot.com/ (Blog: Criatividade e Inovação)
http://redessociaisgovernanaliderana.blogspot.com/ (Blog:Governança e Liderança em Redes Sociais)
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http://poltica20-yeswikican.blogspot.com/ (Blog: Política 2.0 - Yes, WIKI CAN)
http://mobilidadeurbana-prosperoclaudio.blogspot.com/  (Blog: Mobilidade Urbana)
**  http://automacao-inteligencia-organizacional.blogspot.com.br/ (Blog: Automação e Inteligência Organizacional)
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Comunidade Gestão Conhecimento)